Desafios Contemporâneos da Governança Global e os Novos BRICS – Lançamento de livro e debate

04 MAR – QUA – 16H30

Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ

APRESENTA

Global and Regional Governance in a Multi-Centric World

Os Novos BRICS: Potencialidades e Perspectivas

O livro aborda as principais características e desafios da coexistência entre duas formas de governança (a decorrente de Bretton Woods, por um lado, e, por outro, aquela relacionada aos mecanismos, acordos e instituições que vêm formando a plataforma liderada pelos países emergentes) e como esse processo tem impactado as principais macrorregiões do cenário internacional. Considerando a complexidade e as múltiplas dimensões que permeiam o tema, o livro apresenta as principais iniciativas sob uma perspectiva multicêntrica, na qual os atores se reposicionam dinamicamente para enfrentar um contexto internacional em transformação.

Baseado nas tendências mais recentes das relações internacionais, este livro oferece uma investigação incisiva dos novos modelos de governança que emergem em um mundo “multicêntrico”. Levanta questões prementes sobre a estabilidade global, como as seguintes: Essas potências emergentes conseguirão transformar a ordem global? Como elas vislumbram a cooperação internacional? Suas ideias podem coexistir com as potências ocidentais estabelecidas?

Por meio desta obra, os leitores poderão obter uma compreensão detalhada das forças que moldam o mundo de amanhã e dos potenciais caminhos para a sua reforma.

Editada em julho de 2025 por ocasião da 17ª Conferência de Cúpula dos BRICS, a obra, que vem à baila pela Editora Processo, oferece uma análise crítica e atual sobre as novas realidades dos BRICS, em um momento de forte transformação nas relações internacionais, em particular no que tange à atual crise do multilateralismo e da governança global. Estimulando o debate crítico, fruto de debates e pesquisas nessa seara, a obra busca contribuir para uma compreensão mais acurada da coalizão BRICS, tendo em vista o constante processo de transformação na arena internacional contemporânea.

Sobre Gabriel Rached:

É Pesquisador Acadêmico e Professor em Economia Política Internacional (Universidade Federal Fluminense). Membro Executivo do Núcleo de Estudos dos Países BRICS (NUBRICS/UFF). Possui doutorado em Economia Política Internacional (Universidade Federal do Rio de Janeiro) com tese sobre Organizações Multilaterais e Desenvolvimento Econômico. Desenvolve pesquisa e leciona sobre o tema Governança Global e está envolvido em atividades de graduação e pós-graduação. Nos últimos anos, tem realizado pesquisa de Pós-Doutorado (Università degli Studi di Milano) trabalhando com as mudanças no âmbito global e o novo arcabouço institucional conduzido por países emergentes no cenário internacional. Desde então, tem estudado temáticas relacionadas à Nova Ordem Mundial e às mudanças contemporâneas nas Instituições Internacionais, discutindo em particular novos acordos para o desenvolvimento e os desafios para coordenação e aumento da representatividade no cenário internacional.


Presencial:

Espaço Castro, Lessa e Conceição do Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ, Av. Rui Barbosa, 762 – Flamengo, Rio de Janeiro.

Novos institutos ingressam no FOBREAV e ampliam a cooperação acadêmica no país

NOTÍCIA

O Fórum Brasileiro de Estudos Avançados (FOBREAV), atualmente presidido pelo Colégio Brasileiro de Altos Estudos (CBAE-UFRJ), em nome de sua diretora-geral, Ana Célia Castro, inicia um novo ciclo de trabalhos com a incorporação de quatro novos membros à sua rede nacional de cooperação acadêmica. As adesões foram aprovadas em assembleia recente do Fórum e reforçam o papel dos estudos avançados como espaço estratégico de reflexão interdisciplinar sobre os grandes desafios científicos, sociais e institucionais do Brasil.

Passam a integrar o FOBREAV o Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz, a Diretoria de Altos Estudos da ENAP, responsável por seus programas de pós-graduação stricto sensu, o Núcleo de Estudos Avançados do Instituto Oswaldo Cruz e o Núcleo de Estudos Avançados da UNESP. A entrada desses novos integrantes amplia a diversidade institucional do Fórum e fortalece o diálogo entre universidade, ciência aplicada, saúde pública e políticas públicas.

Criado em 2015, a partir da articulação entre institutos e centros de estudos avançados vinculados a universidades e instituições de pesquisa, o FOBREAV consolidou-se como um espaço singular de ação e reflexão crítica sobre pesquisas prospectivas de caráter inter e transdisciplinar. Sua atuação parte do entendimento de que problemas complexos — como desigualdades sociais, transformações tecnológicas, desafios ambientais, saúde coletiva e governança democrática — exigem abordagens que transcendam fronteiras disciplinares e promovam a circulação qualificada de ideias, saberes e experiências.

A incorporação dos novos membros reafirma essa vocação. Instituições com trajetórias distintas, mas convergentes no compromisso com a produção de conhecimento avançado e socialmente responsável, passam a compartilhar agendas, debates e iniciativas no âmbito do Fórum. Trata-se de um movimento que reconhece a maturidade do campo dos estudos avançados no Brasil e, ao mesmo tempo, projeta novas possibilidades de cooperação acadêmica, institucional e intersetorial.

Nesse processo, o papel do CBAE-UFRJ, que exerce a presidência do FOBREAV, tem sido o de articulação e cuidado institucional: garantir um espaço de escuta, pluralidade e convergência, no qual diferentes tradições acadêmicas possam dialogar em pé de igualdade. Essa condução coletiva e discreta tem permitido que o Fórum se afirme não apenas como uma rede formal, mas como uma comunidade intelectual comprometida com o futuro da universidade brasileira e com sua responsabilidade pública.

Ao iniciar este novo ciclo, o FOBREAV reúne hoje um conjunto expressivo de institutos e centros de estudos avançados de diferentes regiões do país, consolidando-se como um ponto de encontro entre ciência, cultura, tecnologia e reflexão crítica. A chegada dos novos membros sinaliza boas novas para o campo: mais vozes, mais perspectivas e mais capacidade de pensar, de forma compartilhada, os rumos do conhecimento e da sociedade brasileira.

MedCine: Blade Runner

13 MAR – SEX – 18H

A Cátedra Carlos Chagas Filho de Fronteiras da Biologia e da Medicina do Colégio Brasileiro de Altos Estudos (CBAE) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e alunos de medicina da UFRJ convidam para o cineclube “MedCine”. Estamos assistindo filmes que envolvam temáticas médicas e/ou científicas, e depois fazemos uma breve discussão sobre o filme.

 A 1ª sessão de 2026 será no dia 13 de março, de 18 às 22 horas, no CBAE, Av Rui Barbosa 762, Flamengo. O filme a ser exibido é “Blade Runner”, um filme clássico de ficção científica de 1982 dirigido por Ridley Scott e estrelado por Harrison Ford.

Alunos da UFRJ que se inscreverem no MedCine como atividade de extensão vão ganhar créditos se assistirem três ou mais sessões no semestre, ou pelo menos 6 sessões no ano.

Oferecemos refrigerante e pipoca.

Mais informações e a lista dos filmes que já assistimos em

https://sites.google.com/histo.ufrj.br/catedra-ccf-ufrj/medcine

O Fim do Desejo

Programa de Pós-Graduação em Ciência da Literatura da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ

Cátedra Patricia Acioli

APRESENTAM

O Fim do Desejo

11 DE MAR A 22 DE JUN 2026

Fim, além de término ou ocaso, tem também o sentido de finalidade, e a duplicidade evoca e se nutre -nesse caso, decisivamente- de linguagens estruturadas por arquiteturas duplas, que se processem em dinâmica hesitante, ambígua, plurívoca e especulativa: literatura; arte; cinema. O campo da cultura seria o outro interpelado pela escrita literária e pelas artes, pelo cinema. O ponto de partida da reflexão que a disciplina propõe é a constatação (evidentemente controversa) do declínio do desejo, enquanto móvel individual e coletivo, cujo horizonte é político, e o percurso, histórico. O fim, ou declínio, do desejo “político” provocaria (ou expressaria) o fenômeno que Mark Fisher denomina “realismo capitalista”: as paixões estacionadas no pátio das lamentações, o hipermercado das perdas e gozos compulsivos, capturados pela gravitação funcionalizante-utilitária. Como pensar, conceber e narrar a passagem da cosmologia lisérgica hippie da era de Aquarius à tormenta niilista neoliberal yuppie do aparentemente paradoxal anarquismo neofascista (soi disant “libertário”). Como foi embotado pelo patriarcalismo o desejo pós-capitalista na luta de classes do antropoceno? Como se ajustou o regime moral-afetivo, da compaixão à indiferença, e da relação, mesmo hierárquica, ao indivíduo? Por que se tornou urgente repensar o conceito de hegemonia? E ainda: o que têm a literatura escrita por mulheres latino-americanas e a ficção científica a ver com essa encrenca? Quais poderiam ser as sutis conexões entre novas interpretações da violência (sobretudo contra as mulheres), via leitura crítica da irrealização estética do mundo, e o eventual revival do desejo de realização de outro mundo? A disciplina pretende desenrolar esse novelo, ampliando o interesse para alcançar os processos criativos, e debatendo com autoras-interlocutoras jovens, que têm pesquisado a produção literária de mulheres latino-americanas (e participarão da disciplina).

A bibliografia será selecionada com a turma, privilegiando as seguintes obras:

(A bibliografia indicada pode ser encontrada no site do PPG-CL)

  • ALBINO, Chiara; OLIVEIRA, Jainara; MELO, Mariana (org.). Neoliberalismo, neoconservadorismo e crise em tempos sombrios. Recife: Editora Seriguela, 2021.
  • ALMEIDA, Mauro. Caipora e outros conflitos ontológicos. São Paulo: Ubu, 2021.
  • BROWN, Wendy. Nas ruínas do neoliberalismo: a ascensão da política antidemocrática no Ocidente. Edição padrão (ebook), 2019.
  • CÁMARA, Gabriela Cabezón. As aventuras de China Iron. Trad. Silvia Massimi Feliz. Belo Horizonte: Moinhos, 2021.
  • CLIFFORD, James. “Sobre o surrealismo etnográfico” In A Experiência etnográfica: antropologia e literatura no século XX. RJ: Editora UFRJ, 1998.
  • COUTINHO, Rafael; SOARES, Luiz Eduardo. 2066. São Paulo: Narval.
  • DAS, Veena – “O ato de testemunhar: violência, gênero e subjetividade” In Cadernos Pagu (37), julho-dezembro de 2011:9-41. [Tradução: Plínio Dentzien] (“The Act of Witnessing: Violence, Gender, and Subjectivity” In Veena Das, Life and Words: Violence and the Descent into the Ordinary. Published by the University of California Press, 2007). 
  • DIDION, Joan. “Rastejando até Belém” In Rastejando até Belém; ensaios. SP: Todavia, 2021.
  • GALLARDO, Sara. Eisejuaz. Trad. Mariana Sanchez. Belo Horizonte: Relicário, 2021.
  • GALERA, Daniel. “Tokio” in O deus das avencas. São Paulo: Companhia das Letras, 2021.
  • GARZA, Cristina Rivera. O invencível verão de Liliana. São Paulo: Autêntica Contemporânea, 2022.
  • GERSTEL, Gary. The Rise and fall of the neoliberal order; America and the world in the free market era. New York: Oxford University Press, 2022.
  • HERR, Michael. Despachos do front. Rio de Janeiro: Objetiva, 2005.
  • HESTER, Helen. Xenofeminism. Cambridge: Polity Press, 2018.
  • HESTER, Helen; SRNICEK, Nick. After work; a history of the home and the fight for free time. Londres, NY: Verso, 2023.
  • FISHER, Mark. Desejo pós-capitalista: últimas aulas. SP: Autonomia Literária, 2025.
  • FUEGO, Andréa Del. Os malaquias. São Paulo: Companhia das Letras, 2022.
  • LUISELLI, Valeria. Arquivo das crianças perdidas. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2019.
  • MACHADO, Carmen Maria. O corpo dela e outras farras. Trad. Gabriel Oliva Brum. São Paulo: Planeta, 2018. 
  • MADRUGA, Elaine Vilar. O céu da selva. São Paulo: Editora Instante, 2025. 
  • MANIGLIER, Patrice. A Vida enigmática dos signos. Florianópolis: Cultura e Barbárie, 2023.
  • MERUANE, Lina. Tornar-se palestina. Belo Horizonte: Relicário, 2019.
  • OJEDA, Mónica. Mandíbula. São Paulo: Autêntica Contemporânea, 2022.
  • PASSÔ, Grace. Mata teu pai. Rio de Janero: Cobogó, 2023.
  • (Mata teu pai – ideo: https://www.youtube.com/watch?v=ftMOty5adVQ)
  • PASSÔ, Grace. Vaga Carne. Belo Horizonte: Javali, 2021.
  • (Vaga  Carne – média metragem  https://embaubaplay.com/catalogo/vaga-carne/)
  • PASSÔ, Grace. Repúblic, IMS, 2020  (curta: https://ims.com.br/convida/grace-passo/ )
  • RODRIGUES, Carol. Sem vista para o mar. São Paulo: Edith, 2014.
  • RODRIGUES, Carol. O melindre nos dentes da besta. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2019.
  • RODRIGUES, Carol. A mulher do padre. São Paulo: Todavia, 2023.
  • SCHWBLIN, Samanta. Pássaros na boca e Sete casas vazias: contos reunidos. São Paulo: Fósforo, Editora, 2022.
  • SOARES, Luiz Eduardo. Maré e a longa gestação do novo mundo. Rio de Janeiro: People’s Palace Projects do Brasil, 2021.
  • TERRON, Joca Reiners. Noite dentro da noite. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.
  • TERRON, Joca Reiners. A morte e o meteoro. São Paulo: Todavia, 2019.
  • VILAÇA, Aparecida, Francisco Vilaça Gaspar. Ficções amazônicas. São Paulo: Todavia, 2022.
  • VILAÇA, Aparecida. Paletó e eu. São Paulo: Todavia, 2022.
  • VILLADA, Camila Sosa. As malditas. São Paulo: Companhia das Letras, 2025.
  • WISNIK, José Miguel. Viagem do recado. São Paulo: Companhia das Letras, 2025.

Coordenação e docentes responsáveis:

  • Luiz Eduardo Soares
  • Felipe Lima
  • Leandro Saraiva (UFSCar & Pós-doutorando na CPA/CBAE/UFRJ)

Conteúdo programático:

Análise do declínio histórico do desejo político e de suas implicações estéticas, culturais e institucionais. Estudo das transformações dos regimes morais-afetivos no capitalismo contemporâneo, das relações entre patriarcalismo, antropoceno e luta de classes, e das reconfigurações do conceito de hegemonia. Leitura crítica da literatura escrita por mulheres latino-americanas e da ficção científica como dispositivos de interpretação da violência, da irrealização do mundo e das possibilidades de imaginação política e criação de outros horizontes de vida coletiva.

Vagas:

Não há limitação do número de vagas.

Período e carga horária:

De 11 de março a 22 de junho, às quartas-feiras, das 14h às 17h.
Carga horária total de 60 horas (4 créditos), distribuídas em 16 aulas.

Modalidade:

Presencial.

Inscrições:

Acadêmicos (níveis mestrado e doutorado): a inscrição deve ser realizada junto à Secretaria do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Literatura (PPGCL/UFRJ). O prazo final de inscrição é definido pelo PPGCL/UFRJ e deve ser consultado diretamente com a secretaria do programa.

Ouvintes:

Público em geral interessado em participar como ouvinte: entrar em contato pelo e-mail solangejorge@forum.ufrj.br – Técnica em Assuntos Educacionais

Ementa completa:

Versão para download (atualizada em 11/02/2026)

Presencial:

Espaço Castro, Lessa e Conceição do Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ, Av. Rui Barbosa, 762 – Flamengo, Rio de Janeiro.

*Dúvidas relacionadas a assuntos educacionais: solangejorge@forum.ufrj.br

I Simpósio de Estágio Supervisionado e Práticas de Ensino abre chamada para submissão de trabalhos

SUBMISSÃO DE TRABALHOS ATÉ 6/2

A Faculdade de Educação e o Complexo de Formação de Professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro

APRESENTAM

I Simpósio de Estágio Supervisionado e Práticas de Ensino – SESPE-UFRJ 2026

DE 3 A 5 DE MARÇO – CAMPUS PRAIA VERMELHA UFRJ

O simpósio convida professores da educação básica e superior, estudantes de licenciatura, pesquisadores e gestores educacionais a submeterem trabalhos que abordem o estágio supervisionado e as práticas de ensino como dimensões centrais da formação docente, articulando ensino, pesquisa e extensão em contextos reais e diversos de escolarização.

O SESPE-UFRJ 2026 se constitui como um espaço acadêmico-pedagógico de socialização de experiências, estudos e pesquisas, voltado ao fortalecimento da formação inicial e continuada de professores e à ampliação das parcerias entre universidade, escola e comunidade. A programação do evento será organizada em mesas e rodas de conversa simultâneas, promovendo o diálogo horizontal e a reflexão coletiva sobre os desafios contemporâneos da docência e da escola pública.

Prazo para submissão de trabalhos:

17 de novembro de 2025 a 6 de fevereiro de 2026

Áreas temáticas:

  • As Práticas de Ensino e o Estágio Supervisionado: a formação docente inclusiva em destaque;
  • Estágio e Práticas de Ensino: por uma formação de professores comprometida com a equidade e a valorização da diversidade;
  • Experiências formativas insurgentes nos estágios supervisionados: uma imersão na cultura escolar;
  • Linguagens, diversidade e subjetividade na formação de professores;
  • Parceria Universidade–Escola: cultura, conhecimento e docência.

O SESPE-UFRJ 2026 se insere em um movimento de fortalecimento da formação docente comprometida com a equidade, a diversidade, a inclusão e a defesa da escola pública, reafirmando o estágio supervisionado e as práticas de ensino como espaços privilegiados de aprendizagem da docência.

Chamada 2026 do Programa Formação e Transformação em Futuros – Lato Sensu

Colégio Brasileiro de Altos Estudos – Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Curso de Pós-Graduação Lato Sensu – Formação e Transformação em Futuros

Em um mundo marcado por transformações aceleradas a capacidade de antecipar cenários e agir estrategicamente tornou-se essencial.  Governos, empresas, organizações sociais e indivíduos enfrentam ambientes mais complexos, onde tendências fortes convivem com incertezas críticas. Nesse contexto, a Formação em Futuros passou a ser um requisito estruturante para decisões de longo prazo. Para responder a essa demanda anunciamos a Chamada 2026 do Programa Futuros. Criado com a missão de ampliar a visão sobre políticas públicas, governança, sustentabilidade e inovação, o Programa articula metodologias avançadas de Letramento em Futuros e Prospectiva Social, Cenários e Conjunturas, Futuros Regenerativos, Futuros do Planeta,  Futuros do Estado, das Políticas Sociais, da Geopolítica, das Inovações Desruptivas.

Confira o Catálogo de Disciplinas (atualizado em 9/02/2026)

O Programa Futuros é único porque opera a partir de uma abordagem que conecta conhecimento prático e ciência contemporânea, inteligência artificial e capacitações. O Programa forma profissionais capazes de antecipar mudanças e construir alternativas concretas para desafios do desenvolvimento, sociais, ambientais e institucionais.

Ao longo do curso, os participantes desenvolvem competências que permitem:

  • interpretar e projetar cenários futuros;
  • navegar ambientes de alta volatilidade com base em tendências globais e evidências;
  • integrar sustentabilidade, inovação e governança em decisões estratégicas;
  • construir soluções criativas e práticas;
  • fortalecer redes profissionais e interinstitucionais.

O CBAE/UFRJ oferece uma formação de excelência, conduzida por professores, pesquisadores e especialistas reconhecidos, articulando ensino, pesquisa e implementação. A modalidade não presencial síncrona amplia o acesso e permite que profissionais de todo o Brasil participem de uma formação de altíssimo nível, com a qualidade acadêmica e a tradição pública da UFRJ, instituição que há mais de duas décadas desenvolve programas inovadores em Educação a Distância.

A UFRJ abre suas portas para formar uma nova geração de agentes de futuro.

Uma geração preparada para antecipar, imaginar e transformar — com rigor analítico, sensibilidade estética, inteligência coletiva e compromisso com a vida, o planeta e as próximas gerações.

Inscreva-se. Participe. Transforme futuros.

Faça o dowload do Catálogo de Disciplinas (atualizado em 9/02/2026)

Quer saber mais?

Entre em contato conosco pelo e-mail posfuturoscbae@forum.ufrj.br e descubra como este curso pode transformar sua visão de futuro!

Visite a página do Programa Futuros!

Vencedores do China-Latin America Challenge to Alleviate Poverty 2025 reunidos em Pequim

NOTÍCIA

Vencedores do China-Latin America Challenge to Alleviate Poverty 2025 reunidos em Pequim.

Para saber mais sobre o desafio de 2025, clique aqui: https://cbae.ufrj.br/2025/08/01/competicao-reune-estudantes-do-brasil-chile-peru-e-china-para-desenvolver-solucoes-contra-a-pobreza/

Fique ligado, pois em breve divulgaremos a edição de 2026!

Programa de Cátedras 2026 – Chamada Pública e Cronograma Atualizado

CHAMADA PÚBLICA – PROGRAMA DE CÁTEDRAS DO CBAE – EDITAL Nº 1/2025

Prorrogação do prazo de submissão de propostas

A Diretora do Colégio Brasileiro de Altos Estudos (CBAE/UFRJ), no uso de suas atribuições regimentais, informa a prorrogação do prazo de envio das propostas referentes ao Edital nº 1/2025 – Chamada Pública para Seleção de Candidatos ao Programa de Cátedras para o ano de 2026.

O edital estabelece as normas para a seleção de até oito Cátedras, destinadas a professores titulares há mais de cinco anos, ou equivalentes, com reconhecida liderança em seu campo de atuação, conforme requisitos descritos no documento oficial. As propostas devem apresentar projeto de atividades de ensino, pesquisa, ciclos temáticos ou inovações acadêmicas, além da indicação de patrono(a) e demais itens previstos no edital.

O Programa de Cátedras visa fomentar atividades acadêmicas de excelência, articulando disciplinas transversais, redes de especialistas, oficinas temáticas e ciclos de conferências, abrangendo áreas como sustentabilidade, inteligência artificial, culturas e artes, desigualdades, futuros desejáveis, saúde, juventude, combate à fome, entre outras temáticas contempladas no Regulamento (Anexo I).

Cronograma atualizado:

A Diretora do Colégio Brsileiro de Altos Estudos, no uso das suas atribuições, decidiu postergar a entrega das propostas das Cátedras definidas no Edital 1 de 2025.

  • Data limite para envio das propostas: 5 de janeiro de 2026
  • Resultado da seleção: 10 de março de 2026
  • Início das Cátedras: a partir de 15 de março de 2026

Edital completo:

A íntegra do edital, contendo requisitos, orientações para submissão e áreas temáticas, está disponível para consulta no anexo desta publicação. Download do Edital competo.

Sobre o Programa e edições anteriores:

Programa de Cátedras 2020-2025

Contato:

Romancistas Brasileiras Negras no Século XXI

24 NOV – SEG – 17H – ONLINE

 Cátedra Machado de Assis de Literatura

APRESENTA

Romancistas Brasileiras Negras no Século XXI: Construções Ana Maria Gonçalves/ Ana Paula Maia/ Conceição Evaristo/ Eliana Alves Cruz

Contanto o romance brasileiro de autoria feminina negra remonte ao século XIX, com Úrsula, de Maria Firmina dos Reis, não há dúvida de que é no alvorecer do novo milênio a Literatura do nosso país vê a multiplicação de escritoras negras, com suas particularidades, perspectivas, subjetividades e singularidades. Esse fenômeno, fruto de múltiplas condições intra e extraliterárias, será objeto da mesa-redonda “Romancistas Brasileiras Negra no Século XXI: Construções”, que abordará as obras das escritoras Ana Maria Gonçalves, Ana Paula Maia, Conceição Evaristo e Eliana Alves Cruz, a partir da análise dos romances de estreia de cada uma delas.

Debatedores:

Jorge Marques:

Possui graduação em Letras pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Possui mestrado em Letras (Letras Vernáculas – Literatura Brasileira) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e doutorado pelo mesmo programa de pós-graduação. É professor titular do Colégio Pedro II, onde atualmente exerce a função de Assessor de Ações Afirmativas e Direitos Humanos. Sua área de estudo é Letras, com ênfase em Literatura Brasileira. É autor de obras de crítica literária e literatura juvenil. Atua principalmente nos seguintes temas: letramento literário, ensino de Literatura, estudos de gênero.

Luciano Nascimento:

Natural de São Gonçalo/ RJ, Luciano Nascimento é pai, filho, marido, tio, mangueirense… e Professor Titular do Colégio Pedro II. É licenciado em Letras (Unipli), especialista em Leitura e Produção de Textos (UFF) e em Psicopedagogia Clínica e Institucional (Unicarioca), mestre em Língua Portuguesa (UFRJ) e doutor em Literaturas (UFSC). Além de publicações individuais (Edições Cândido, Autografia e Imperial) articipa de antologias de textos ficionais (Ed. Mórula, Ed. Malê, Selo Off-Flip, Oficina Raquel e Conexão7) e de publicações científicas. Sua publicação mais recente é “A re-partilha do comum – reflexões e práticas para uma sala de aula empática” (Ed. Mauad, 2025), ensaio teórico-metodológico que resulta de pesquisa realizada no estágio pós-doutoral na Escola de Comunicação (ECO) da UFRJ.

Jucilene Nogueira:

Doutora em Ciência da Literatura na UFRJ, tornou-se mestra pelo mesmo programa e instituição em 2011. Atualmente, é professora EBTT do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literatura Brasileira e Língua Portuguesa. É pesquisadora da poesia contemporânea brasileira, ensino de literatura e das questões de gênero, raciais e de sexualidade. É membra do Laboratório de Teorias e Práticas Feministas da UFRJ e do NIELM (Núcleo Interdisciplinar de Estudos da Mulher na Literatura).

Flavia Amparo:

Professora Associada de Literatura Brasileira da Universidade Federal Fluminense e Professora Titular de Português e Literaturas do Colégio Pedro II. Atua no Programa de Pós-Graduação em Estudos de Literatura da UFF e no Mestrado em Práticas de Educação Básica do Colégio Pedro II. Possui graduação em Letras pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Mestrado em Letras (Literatura Brasileira) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e Doutorado em Letras pelo mesmo programa de Pós-Graduação. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literatura Brasileira, e na área de Ensino, principalmente nos seguintes temas: Formação do leitor na Educação Básica, Interdisciplinaridade e Ensino, Literatura e outras artes.

Coordenação:  

Godofredo de Oliveira Neto – Titular da Cátedra Machado de Assis

Titular da Cátedra Machado de Assis do CBAE-UFRJ – é escritor, professor universitário e membro titular da Academia Brasileira de Letras, onde ocupa a Cadeira 35 desde setembro de 2022, sucedido por Ana Maria Machado. Professor Titular de Literatura Brasileira na UFRJ, possui graduação e mestrado em Letras pela Université de Paris III – Sorbonne-Nouvelle e doutorado pela UFRJ, com pós-doutorado na Georgetown University (EUA). Autor de 21 livros entre romances e contos – alguns traduzidos para o inglês, francês, espanhol, italiano, vietnamita e búlgaro – foi premiado com o Jabuti em 2006 e tem obras adotadas em diversas universidades brasileiras. Atua como pesquisador com foco no Modernismo e na literatura contemporânea, tendo orientado dezenas de dissertações e teses, participado de centenas de bancas e congressos e ocupado cargos de gestão acadêmica, como Pró-Reitor de Graduação da UFRJ e Diretor do Departamento de Política do Ensino Superior no MEC. Integra ainda o PACC-UFRJ, a Cátedra Machado de Assis, o comitê da Collection Archives/UNESCO e diversos conselhos e grupos de pesquisa nacionais e internacionais.

Apenas online:

Canal do Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ no YouTube

#11. Economia de Dados e as políticas governamentais brasileiras – Marcelo Mattos

27 NOV – QUI – 18H – HÍBRIDO

Cátedra Álvaro Vieira Pinto

APRESENTAÇÃO

O curso Economia Política de Dados e Soberania Digital discute o papel estratégico dos dados digitais na economia e na geopolítica contemporânea. Em 13 aulas-palestra *híbridas, de 11 de setembro a 11 de dezembro de 2025, às quintas-feiras, especialistas analisam fundamentos conceituais, dilemas regulatórios enfrentados por diferentes países e possíveis caminhos para o Brasil. A iniciativa é organizada pelo Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ, por meio da Cátedra Álvaro Vieira Pinto, com apoio da RedeSist, ComMarx, PPGCOM/ECO-UFRJ e PPGCI/IBICT.

Coordenação: Prof. Dr. Marcos Dantas (ECO-UFRJ) e Helena Lastres (RedeSist-UFRJ) 

*Formato híbrido, com ênfase na riqueza da participação presencial e a alternativa online igualmente garantida. Pós-graduandos e ouvintes são bem-vindos, podendo acompanhar integralmente ou em aulas-palestras específicas. Para certificação, é necessária inscrição e presença mínima de 75%, via Zoom; sem inscrição, o acompanhamento pode ser feito pelo YouTube.

Sobre o curso

A centralidade dos dados digitais na economia contemporânea transformou as grandes plataformas em atores de peso geopolítico, capazes de influenciar políticas nacionais e internacionais. Essa nova forma de poder, baseada na coleta e uso massivo de informações, coloca em questão a soberania de países como o Brasil, que enfrentam desafios para regular corporações globais e lidar com problemas associados, como desinformação, discursos de ódio e vigilância.

O curso propõe uma reflexão crítica sobre esse cenário. Em 13 aulas-palestras, serão discutidos os fundamentos conceituais da economia política de dados, os dilemas regulatórios e políticos enfrentados em diferentes regiões do mundo e, por fim, os caminhos possíveis para o Brasil. A programação reúne pesquisadores que, nos últimos anos, se dedicaram ao tema e cujos estudos resultaram em notas técnicas e no livro Economia Política de Dados e Soberania Digital: Conceitos, Desafios e Experiências no mundo, publicado pela editora Contracorrente em parceria com a RedeSist e o Centro Internacional Celso Furtado.

Ao abrir esse debate ao público, o curso reafirma a importância de pensar o desenvolvimento científico e tecnológico a partir de perspectivas críticas e brasileiras, inspiradas na tradição de Álvaro Vieira Pinto.


PROGRAMAÇÃO

MÓDULO 1: Definições e importância da Economia Política de Dados

11 SET- Aula inaugural – Soberania Digital em Disputa – Renata Mielli

Professora: Dra. Renata Mielli (Coordenadora CGI.Br). Moderação Prof. Marcos Dantas.

A exposição tratará do papel central que as tecnologias digitais adquiriram no cenário econômico e geopolítico atual. Apresentará as relações entre a questão da soberania nacional e as demais possibilidades de soberania, demonstrando as disputas pelo sentido e significado da soberania digital. Indicará um conjunto de medidas de emergência para garantir a soberania digital do Estado e da sociedade.

Renata Mielli, Jornalista. É coordenadora do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e Assessora Especial da Ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação. Presidente do Conselho de Administração do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). Doutora em Ciências da Comunicação (ECA-USP).

18 SET- Aula 2. Economia Política de Dados: desafios de conceituação e mensuração – Helena Lastres

Professora: Helena Lastres. Moderação: Caíque Apolônio.

Apontar a falta de definições e sistemas de medição consistentes e seguros sobre a economia de dados e a influência negativa dessa ausência na compreensão do fenômeno e na implementação de políticas. Daí a relevância de buscar abordagens contextualizadas e condizentes com a compreensão e análise da Economia Política de Dados e Digital, capazes de identificar os fundamentos essenciais para orientar políticas efetivas e apropriadas para a transformação digital inclusiva, soberana e sustentável. 

Helena Maria Martins Lastres é Economista pela FEA-UFRJ, Mestre em Economia da Tecnologia pela COPPE/UFRJ, PhD em Desenvolvimento Industrial e Política de CT&I, SPRU, Sussex University, (Inglaterra) e pós-doutora em Inovação e Sistemas Produtivos Locais pela Université Pierre Mendès-France, Grenoble (França). É pesquisadora associada ao Programa de Pós-graduação do IE/UFRJ, onde ajudou a criar e atualmente coordena a Rede de Pesquisa em Sistemas e Arranjos Produtivos e Inovativos Locais. É Pesquisadora Titular (aposentada) do Ministério da Ciência e Tecnologia. É membro do Conselho Deliberativo do Centro Internacional Celso Furtado (Cicef). Integra o Conselho Consultivo para a Transformação Digital (CCTD) do Comitê Interministerial para a Transformação Digital (CITDigital).


25 SET- Aula 3. As comunicações e O Capital – Marcos Dantas

Professor: Marcos Dantas. Moderação: Larissa Ormay

Examinar aspectos da economia de dados à luz de conceitos e elaborações encontrados n’O Capital de Karl Marx. O ciclo de rotação do capital e as plataformas sociodigitais. Dados, capital financeiro, juros.

Marcos Dantas é Professor Titular (aposentado) da Escola de Comunicação da UFRJ. Mestre em Ciência da Informação pela ECO-IBICT/UFRJ e Doutor em Engenharia de Produção pela COPPE-UFRJ, é professor do Programa de Pós Graduação em Comunicação e Cultura da ECO-UFRJ e do Programa de Pós Graduação em Ciência da Informação do IBICT. Integra o Conselho de Administração da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). Foi membro do Conselho de Administração do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.Br) e do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.Br).


02 OUT – Aula 4. Grandes corporações digitais e financeirização – José Cassiolato

Professor: José Cassiolato. Moderação: Dra. Nahema Falleiros

Propor uma reflexão sobre a importância de alcançar a soberania digital no Brasil. Focalizam-se as articulações da digitalização com a financeirização e as formas resultantes de aprisionamento das inovações digitais em trajetórias tecnológicas, não apenas de baixa eficácia econômica, mas principalmente produtoras de significativos efeitos negativos em termos sociais, políticos e ambientais. Argumenta-se, que,  longe de constituir-se em um novo paradigma, os desenvolvimentos associados à digitalização representam apenas uma intensificação do paradigma das TICs e que os discursos sobre as tecnologias digitais foram historicamente construídos em torno de mitos com grandes referências a mundos e possibilidades utópicas. Daí, entre outras conclusões, percebe-se crescente preocupação na sociedade sobre a necessidade de maior controle público das atividades digitais. A busca de soberania digital por parte dos diferentes países tem crescentemente feito parte da agenda de políticas públicas.

José Cassiolato é Economista pela Universidade de São Paulo (USP), mestre e doutor em Economia pela Universidade de Sussex (Inglaterra), com Pós-doutorado na Universidade Pierre Mendes-França (França). É professor de Economia da Inovação no Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IE/UFRJ). É Coordenador da Rede de Pesquisa em Sistemas e Arranjos Produtivos e Inovativos Locais (RedeSist, IE/UFRJ). É Membro do Conselho Superior da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). É associado fundador do Centro Internacional Celso Furtado (Cicef). Ocupa o sexto lugar em publicações em economia na América Latina do Latin America Scientist and University Rankings 2024.

Nahema Falleiros é doutora em Ciência da Informação pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) e pela Escola de Comunicação da UFRJ, mestre em Sociologia e bacharel em Ciências Sociais pela USP. É pesquisadora associada ao InternetLab e atualmente integra a Cátedra Oscar Sala do Instituto de Estudos Avançados da USP em estágio pós-doutoral. Sua trajetória combina atuação acadêmica e institucional, incluindo passagens pelo CEBRAP, pelo Museu do Futebol (CRFB) e pela Controladoria-Geral do Município de São Paulo, onde coordenou a Divisão de Ética. Suas pesquisas investigam as dimensões culturais, políticas e econômicas da ciência e da tecnologia no capitalismo contemporâneo, com foco na plataformização do trabalho, nas desigualdades em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PDI) na indústria de software e de inteligência artificial, e nos desafios da governança da Internet e das infraestruturas públicas digitais na América Latina e Caribe, a partir de métodos mistos e etnografia, dialogando com a sociologia do trabalho, a economia política da informação e os estudos de ciência e tecnologia.


MÓDULO 2: Experiências de países selecionados

09 OUT – Aula 5. Tendências e desafios da economia de dados nos Estados Unidos e Canadá – Jorge Britto

Professor: Jorge Britto. Moderação: Dr. Guilherme Preger

Apresentar e discutir conceitos relacionados à caraterização da Economia de Dados, procedimentos para medir sua participação no conjunto da economia e algumas implicações normativas do conceito em termos de políticas públicas, a partir da apresentação das experiências dos Estados Unidos e do Canadá.

Jorge Nogueira de Paiva Brito é Economista pela UFRJ. Tem Mestrado e Doutorado em Economia da Indústria e da Tecnologia, também pela UFRJ, com doutorado-sanduíche no SPRU da Universidade de Sussex (Inglaterra). É professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) e pesquisador colaborador da RedeSist e da UFRJ. Tem larga experiência na área de Economia da Tecnologia e da Inovação, com ênfase em Organização e Política Industrial e Tecnológica atuando principalmente nos seguintes temas: arranjos e sistemas produtivos, cooperação interindustrial, redes de firmas e sistemas setoriais e regionais de inovação. 


16 OUT – Aula 6. Economia de dados: planejamento e regulação na União Europeia (15h/17h) – Maria Lúcia Falcón

Professor: Maria Lúcia Falcón. Moderação: Bruna Távora

Principais estratégias, políticas e instrumentos para o planejamento, o investimento e a regulação da transição digital da economia na União Européia: planos Next Generation, fundos RRF, Digital Compass e Digital Decade. Soberania, infraestrutura digital e financiamento. Legislação de proteção de dados, regulação de mercados de dados e IA.

Maria Lúcia de Oliveira Falcón é Agrônoma pela Universidade Federal da Bahia. Mestre em Economia pela Universidade Federal da Bahia. Doutora em Sociologia pela Universidade de Brasília. Fez Especialização em Gestão em Qualidade e Produtividade pelo MCT/Missão no Japão e em Blockchain e Fintech pelo IEBS/Espanha. É Pesquisadora Visitante na Universidade de Santiago de Compostela, Faculdade de Ciências Econômicas, Espanha. Professora Associada (aposentada) pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). Atualmente desenvolve Pós-Doutorado na ENSP/Fiocruz na área de Complexo Econômico-Industrial da Saúde/Economia de Dados. É pesquisadora da RedeSist do Instituto de Economia da UFRJ e Professora Colaboradora no Mestrado Profissional de Economia (Propec) da UFS com as disciplinas Macroeconomia e Transformação Digital do Sistema Financeiro.

 

23 OUT – Aula 7. A Economia Política dos Dados na perspectiva dos (B)RICS – Ana Arroio

Professora: Ana Arroio. Moderação: Dra. Monique Figueira

Os sistemas produtivos e inovativos digitais da Rússia, Índia, China e África do Sul – RICS. O impacto das questões geopolíticos e  geoeconômicas, e o papel do Estado no desenho de políticas públicas para prosperar na economia digital. As lições de iniciativas bem-sucedidas, localmente apropriadas e que endogenizam partes importantes do sistema produtivo digital. Reflexão e recomendações para uma agenda de políticas no Brasil.

Ana Arroio é Jornalista pela Carleton University (Canadá), Mestre em Relações Internacionais pela PUC-RJ (1989) e Ph.D. em Desenvolvimento Industrial e Política de CT&I, SPRU, Sussex University (Inglaterra). Tem Pós-doutorado em Relações Internacionais pela Oxford University e Princeton University – Woodrow Wilson School of International and Public Affairs (Inglaterra e Estados-Unidos). É pesquisadora associada da RedeSist, do Instituto de Economia da UFRJ.

30 OUT – Aula 8. Economia de dados na África, Ásia e Oceania – Cristina Lemos

Professora: Cristina Lemos. Moderação: Dr. Miguel Papi

Examinar as experiências de políticas relacionadas à chamada transformação digital e à acelerada expansão da economia de dados em países que não estão na liderança no mundo. A análise é centrada em políticas  governamentais para oportunidades de inserção soberana na era digital em sete países selecionados: Austrália, Coreia do Sul, Indonésia, Japão, Vietnam, Etiópia e Quênia. São observados conceitos, marcos regulatórios, esforços de mensuração e estratégias de desenvolvimento, especialmente relacionadas à constituição de infraestrutura digital, sistemas de produção e inovação e governos digitais, visando contribuições para a formulação de políticas digitais e de dados soberanas e inclusivas no Brasil.

Cristina Ribeiro Lemos é Economista pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Mestre e Doutora em Engenharia de Produção pela Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe/UFRJ). É pesquisadora associada da Rede de Pesquisa em Sistemas e Arranjos Produtivos e Inovativos (RedeSist/IE/UFRJ), desde sua criação em 1997. É pesquisadora aposentada do Instituto Nacional de Tecnologia do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (1986/2016).

06 NOV- Aula 9. China: o big data a serviço de políticas pública – Isis Paris Maia

Professora: Isis Paris Maia. Moderação: Ana Maria Ribeiro.

Será apresentado e discutido como a China estruturou seu ecossistema de internet nacional, abrangendo desde a infraestrutura física até os marcos regulatórios que o sustentam, e como esse ecossistema digital viabiliza o que a literatura denomina governança 4.0 e quais são seus impactos sobre as políticas sociais do país. Para ilustrar, será analisado o caso do cadastro unificado de famílias vulneráveis.

Isis Paris Maia – Historiadora (2020), Mestre (2023) e Doutoranda em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É professora colaboradora da Pós-Graduação em China Contemporânea da PUC-Minas e co-fundadora do projeto de difusão científica Fios de China no Instagram. Atualmente pesquisa instituições na China, com ênfase em governança digital e tecnologias em políticas públicas.


13 NOV – Aula 10. América Latina y la Economía de Datos – Carina Borrastero e Manuel Gonzalo

Professores: Carina Borrastero e Manuel Gonzalo. Moderação: Adriane Carrera.

El objetivo de la sesión es presentar una revisión crítica de los debates contemporáneos vinculados a la economía de datos en América Latina. A partir de una sistematización de las contribuciones de la CEPAL, el Banco de Desarrollo de América Latina y el Caribe (CAF) y los planes y estrategias de política digital de Argentina, Chile y México, se identificarán y discutirán los avances, pendientes y hojas de ruta en materia de economía de datos en la región. Lo és evidente la necesidad de avanzar sobre una agenda regional en materia de datos que contemple las especificidades contextuales, emule buenas prácticas y regulaciones evitando la copia lineal y acrítica de abordajes del Norte Global, y apunte a potenciar actores, tecnologías e infraestructuras locales.

Carina Borrastero é Doutora em Ciências Sociais (UBA), Mestrado em Ciência, Tecnologia e Sociedade (UNQ) e Licenciada em Ciências da Comunicação (UNC). Professora de Economia Industrial na Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Nacional de Córdoba (Argentina) e pesquisadora do CONICET (Argentina).

Manuel Gonzalo é Licenciado em Economia magna cum laude pela Universidad de Buenos Aires (UBA), Mestre en Economia y Desenvolvimento Industrial pela Universidad Nacional de General Sarmiento (UNGS) e Doutor em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Professor-Investigador de Economia do Desenvolvimento na Universidad Nacional de Quilmes (UNQUI) e em Economia na UNDEC (Universidad Nacional de Chilecito). Coordenador do grupo de trabalho sobre Índia e membro do Grupo de trabalho sobre BRICS+ do Conselho Argentino para as Relaciones Internacionais (CARI). Investigador associado da RedeSist/IE-UFRJ.


MÓDULO 3: A experiência brasileira

27 NOV – Aula 11. Economia de Dados e as políticas governamentais brasileiras – Marcelo Mattos

Professor: Marcelo Mattos. Moderação: Dra. Ana Maria Ribeiro.

A conferência terá como foco o Nordeste brasileiro e apresentará os resultados da pesquisa realizada no âmbito do projeto “Medição da Economia de Dados: um Estudo de Caso sobre o Brasil”. A discussão se concentrará na capacidade instalada de ciência e tecnologia na região voltada à economia de dados. O debate partirá da indagação sobre a importância de uma primorosa rede de universidades e instituições de C&T no Nordeste, desde que estimuladas por uma política estratégica de investimentos no campo da ‘revolução digital’ e enraizada no território. Ainda, será apresentada uma agenda de pesquisa que visa ampliar a reflexão e o debate sobre o tema.

Marcelo Gerson Pessoa Matos é Economista. Doutor em Economia pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Professor adjunto do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IE/UFRJ) e do Programa de Pós-graduação em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento (PPED-IE/UFRJ). Pesquisador da RedeSist. 

04 DEZ – Aula 12. O Nordeste e a Economia de Dados – Severino José de Lima

Professor: Severino José de Lima. Moderação: Dr. Rodrigo Guedes.

Como foco o Nordeste brasileiro, a exposição se concentrará na capacidade instalada de ciência e tecnologia na região voltada à economia de dados. O debate partirá da indagação sobre a importância das universidades e instituições de C&T no Nordeste e seu potencial desde que estimuladas por uma política estratégica de investimentos no campo da ‘revolução digital’ e enraizada no território. Será apresentada uma agenda de pesquisa que visa ampliar a reflexão e o debate sobre o tema.

Severino José de Lima é Engenheiro Agrônomo pela Universidade Federal da Paraíba. Mestre em Sociologia Rural pela Universidade Federal da Paraíba e Doutor em Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Professor da Universidade Federal de Campina Grande. Estágio Pós-Doutoral pela Redesist/IE/UFRJ. Pesquisador colaborador da Redesist. 



11 DEZ – Aula 13. Encerramento: Para uma política soberana – Sergio Amadeu da Silveira

Professor: Sergio Amadeu da Silveira (UFABC). Moderação:  Profª Helena Lastres

Apresentar o papel central que as tecnologias digitais adquiriram no cenário econômico e geopolítico atual. Mostrar as relações entre a questão da soberania nacional e as demais possibilidades de soberania, demonstrando as disputas pelo sentido e significação da soberania digital. Sugerir um conjunto de medidas de emergência para garantir a soberania digital do Estado e da sociedade.

Sergio Amadeu da Silveira é doutor em Ciência Política. Professor da UFABC e membro do Conselho Científico da Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura (ABCiber). Integrou o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.Br). Presidiu o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação – ITI. É pesquisador de produtividade do CNPq.

Helena Maria Martins Lastres é Economista pela FEA-UFRJ, Mestre em Economia da Tecnologia pela COPPE/UFRJ, PhD em Desenvolvimento Industrial e Política de CT&I, SPRU, Sussex University, (Inglaterra) e pós-doutora em Inovação e Sistemas Produtivos Locais pela Université Pierre Mendès-France, Grenoble (França). É pesquisadora associada ao Programa de Pós-graduação do IE/UFRJ, onde ajudou a criar e atualmente coordena a Rede de Pesquisa em Sistemas e Arranjos Produtivos e Inovativos Locais. É Pesquisadora Titular (aposentada) do Ministério da Ciência e Tecnologia. É membro do Conselho Deliberativo do Centro Internacional Celso Furtado (Cicef). Integra o Conselho Consultivo para a Transformação Digital (CCTD) do Comitê Interministerial para a Transformação Digital (CITDigital).



Ementa completa – atualizada em 19/09/2025


Presencial:

Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ, Av. Rui Barbosa, 762 – Flamengo, Rio de Janeiro

Online:

Link Zoom Meeting – inscrições encerradas. Participe como ouvinte pelo YouTube.

Transmissão:

PLAYLIST – Canal do Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ no YouTube

*Inscrições abertas até 11/09.


PARCEIROS INSTITUCIONAIS

RedeSist – Rede de Pesquisa em Arranjos e Sistemas Produtivos e Inovativos Locais

ComMarx – Grupo Marxiano de Pesquisa em Informação, Comunicação e Cultura

PPGCOM – Programa de Pós Graduação em Comunicação e Cultura (ECO-UFRJ)

PPGCI – Programa de Pós Graduação em Ciência da Informação (PPGCI-IBICT)