DSC 0041ed

Foto: Lígia Monteiro/CBAE

 

No dia 03 de maio foi realizada a mesa “O que resta das Comissões da Verdade?”, parte do ciclo “Memória, Movimentos Sociais e Direitos Humanos.

Entre 2012 e 2014, a Comissão Nacional da Verdade, ao lado de dezenas de comissões estaduais e locais, jogou luz sobre as violações de direitos humanos da ditadura. Naquele momento, discutimos e lembramos do passado ditatorial como jamais havíamos feito. Hoje, quase cinco anos após a entrega de seu relatório final, vivemos um contexto radicalmente distinto, de avanço do negacionismo em relação às violências daquele período. O que ocorreu de lá para cá? O que vivemos hoje se explica porque as comissões não cumpriram seu papel? Ou o negacionismo se trata exatamente de uma reação aos avanços daquele momento? Para refletir sobre estas e outras questões, recebemos os seguintes convidados:

Andres del Rio, graduado em direito e ciências sociais pela Universidad de Buenos Aires, mestre em estudos internacionais pela universidade Torcuato di Tella, na Argentina, e doutor em Ciência Política pelo IESP/UERJ. É co-coordenador do grupo de pesquisa “Poder Judiciário na América Latina” da Associação Latino-Americana de Ciência Política (ALACIP), e desenvolve seus estudos nas áreas de poder judiciário, instituições políticas e justiça de transição.

Cristina Buarque de Hollanda, graduada em ciências sociais pela UFRJ, e tem mestrado e doutorado em ciência política pelo IUPERJ. Foi secretária-executiva da Associação Brasileira de Ciência Política entre 2016 e 2018. Foi professora adjunta do Departamento de Ciência Política da UFRJ de 2008 a 2014 e atualmente é professora do IESP/UERJ. Pesquisa temas relacionados à teoria política, representação política, justiça de transição e comissões da verdade.

Nadine Borges, advogada e mestre em direito e sociologia pela UFF, onde atualmente cursa seu doutorado. Foi gerente de projetos da Comissão Nacional da Verdade e Coordenadora Geral da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos. Coordenou o Grupo de Trabalho responsável pela exumação dos restos mortais do Presidente João Goulart (2013) e o Grupo de Trabalho Araguaia. Foi membro e presidiu a Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro (2014). Atualmente é vice-presidenta da Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ.

O ciclo “Memória, Movimentos Sociais e Direitos Humanos” foi coordenado pelo antropólogo José Sérgio Leite Lopes, junto aos pesquisadores Felipe Magaldi, Lucas Pedretti, Luciana Lombardo e Virna Plastino.

 

UFRJ Colégio Brasileiro de Altos Estudos - UFRJ
Desenvolvido por: TIC/UFRJ