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Foto: Bira Soares/FCC

 

Aconteceu na sexta-feira, dia 12 de abril, a mesa “Reparação: testemunho, escuta e reconhecimento”, parte do ciclo “Memória, Movimentos Sociais e Direitos Humanos".

A mesa contou com as participações de Dulce Pandolfi, Fabiana Rousseaux, Mariana Tello e Vera Vital Brasil. Coordenada por Felipe Magaldi, da Universidade Nacional de Córdoba, a sessão levantou questões relativas às diferentes políticas de reparação implementadas desde a luta pela Anistia. As vítimas da violência de Estado no presente e os diferentes mecanismos de reparação econômica, moral e psicológica também foram temas do debate.

Dulce Pandolfi é historiadora e presidente do Conselho Curador do Ibase. Foi pesquisadora e professora da Fundação Getúlio Vargas, atuando tanto na graduação quanto na pós-graduação, entre 1976 e 2018. Militou na resistência ao regime no movimento estudantil e na Ação Libertadora Nacional, a ALN. Presa no DOI-CODI e no DOPS em 1970, depôs à Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro em 2013.

Fabiana Rousseaux é psicanalista, especializada no atendimento psicossocial a vítimas de violações de direitos humanos, especialmente delitos de lesa humanidade e terrorismo de Estado. Foi fundadora e diretora do Centro de Asistencia a Víctimas de Violaciones de Derechos Humanos Dr. Fernando Ulloa, dependente do Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos da República Argentina. Atualmente gere a Associação Civil Territórios Clínicos da Memória.

Mariana Tello é antropóloga, professora da Universidad Nacional de Córdoba e investigadora do CONICET. Foi associada ao Centro de Memoria Popular “La Perla”, antigo centro clandestino de detenção, tortura e desaparição de pessoas na região de Córdoba. Possui diversos trabalhos acadêmicos premiados sobre antropologia, violência política e direitos humanos, assim como participação no movimento social de filhos de mortos e desaparecidos H.I.J.O.S. 

Vera Vital Brasil é psicóloga clínico-institucional, atualmente membro da Equipe Clínico Política do Rio de Janeiro e do Coletivo RJ Memória, Verdade e Justiça. Participou ativamente do movimento estudantil universitário no final dos anos 1960. Foi presa no DOI-CODI do Rio de Janeiro e exilada no Chile. Integrou a Equipe Clínico Grupal Tortura Nunca Mais do RJ (1991-2010) para atendimento de pessoas afetadas pela violência de Estado durante a ditadura. Coordenou o Projeto Clínicas do Testemunho do Rio de Janeiro, da Comissão de Anistia/Ministério da Justiça.

O ciclo “Memória, Movimentos Sociais e Direitos Humanos” foi coordenado pelo antropólogo José Sérgio Leite Lopes, junto aos pesquisadores Felipe Magaldi, Lucas Pedretti, Luciana Lombardo e Virna Plastino.

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