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Foto: Bira Soares/FCC

 

A mesa “Movimentos negros, racismo institucional e ditadura”, parte do ciclo “Memória, Movimentos Sociais e Direitos Humanos”, foi realizada excepcionalmente numa quarta-feira, dia 03 de julho.

A ditadura militar representou um período de aprofundamento do racismo institucional que historicamente existe no Brasil. O movimento negro, que ressurgia em meados dos anos 1970, foi monitorado e controlado pelo regime, que caracterizava a ação dos militantes como “racismo negro”. Do mesmo modo, manifestações culturais negras, como os bailes black, também foram alvo do controle e repressão ditatoriais. Para além disso, contra a população negra em geral, especialmente os moradores de favelas e periferias, as formas de controle social que já existiam antes do golpe foram mantidas e aprofundadas. Prisões arbitrárias e torturas foram praticadas sob o manto da Lei da Vadiagem, e esquadrões da morte e grupos de extermínio deixaram milhares de vítimas de execuções sumárias e desaparecimentos forçados. Para refletir sobre estes temas, recebemos Carlos Alberto Medeiros (IH/UFRJ e IPCN), Flavia Rios (UFF), Marta Pinheiro (CDH/OAB e ex-CEV-Rio), Monica Cunha (CDH/ALERJ) e Vantuil Pereira (NEPP-DH/UFRJ).

Carlos Alberto Medeiros é jornalista, militante do movimento negro e estudioso da questão racial. Graduado em Comunicação e Editoração pela UFRJ, mestre em Ciências Jurídicas e Sociais pela UFF e doutorando em História pela UFRJ. É autor de "Racismo, preconceito e intolerância" e "Na lei e na raça: Legislação e relações raciais Brasil – Estados Unidos". Foi presidente do Instituto de Pesquisa das Culturas Negras e atualmente apresenta o programa CultNe na TV, na TV ALERJ. 

Flavia Rios é professora da UFF, graduada em ciências sociais pela USP, onde fez seu mestrado e doutorado em sociologia. Durante o estágio doutoral, desenvolveu pesquisa na Universidade de Princeton. É coordenadora do Grupo de estudos e Pesquisa Guerreiro Ramos (ICHF-UFF e coordenou o Simpósio de Pesquisas pós-graduadas sobre a questão racial da ANPOCS (2016-2018). Integra o projeto " Vozes do Genocídio da Juventude Negra" (CNPq/2019).

Marta Pinheiro, assessora da Comissão de Direitos Humanos da OAB. Foi assessora da Comissão Estadual da Verdade do Rio, integrou a Comissão Estadual da Verdade da Escravidão Negra da OAB/RJ e a Comissão Estadual de Reparação ao Povo Negro. Militante do Coletivo Justiça Negra Luiz Gama.

Monica Cunha é coordenadora da Comissão de Direitos Humanos da ALERJ. É fundadora do Movimento Moleque, grupo que luta pela promoção dos direitos de adolescentes que estão no sistema socioeducativo e de seus familiares.

Vantuil Pereira é professor e diretor do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas em Direitos Humanos da UFRJ. Graduado e doutor em História pela UFF. Suas áreas de pesquisa são: cidadania, Direitos Humanos, questões étnico-raciais, quilombos, movimentos sociais, cultura subalterna, identidade e Estado, Escravidão, Política Externa e poder no Brasil do século XIX e memórias e lutas sociais contemporâneas. 

O ciclo “Memória, Movimentos Sociais e Direitos Humanos” foi coordenado pelo antropólogo José Sérgio Leite Lopes, junto aos pesquisadores Felipe Magaldi, Lucas Pedretti, Luciana Lombardo e Virna Plastino.

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