O professor Edson Watanabe, do Programa de Engenharia Elétrica da Coppe/UFRJ, recebeu do governo japonês a condecoração da Primavera 2020, a do 2º ano da Era Reiwa, na categoria Estrangeiro. Watanabe foi contemplado com o Grau de Condecoração “A Ordem do Sol Nascente, Raios de Ouro com Laço”. Ao todo, foram homenageadas onze pessoas que vivem no Brasil, dos quais apenas dois são japoneses, que contribuíram para o progresso do Japão.

 

condecoração watanabe

A Ordem do Sol Nascente é a segunda condecoração mais prestigiosa do Japão, sendo concedida aos “homens honrados”. Watanabe recebeu o Kunshou (a condecoração em japonês), por indicação do Consulado Geral do Japão no Rio de Janeiro, em função do seu desemprenho na academia. “É um ótimo reconhecimento. Inclusive, meu pai recebeu um prêmio similar, em 2004”, diz.

Como professor da Coppe, concentrou esforços para o intercâmbio acadêmico entre o Brasil e o Japão, por muitos anos, no campo da ciência e tecnologia, publicando livros em colaboração com pesquisadores japoneses e contribuindo para o entendimento mútuo entre os dois países. Ainda, atuou como membro do comitê de seleção de bolsas de estudo do Ministério da Educação, Cultura, Esporte, Ciência e Tecnologia (MEXT) do Japão, por mais de 30 anos, desempenhando papel importante na seleção de alunos de excelência e fornecendo suporte a estudantes estrangeiros, como os brasileiros, contribuindo significativamente para a promoção das relações de amizade entre o Brasil e o Japão. O professor calcula que tenha selecionado cerca de 150 alunos neste período, em torno de cinco ou seis por ano.

 

Assita aqui a cerimônia de entrega do título na íntegra.

 

Matéria publicada no site da COPPE/UFRJ: https://bit.ly/2VfE0HY

 

 

Na próxima segunda-feira (26/07), às 17h, o Programa de Cátedras “O que será o amanhã?”, por meio da Cátedra Hertha Meyer, o Colégio Brasileiro de Altos Estudos e o Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, apresentam o lançamento seguido de debate do curta sobre a vida e obra da cientista alemã Hertha Meyer, “Hertha Meyer sou eu”.

 

Hertha Meyer nasceu mulher, judia e Alemã no início do século 20. Após ver seu sonho de cursar medicina frustrado, foge da perseguição nazista indo para a Itália, sai da Itália para então fugir do fascismo, vindo para o Rio de Janeiro. Cientista brilhante, mesmo com todas as adversidades, Hertha desenvolveu métodos e publicou pesquisas sobre o cultivo de células e infecção por protozoários como o T. cruzi que são referências até hoje. Gerações de pesquisadores foram influenciadas por seu trabalho científico e, sobretudo, sua resiliência e paixão pela pesquisa. O lançamento deste registro em vídeo busca resgatar sua história a partir de documentos históricos e relatos de quem conviveu com ela. A crônica de Hertha é a crônica de muitos de nós.

 

Para debater sobre o vídeo, convidamos a professora titular do Instituto de Bioquímica Médica Debora Foguel e a coordenadora do Espaço Memorial Carlos Chagas Filho, Erika Negreiros. A medição será conduzida pelos titulares da Cátedra Hertha Meyer Marilia Zaluar Guimarães e Stevens Rehen.

 

Assista ao trailer no site da Cátedra Hertha Meyer: https://www.catedraherthameyer.org/.

 

O evento será transmitido no canal do YouTube do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ.

 

www.youtube.com/FórumdeCiênciaeCulturadaUFRJ


#womenscientists #womenscientistsinhistory #mulherescientistas #mulheresnaciência #ufrj #catedras #cátedraherthameyer

 

 

 

Sub-categorias

UFRJ Colégio Brasileiro de Altos Estudos - UFRJ
Desenvolvido por: TIC/UFRJ