Entre os dias 8, 9 e 10 de setembro, aconteceu o ciclo de debates 'UFRJ +100: Desafios para o Brasil', realizado pelo Fórum de Ciência e Cultura. Foram mais de 25 horas debatendo temas relevantes e desafiadores para o futuro do país e como a Universidade pode ajudar a criar respostas para tais desafios. Representantes de diversas e diferentes instituições discutiram criticamente sobre democracia, mudanças climáticas, pandemia, cultura, neurociência, futuro do trabalho, educação, arte, povos originários e mais.

O evento UFRJ+100: desafios para o Brasil toma como ponto de partida a comemoração do primeiro centenário da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que aconteceu em 2020, para propor a realização de uma sequência de debates sobre temas de fronteira do conhecimento científico, tecnológico e de inovação, conjugando a análise da evolução do conhecimento nesses últimos 100 anos à projeção de seu desenvolvimento no próximo século.

Um século depois de sua fundação, a Universidade se depara com uma série de transformações que atravessam as relações entre as diferentes áreas do saber, e com as quais deve dialogar. Transformações científicas, tecnológicas e climáticas, mudanças irreversíveis no sistema produtivo interferem e são também influenciadas por novos modos de participação política, que desafiam as noções estabelecidas de democracia e representação.

A programação se estrutura em 17 mesas online, sendo 3 mesas com atividades comemorativas e 14 mesas de debate que articulam diferentes áreas de conhecimento, centros, institutos e departamentos da Universidade a partir de cenários de confluência de desafios comuns. O objetivo do ciclo de debates é estimular o diálogo interdisciplinar, promovendo reflexões conjuntas sobre a sociedade do futuro.

UFRJ+100: desafios para o Brasil é um evento que faz a transição entre dois ciclos de comemorações: encerra-se o do centenário da UFRJ, celebrado em 2020; e abre-se o do Bicentenário da Independência do Brasil, que ocorrerá em 2022. O evento é promovido pelo Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, sob coordenação da professora Tatiana Roque e do professor Luis Manuel Fernandes.


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MESA 1

Revisitando o processo de Independência do Brasil

Abrindo os debate sobre o Bincentenário da Independência do Brasil, que será celebrado em 2022, este painel se propõe a revisitar o processo histórico a partir de três ângulos ou três países distintos que estiveram envolvidos no desenlace dos acontecimentos: a perspectiva interna do Brasil, a ser apresentada por José Murilo de Carvalho, a atuação de Portugal, discutida por Míriam Hapern Pereira, e a participação da Grã-Bretanha neste processo, em exposição de Leslie Bethell. Contaremos ainda com a mediação de Marieta de Moraes e uma breve saudação a título de abertura do evento da reitora da UFRJ, Denise Pires de Carvalho.

Abertura: Denise Carvalho (Reitora UFRJ)

Mediação: Marieta de Moraes (IH UFRJ).
Participam: José Murilo de Carvalho (IH UFRJ); Leslie Bethell (Universidade de Londres) e Miriam Halpern Pereira (Universidade de Lisboa)

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MESA 2

O desafio das desigualdades

Como um dos países mais desiguais do mundo, é grande a importância de se debater a desigualdade e a concentração de renda para o crescimento econômico e o desenvolvimento sustentável no Brasil. Apesar das políticas sociais adotadas de forma incremental após a redemocratização, nos últimos anos houve retrocessos nos avanços obtidos até então, com o retorno da fome e miséria, especialmente no período da pandemia da Covid19. É necessário avançar em políticas que melhorem as condições de vida, a educação, a infraestrutura urbana e reduzam a miséria, pobreza e desigualdades de renda e acesso a direitos. Nesse sentido, é essencial o debate sobre como construir um sistema tributário mais justo que financie as políticas públicas que levem a uma distribuição mais igualitária da renda e da riqueza. Como resolver o problema da desigualdade de forma democrática? O painel abordará, ainda, a atual necessidade de aperfeiçoamento dos sistemas e novos mecanismos para o aprofundamento da democracia, debatendo experiências passadas e a direção das inovações, visando ao aumento da participação cidadã, do controle social e da transparência. Para estas e outras questões, convidamos Márcia Lima, Lígia Bahia e Célia Kerstenetzky, com mediação de Fábio Waltenberg.

Mediação: Fábio Waltenberg (UFF)
Participam: Celia Lessa Kerstenetzky (IE UFRJ); Ligia Bahia (UFRJ) e Márcia Lima (Cebrap FFLCH USP)

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MESA 3

Crise Climática e Desenvolvimento

As mudanças climáticas antropogênicas são um consenso entre cientistas, conforme reportado no último relatório divulgado pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas). Diante do quadro alarmante em que o mundo se encontra, o Brasil se encontra em uma posição em que ao mesmo tempo que é profundamente afetado por tais mudanças, mas também possui recursos naturais que o colocam em papel de destaque na busca de soluções. O país está entre os mais vulneráveis a riscos como a elevação no nível dos oceanos e o aumento de temperatura, além de ter seus biomas como amazônia, pantanal e cerrado fortemente ameaçados. Porém, em termos de matrizes energéticas limpas disponíveis, o Brasil ocupa posição de vantagem. Nesse sentido, é fundamental o debate tanto sobre como reduzir a emissão de CO2, quanto como o país pode aproveitar a oportunidade de se tornar uma liderança mundial numa economia de baixo carbono. O painel abordará esses temas e como a UFRJ surge como ator relevante na elaboração de propostas de mitigação e adaptação capazes de alcançar diferentes segmentos da sociedade, contando com a presença de Izabella Teixeira, Emílio La Rovere e Eduardo Assad, com mediação de Suzana Kahn.

Mediação: Suzana Kahn (COPPE UFRJ)
Participam: Eduardo Assad (Embrapa); Emílio la Rovere (Coppe UFRJ) e Izabella Teixeira (Ex Ministra do Meio Ambiente)

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MESA 4

Pandemia e desigualdades: perspectivas para o futuro

Em um momento de envelhecimento populacional, de epidemias globais relacionadas à transmissão de doenças de animais para humanos - como a Covid19, SARS e MERS - , além de epidemias de novas e antigas doenças tropicais - como Zika, Chikungunya e Dengue -, é essencial traçar cenários futuros de possíveis epidemias e estabelecer medidas de prevenção e preparação para emergências. No Brasil, instituições como Fiocruz e UFRJ, estão à frente das pesquisas de ponta sobre biofármacos e produção de novas vacinas, assim como no tratamento de doenças tropicais, biotecnologia e medicina regenerativa. Para abordar o papel da pesquisa sobre saúde desenvolvida na universidade e também os desafios para a inovação na produção de medicamentos e vacinas, contaremos com a presença de Carlos Gadelha, Roberto Medronho, José Gomes Temporão e Maurício Barreto.

Mediação: Lígia Bahia (UFRJ)
Participam: José Gomes Temporão (Fiocruz); Maurício Barreto (UFBA); Roberto Medronho (UFRJ) e Carlos Gadelha (Fiocruz)

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MESA 5

Centenário de pesquisas

A Universidade Federal do Rio de Janeiro completou cem anos de existência em 2020. Além da excelência na formação superior, como primeira universidade do Brasil a instituição sempre assumiu a dianteira no apoio ao desenvolvimento social, cultural, econômico e científico, apostando na inovação e na internacionalização associando inextricavelmente a sua relação com o Rio de Janeiro e com o Brasil. A mesa comemorativa Centenário de pesquisas traz a apresentação de um curta-metragem sobre as pesquisas produzidas na Universidade em várias áreas do conhecimento e seu impacto social. Convidamos Denise Freire, pró-reitora de pesquisa e pós-graduação, para apresentar o vídeo e debater a importância da UFRJ para produção de conhecimento e busca de soluções inovadoras para os desafios do país.

Mediação: Denise Maria Guimarães Freire (IQ UFRJ)

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MESA 6

Futuros possíveis: o que muda no campo das artes?

O futuro é sempre hipotético. Especialistas apoiados em métodos de previsão, incluindo pesquisas qualitativas e quantitativas, apontam e indicam tendências. O avanço da tecnologia e a revolução da internet geraram um presente totalmente inovador se pensarmos em como o mundo era a cerca de 20 ou 30 anos atrás. Diante dessa volatilidade e incerteza em relação às condições futuras da vida, como prever o futuro no campo das artes? Até que ponto o processo criativo pode ser mudado e influenciado pela tecnologia? Que tipo de tendências e convergências irão dominar no campo das artes? Para conversarmos sobre esses e outros questionamentos convidamos: Angélica Dass, Ivair Reinaldim e Mery Horta, com mediação de Madalena Grimaldi.

Mediação: Madalena Grimaldi (EBA UFRJ)
Participam: Ivair Reinaldim (EBA UFRJ); Angélica Dass (Humanae Project) e Mery Horta (EBA UFRJ)

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MESA 7

Segurança Pública como desafio à democracia

Quais os desafios que as políticas de segurança impõe à democracia? Convidamos quatro cientistas sociais pioneiros na análise sobre os padrões de violência da sociedade brasileira realizarão, neste painel, um balanço dos avanços abotidos até agora e propondo uma agenda para a próxima geração, me vista do aguçamento dos problemas de violência e segurança no Brasil. São eles: Roberto Kant de Lima, Luiz Eduardo Soares, Ségio Adorno (USP) e mediação de Michel Misse.

Mediação: Michel Misse (PPGSA UFRJ)
Participam: Luiz Eduardo Soares (UERJ/UFRJ); Roberto Kant de Lima (UFF) e Sérgio Adorno (USP)

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MESA 8

Transformações da Ordem Mundial

O sistema internacional vive uma transformação profunda e abrangente no Século 21. As relações de poder se reconfiguram de forma acelerada, com a ascensão de novos polos geopolíticos e econômicos, entre os quais se destca a China. Os Estados Unidos mobilizam os recursos de poder estutural que detém para tentar conter a ascensão e consolidação de polos concorrentes. O resultado é uma escalada de tensões, conflitos e intervenções que tornam o mundo cada vez mais instável e conflagrado, muito distante da miragem da 'paz cosmopolita' projetada no final do Século 20. Quais são as principais forças que impulsionam essas transformações? Quais as principais tendências de reconfiguração do sistema internacional? Como isto impacta a agenda de pesquisa e formação no Brasil e no mundo? Essas questões serão discutidas em painel que contará com a participação de José Luiz Fiori, Francisco Carlos Teixeira da Silva e Daniel Barreiros, com mediação de Luis Fernandes.

Mediação: Luis Fernandes (FCC UFRJ PUC-RJ)
Participam: Daniel Barreiros (IE UFRJ); José Luís Fiori (UFRJ) e  Francisco Carlos Teixeira da Silva (IH UFRJ)

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MESA 9

Mundos do Trabalho no Século 21

Vivemos em uma época de intensa automação e robotização que marcam o mundo do trabalho, gerando debates sobre a oferta de empregos, tanto na indústria quanto no setor de serviços. Algumas das consequências mais visíveis são o desemprego e a chamada “uberização” dos serviços, aprofundando as desigualdades existentes entre aqueles que ocupam empregos formais e os que estão inseridos na economia informal ou de aplicativos. Qual o impacto das novas tecnologias na vida dos trabalhadores e das organizações no Brasil e no mundo? Como conceber um novo modelo de proteção social que considere as mudanças no trabalho? O painel debaterá, portanto, o impacto das mudanças de paradigmas tecnológicos sobre o desenvolvimento econômico, mas também na esfera social, contando com a presença de Ludmila Abílio, José Ricardo Ramalho, Carlos Frederico Rocha e mediação de Paulo Fontes.

Mediação: Paulo Fontes (UC FCC)
Participam: José Ricardo Ramalho (PPGSA UFRJ), Ludmila Costhek Abílio (CESIT UNICAMP) e Carlos Frederico Rocha Vice-Reitor UFRJ)

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MESA 10

Neurôciencia: da importância do exercício físico e contação de historias

A neurociência proporciona múltiplas abordagens e neste mesa, dicutiremos duas delas em voga nos dias atuais. No primeiro, trataremos da Doença de Alzheimer, a doença neurodegenerativa mais prevalente na modernidade e que tem apresentado uma preocupante expansão no número de casos. Embora ainda não esteja disponível um tratamento eficiente para tratar os pacientes, discutiremos formas de preveni-la. Também discutiremos como o cuidado e a atenção para com crianças internadas, na forma de “contação de histórias”, pode aliviar e abreviar a estada dessas crianças nos hospitais. Convidamos para o debate Mychael Lourenço e Guilherme Brokington, com mediação de Débora Foguel.

Mediação: Débora Foguel (IBqM UFRJ)
Participam: Guilherme Brokington (UFABC) e Mychael Lourenço (IBqM/UFRJ)

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MESA 11

Centenário de dados

A Universidade Federal do Rio de Janeiro completou cem anos de existência em 2020. Além da excelência na formação superior, como primeira universidade do Brasil a instituição sempre assumiu a dianteira no apoio ao desenvolvimento social, cultural, econômico e científico, apostando na inovação e na internacionalização associando inextricavelmente a sua relação com o Rio de Janeiro e com o Brasil. A mesa comemorativa Centenário de dados lancará o projeto Visualiza UFRJ, contendo visualização interativa de dados sobre a Universidade: perfil de estudantes no tempo, informações sobre os servidores, sobre as pesquisas produzidas, cursos de graduação e pós. O projeto foi produzido em parceria pelo LabVis da EBA e o LCG da Coppe. Para apresentar o projeto, convidamos os coordenadores de cada um dos respectivos laboratórios, Doris Kominsky e Cláudio Esperança, com mediação do vice-reitor Carlos Frederico Rocha.

Mediação: Carlos Frederico Leão Rocha (UFRJ)
Participam: Cláudio Esperança (COPPE/UFRJ) e Doris Kosminsky (EBA/UFRJ)

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MESA 12

A transformação do Brasil através da cultura

A cara da Universidade brasileira mudou: somos diversos. A partir de políticas de inclusão e ações afirmativas, mulheres, negras e negros, indígenas, favelados, periféricos, pessoas LGBTQI+, portadores de necessidades especiais e pessoas de diferentes culturas, regiões brasileiras e países de origem, entre outros grupos das chamadas “minorias”, passaram a integrar o espaço universitário, trazendo múltiplas narrativas e outras epistemologias que somam e confrontam as práticas acadêmicas convencionais, gerando tensões e novas possibilidades. Há também a crescente produção cultural periférica e suburbana, do grafite ao funk, que desafia e critica o status quo artístico, diversificando e chamando atenção para temas que se relacionam ao cotidiano de grande parte da população brasileira. Finalmente, a interface entre arte e tecnologia tem sido crescente e, além de possibilitar o aperfeiçoamento de técnicas já consagradas, também possibilita pensar novas formas de interação com os sentidos. A produção artística e cultural dentro e fora da Universidade deverá refletir profundamente sobre essas transformações que expressam a diversidade dos modos de vida e explicitam a crise de modelos hegemônicos. Nesse sentido, o painel tem como objetivo fazer esse debate, envolvendo a pluralidade de sujeitos, construindo coletivamente o fazer cultural, a universidade e a sociedade do porvir, em um mundo de mudanças. Para debater o desafio teórico-prático-político-cultural que temos pela frente, convidamos Ivana Bentes, Karla Martins e Wanda Araújo, com mediação de Adriana Schneider.

Mediação: Adriana Schneider (FCC/UFRJ)
Participam: Ivana Bentes (PR5/UFRJ); Karla Martins (ABRAFIN) e Wanda Araújo (Centro de Tradição Afro Brasileira Egi Omim)

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MESA 13

Os direitos sociais e o futuro do Estado Democrático de Direito

A América Latina vive uma fase de erosão das conquistas democráticas após mais de uma década caracterizada por históricos avanços na efetividade de direitos econômicos e sociais, acompanhados de inédita participação de minorias, de representação indígena, sindical, camponesa e de variadas forças sociais e populares. Paulatinamente, rupturas e recuos ocorreram, com ofensiva contra líderes, partidos e forças progressistas e com a destruição de direitos sociais que garantiam aos grupos mais vulneráveis o acesso aos bens materiais e imateriais para uma vida digna de ser vivida. Neste cenário, faz-se necessário o debate sobre a importância dos direitos sociais para a resistência democrática, bem como sobre as políticas públicas para a consolidação do Estado Democrático de Direito. A mesa contará com a presença de Maria José Fariñas Dulce, Pedro Serrano e Alessandra Devulsky da Silva Tisescu e será moderada por Caroline Proner.

Mediação: Caroline Proner (ABDJ - FND UFRJ)
Participam: Alessandra Devulsky (Université du Québec à Montreal); Maria José Fariñas Dulce (Universidade Carlos III) e Pedro Serrano (PUC-SP)

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MESA 14

Rio de Janeiro e Cidades do Futuro

Nos últimos anos, as smart cities surgiram como nova tendência para aumentar a qualidade de vida nas cidades, em um contexto de crescente urbanização nas últimas décadas. Tecnologias como big data, internet das coisas, inteligência artificial, blockchain, ferramentas de rastreamento, entre inúmeras outras, compõem a extensa gama de possibilidades que estão sendo cogitadas para a aplicação na gestão das cidades e na oferta de serviços públicos. Por outro lado, problemas como a fome, o déficit habitacional, a violência urbana, a falta de saneamento, os longos deslocamentos em transporte público precário, entre outros, ainda assolam a maior parte da população. Estes antigos desafios se somam agora às mudanças climáticas, que também têm impacto direto na vida das cidades. Este painel irá discutir como a construção de cenários futuros diante dos novos e antigos desafios, aliados às novas oportunidades tecnológicas que despontam no horizonte e contará com Mauro Osório, Helena Lastres e Pablo Benetti.

Mediação: Mauro Osório (FND UFRJ)
Participam: Helena Lastres (IE UFRJ) e Pablo Benetti (FAU UFRJ)

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MESA 15

Povos Originários e Universidade

Como pensar o papel da relação entre a universidade e os povos originários na figuração de um futuro socialmente mais justo, seja na realidade brasileira, seja no ecúmeno global? Dentre o amplo escopo de experiências da UFRJ em áreas variadas do conhecimento e da vida pública brasileira, figura a atuação junto aos Povos Originários no Brasil, com destaque para o papel desempenhado pelo Museu Nacional. Nesta mesa, buscaremos pensar áreas de pesquisa, modos de ensino e ações de extensão, tanto quanto possibilidades institucionalização em melhores bases da presença indígena na UFRJ, contando como convidados Luiz Henrique Eloy Amado, Aurélio Vianna da Cunha Lima Junior, João Pacheco de Oliveira e mediação de Antônio Carlos de Souza Lima.

Mediação: Antônio Carlos de Souza Lima (MN UFRJ)
Participam: Aurelio Vianna da Cunha Lima Junior; João Pacheco de Oliveira (MN UFRJ) e Luiz Henrique Eloy Amado (APIB)

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MESA 16

Educação para adiar o fim do mundo

Qual será o papel do ensino superior universitário ao longo do próximo século? Dentre os desafios colocados para o ensino está a atualização dos currículos dos cursos, que demandam cada vez mais transdisciplinaridade e atualização frente às novas tecnologias e mudanças no mundo do trabalho. Isso também gera impactos sobre a formação inicial e continuada dos professores que irão atuar nesse ambiente. Além disso, a interação com o mundo da escola básica é cada vez mais essencial, como a UFRJ reconhece com a criação de seu Complexo de Formação de Professores (convidado a coorganizar este eixo). Finalmente, um dos grandes desafios colocados é o de pensar o financiamento do ensino superior em tempos de cortes de gastos públicos, sem ceder a projetos que atentem contra o ensino público gratuito. Para discutir estes desafios, convidamos Alexandre Maia do Bomfim, Carmen Gabriel, Isabel Martins, com mediação de Victor Giraldo.

Mediação: Victor Giraldo (IM / PEMAT / PPGE – UFRJ)
Participam: Carmen Gabriel (CFP / FE / PPGE-UFRJ); Isabel Gomes Rodrigues Martins (NUTES – UFRJ) e Alexandre Maia do Bomfim (PROPEC – IFRJ)

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MESA 17

Comemorações dos 101 anos da UFRJ

O evento UFRJ+100 anos faz a transição entre dois ciclos de comemorações: encerra-se o do centenário da UFRJ, que se iniciou em 2020; e abre-se o do Bicentenário da Independência do Brasil, que ocorrerá em 2022. O painel de encerramento terá dois momentos: um de comemorações dos 101 anos da UFRJ, com a a presença dos dirigentes da Universidade, Denise de Carvalho e Carlos Frederico Rocha, mediados pela equipe da Reitoria, e um segundo onde se apresentará o conjunto de atividades planejado pela UFRJ para a celebração dos 200 anos de independência do país, com um olhar crítico sobre o passado e projetando os desafios para o Brasil, com Tatiana Roque e Luis Manuel Fernandes.

Mediação: Denise Pires de Carvalho (Reitora UFRJ)

Participam: Carlos Frederico Leão Rocha (Vice-Reitor UFRJ); Gisele Viana Pires (Pró-Reitoria de Graduação – PR1); Denise Maria Guimarães Freire; (Pró-Reitoria de Pós-graduação e Pesquisa – PR2); Eduardo Raupp (Pró-Reitor de Plan., Des. e Finanças- PR3);  Luzia da Conceição Marques (Pró-Reitora de Pessoal - PR4); Ivana Bentes Oliveira (Pró-Reitora de Extensão - PR5); André Esteves da Silva (Pró-Reitor de Gestão e Governança – PR6); Roberto Vieira (Pró-Reitor de Políticas Estudantis - PR7)

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MESA 18

Brasil + 200: lançamento das comemorações dos 200 anos de independência do Brasil

O evento UFRJ+100 anos faz a transição entre dois ciclos de comemorações: encerra-se o do centenário da UFRJ, que se iniciou em 2020; e abre-se o do Bicentenário da Independência do Brasil, que ocorrerá em 2022. O painel de encerramento terá dois momentos: um de comemorações dos 101 anos da UFRJ, com a a presença dos dirigentes da Universidade, Denise de Carvalho e Carlos Frederico Rocha, mediados pela equipe da Reitoria, e um segundo onde se apresentará o conjunto de atividades planejado pela UFRJ para a celebração dos 200 anos de independência do país, com um olhar crítico sobre o passado e projetando os desafios para o Brasil, com Tatiana Roque e Luis Manuel Fernandes.

Mediador: Tatiana Roque (IM UFRJ / FCC UFRJ)
Participa: Luis Fernandes (FCC UFRJ / PUC-RJ)

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2021.09.08 Desafios para o Brasil mais100

 

Caros amigos,

É com enorme pesar que comunicamos o falecimento da Conselheira do CEBRI e querida amiga Anna Jaguaribe. Filha do sociólogo e cientista político Hélio Jaguaribe, Conselheiro Honorário do CEBRI, Anna foi uma grande entusiasta do papel das relações internacionais para melhor projetar o Brasil no cenário global.

Contribuiu de forma inestimável com o CEBRI como membro do Conselho Curador, desde 2017. Estruturou o Núcleo Ásia e o Grupo de Análise sobre China, estando à frente do planejamento e organização de cursos, publicações de referência e debates de alto nível.

Foi idealizadora do programa de treinamento executivo sobre a China, em parceria com a Universidade de Tsinghua. Coordenou sete edições do programa, que contribuíram para um melhor entendimento do papel da China na atual geopolítica global e ampliaram as possibilidades de cooperação bilateral.

Criou o Núcleo Multilateralismo e foi responsável pelo desenvolvimento do primeiro projeto do CEBRI com a Delegação da União Europeia no Brasil. Ao longo dos últimos dois anos, coordenou um projeto em parceria com a Fundação Konrad Adenauer sobre os desafios do sistema multilateral na nova ordem internacional, que resultou no final de 2020 na publicação de um livro de referência sobre o tema.

Na liderança destes dois núcleos, buscava sempre formas de inovar e gerar os melhores resultados. Expandia constantemente a agenda temática, firmava parcerias, criava novos produtos e promovia intercâmbios com outros núcleos, como meio ambiente e comércio internacional.

Diretora do Instituto de Estudos Brasil-China (IBRACH), socióloga com doutorado pela Universidade de Nova York e pós-graduada pela École Pratique des Hautes Études, Anna viveu como pesquisadora na China de 1998 a 2003. Trabalhou nas Nações Unidas em Nova York, foi consultora da UNCTAD em Genebra e Professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Anna foi uma acadêmica de excelência e Conselheira engajada, que tinha uma reflexão intelectual profunda, e sobretudo, enorme generosidade.

Transmitimos nossas profundas condolências a toda a família, especialmente seu marido Paolo e seus irmãos Roberto, Claudia, Beatriz e Izabel.

A partida de Anna Jaguaribe é uma perda inestimável para todos os que tiveram o privilégio de conviver com ela. Seu pensamento, espírito inquieto e atento aos desafios do presente e futuro representam também uma lacuna para o Brasil, que perde uma de suas intelectuais mais brilhantes.

Um abraço, Julia Dias Leite e toda a equipe do CEBRI

 

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