Cultura Negra, Religiosidades e Princípio Feminino

INSCRIÇÕES ENCERRADAS

Cátedra Maria Firmina dos Reis

APRESENTA

Cultura Negra, Religiosidades e Princípio Feminino

DE 17 MAR a 7 JUL 2026

Apresentação:

A cultura negra apresenta uma estreita relação entre Arte e Vida, fazendo com que exista uma profunda ligação entre as diversas formas de manifestação artística com os fatores sociais, históricos, religiosos e culturais específicos das comunidades em que surgiram e onde se desenvolveram. As mulheres negras tiveram e continuam tendo um papel relevante. A cultura  brasileira vai se formar com uma vasta contribuição das culturas europeia e negra, sendo que, seja no mercado, na cozinha , no barracão, na equipe de costura ou na organização de  festas e recepções, as mulheres negras cumpriram os seus papéis arquetípicos segundo os mitos africanos: nutrindo, protegendo, organizando e criando.  Segundo vários autores, a reconstrução da identidade africana no Brasil vai se caracterizar pela ocupação de espaços e constituição de instituições africanas adequadas à nova realidade. A contribuição dos baianos se eternizou na  umbanda carioca, que recria os cultos bantos sob o panteon dos orixás iorubá, permitindo que uma estrutura de aldeia se preserve na cidade, enraizada na sua cultura , no inconsciente coletivo de seu povo e no samba, transformado em música síntese da brasilidade.

Coordenação: 

Helena Theodoro:

Possui graduação de Bacharel em Ciências Juridicas e Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1967), graduação em Pedagogia- Faculdade de Educação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1970), mestrado em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1978) e doutorado em Filosofia pela Universidade Gama Filho (1985). Pós-doutorado no IFCS/UFRJ /PPGHC (Programa de Pós Graduação em História Comparada) – 2018. Atualmente é Professora visitante do Programa de Pós-Graduação em Filosofia do IFCS/UFRJ, de 6/10/23 até 5/10/24, além de responsável pela cátedra Maria Firmina dos Reis por Helena Theodoro pelo Colégio Brasileiro de Altos Estudos – CBAE/ UFRJ, presidente do Conselho do FUNDO ELAS e Coordenadora da Liga Universitária de Pesquisadores e artistas do Carnaval. Foi Coordenadora do Comitê Pró-equidade de Gênero, Raça e Etnia da Casa da Moeda do Brasil até junho de 2016. Foi Professora Auxiliar da Universidade Estácio de Sá. Atuou como Coordenadora da Pós-graduação de Figurino e Carnaval da Universidade Veiga de Almeida(UVA). Participou da Comissão Julgadora do Prêmio Nacional Jornalista Abdias Nascimento nas três edições 2011, 2012 e 2013, produzido pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro/Cojira-Rio. Foi Vice-presidente do Conselho Estadual dos Direitos do Negro – CEDINE. Atuou como Vice-presidente do Fundo ELAS e como Jurada do Estandarte de Ouro do Jornal O Globo durante 27 anos. Coordenou o Núcleo de Estudos Afro-brasileiros (NEAB) da FAETEC. É coautora dos livros didáticos da série “É hora de comunicar” da Bloch Editores, ( 03 volumes) 1977, do livro Negro e Cultura no Brasil, 1986. Autora dos livros: Mito e Espiritualidade: Mulheres Negras(1996); Os Ibéjis e o Carnaval (2009); Caderno de Cultura Afro-brasileira(2009); Iansã, rainha dos ventos e tempestades (2010); e, Martinho da Vila – Reflexos no Espelho 2018. Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Teorias da Aprendizagem; Atua principalmente nos seguintes temas: identidade – valores, cultura afro-brasileira, religião, comunidade – ritos – sexualidade, – educação – processos culturais – comportamento, comunidade- e cidadania – direitos humanos – comportamento sexual.


Programação:

1. A tradição africana no Brasil

  • O papel  de homens negros  e  mulheres negras na sociedade brasileira; Mulheres negras religiosas e líderes.

2. Religião tradicional africana 

  • A natureza do universo; A questão do tempo; Os princípios do universo; A função das comunidades-terreiro e organizações do carnaval.

3. Arte , Vida e Religiosidade  no Rio de Janeiro

  • Os Cordões e ranchos; Os Blocos; O Jongo; O samba de roda; O samba carioca; Os reizados; A capoeira.  

4. O Carnaval e as tradições africanas

  • As nuances do samba versus jongo, capoeira e samba de roda; A simbologia do Mestre-sala e porta-bandeira; O terreiro e as quadras das escolas; As baianas e seus quitutes; Os compositores e seus caminhos.

5. Religião e Identidade no Rio de Janeiro

  • Religiosidade no Rio: cristãos, muçulmanos e judeus; A pequena África e Madureira: bantos e nagôs.

6. Aceitação das tradições africanas

  • O Estado Laico, legislação e as instituições sociais; Intolerância religiosa e educação.

Bibliografia:

  • CANDEIA & ISNARD. Escola de samba, árvores que esqueceu a raiz.
    Rio de Janeiro: Lidador/SEEC,1978.
  • COSTA, Haroldo. Salgueiro, academia do samba. Rio de Janeiro:
    Record,1984.
  • FARIAS, Julio Cesar: Para tudo não se acabar na Quarta-feira: a
    linguagem do samba-enrêdo. Rio de Janeiro: Litteris,2002
  • LIMA, Lana Lage et alii. História e Religião. Rio: FAPERJ;Mauad,2002
  • LODY, Raul. Santo também come. Rio, Pallas, 1998.
  • LOPES,Nei. Sambeabá: o samba que não se aprende na escola. Rio de Janeiro: Casa da palavra / Folha Seca,2003.
  • THEODORO, Helena. Mito e espiritualidade: mulheres negras. Rio deJaneiro:Pallas, 1996
  • SANTOS ,.Babalawô Ivanir . et alii Intolerância Religiosa no Brasil: relatório e balanço. Rio de Janeiro: Kline: CEAP, 2017

Informações do curso:

Conteúdo programático:

O conteúdo programático propõe a revisão dos conceitos da religião tradicional africana a partir da história das populações negras no Rio de Janeiro (bantos) e na Bahia (nagôs), examinando suas trocas, tensões e reelaborações no contexto da sociedade carioca. Analisa as manifestações culturais negras e seus processos de transformação do século XX à contemporaneidade, com ênfase nas expressões de religiosidade e na articulação entre o princípio feminino africano e matrizes eurocentradas. Reflete, ainda, sobre a presença da população negra nos espaços urbanos do Rio de Janeiro, discutindo os processos de reconhecimento e aceitação social, bem como o protagonismo das mulheres negras em diferentes campos culturais, religiosos e sociais.

Vagas:

30 vagas presenciais, destinadas a estudantes de Pós-Graduação Níveis Mestrado e Doutorado. Vagas serão ofertadas a estudantes de graduação e aos demais interessados na filosofia africana, como ouvintes, a critério da Coordenação.

Período e carga horária:

De 17/03 a 7/07/2026, às terças-feiras, das 15h às 18h. Carga Horária de 45h/ 3 créditos.

Avaliação e Certificação:

Concedida aos participantes presenciais que cumprirem frequência mínima de 75% e apresentarem artigo com foco na reflexão sobre os conceitos discutidos, com vistas a uma publicação sobre o tema. E certificação especifica aos inscritos como ouvintes.

Ementa completa:

Versão para download (atualizada em 03/03/2026).

Presencial:

Laboratório de Filosofias Ancestrais, 3º andar do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais – IFCS/UFRJ – Largo São Francisco de Paula, 1 – Centro, Rio de Janeiro

Online:

Informações de participação e transmissão on-line serão enviadas aos inscritos.

*Dúvidas relacionadas a assuntos educacionais: solangejorge@forum.ufrj.br


Cátedra Maria Firmina dos Reis – Formação Cultural

Titular: Profa. Helena Theodoro

A proposta da Cátedra é discutir as interações pluralistas de matrizes africanas na cultura brasileira. A cátedra se insere na Década Internacional dos Afrodescendentes, proclamada pela ONU para o período entre 2015 e 2024, a qual convoca o Estado e a sociedade civil  para que incorporem o movimento pelo fim do racismo no Brasil e no mundo, buscando ampliar o número de atores e de ações pela promoção da igualdade racial, com vistas à superação das desigualdades, como contribuição para o desenvolvimento pleno e democrático de todos os países.

Global Hybrid Classroom: cursos da Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM) para UFRJ

INSCRIÇÕES ABERTAS ATÉ 20/3

Estão abertas as inscrições para docentes e alunos da UFRJ interessados nas disciplinas do primeiro semestre de 2026 oferecidas pela UNAM no âmbito do Programa Global Hybrid Classroom (GHC). As inscrições são apenas para alunos ouvintes e devem ser feitas até 20 de março pela plataforma do programa.

Programa das disciplinas: 

Tutorial:

Veja o passo a passo para o seu registro na plataforma do GHC: https://cbae.ufrj.br/wp-content/uploads/2026/03/3-Student-User-Manual.docx

Inscrições:

Inscreva-se nos cursos através da plataforma do GHC até 20/03/2026: https://ghc.yuketang.cn/pro/portal/trainprojectdetail/200.

Contato da coordenação:

Para informações adicionais sobre os cursos da UNAM, os interessados podem contatar a Professora Guadalupe Vadillo (guadalupe.vadillo@gmail.com).

Sobre o programa:

O Programa Global Hybrid Classroom visa conectar estudantes e professores de diferentes países, proporcionando uma experiência de aprendizado intercultural e expandindo os horizontes acadêmicos através do compartilhamento de disciplinas de graduação e pós-graduação entre instituições parceiras. A iniciativa da Universidade de Tsinghua conta com a colaboração da UFRJ, por meio da parceria com o Colégio Brasileiro de Altos Estudos (CBAE), além de outras universidades de prestígio ao redor do mundo.

Seminário Empresas Estatais e Missões para o Desenvolvimento: Reflexões e Estudos de Caso

16 e 17 MAR 2026

Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia – INCT/PPED

Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq

Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais – SEST/MGI

APRESENTAM

Seminário Empresas Estatais e Missões para o Desenvolvimento: Reflexões e Estudos de Caso

O seminário integra o debate contemporâneo da economia política acerca do papel das empresas estatais e das distintas formas de presença do Estado na economia, apresentando os resultados de um projeto de pesquisa dedicado às missões das empresas estatais federais no Brasil. A partir da análise da trajetória dessas instituições nos séculos XX e XXI, o estudo examina as funções estratégicas que vêm desempenhando no desenvolvimento nacional e investiga a contribuição de organizações como a Petrobras, a Embrapa, bancos públicos e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) para a consolidação da infraestrutura energética, do sistema financeiro e do desenvolvimento agrícola. Realizada ao longo de 2025 por pesquisadores de diversas universidades públicas e centros de pesquisa, sob coordenação do INCT/PPED, no Rio de Janeiro, e com apoio do CNPq por meio de bolsas e recursos de custeio, a investigação apresenta neste encontro seus resultados finais, que também serão sistematizados em livro e artigos acadêmicos a serem divulgados em conferências nacionais e internacionais, configurando uma contribuição brasileira qualificada ao debate internacional em retomada no campo da economia política.

Inscrições e informações:

Site Oficial: https://inctpped.org/seminario-empresas-estatais

Presencial:

Salão Nobre do Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ, Av. Rui Barbosa, 762 – Flamengo, Rio de Janeiro.

Transmissão ao vivo:

Canal do Colégio Brasileiro de Altos Estudos no YouTube

Aceleração Algorítmica e General Intellect: das Geopolíticas da Inteligência Artificial às Novas Interfaces do Cerebroceno

Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia – IBICT/UFRJ

Cátedra Francisco de Oliveira – Aceleração Algorítmica, Democracia e Trabalho

APRESENTAM

Aceleração Algorítmica e General Intellect: das Geopolíticas da Inteligência Artificial às Novas Interfaces do Cerebroceno

12 DE MAR A 25 DE JUN 2026

Apresentação:

A disciplina investiga o conceito de aceleração algorítmica como força histórica que atravessa simultaneamente a tecnologia, a política e a vida, reorganizando as formas de governo, de conflito e de produção da inteligência no século XXI. Parte-se da hipótese de que Big Data, megainfraestruturas de cálculo e a inteligência artificial conexionista constituem hoje um terreno conflitivo no qual se redefinem o lugar do humano, as formas institucionais e os modos de produção de crença, decisão e engajamento coletivo. Nesse contexto, a inteligência artificial emerge como tecnologia planetária e operador geopolítico central, articulando cadeias de semicondutores, data centers e fluxos globais de cérebros, e deslocando a política para o plano da disputa pelas infraestruturas, pelos ritmos cognitivos e pelos regimes de verdade que modulam a experiência social. A aceleração algorítmica expressa essa convergência ao integrar cálculo, poder e vida em um mesmo processo, reconfigurando o General Intellect e intensificando a exteriorização histórica da cognição até a formulação do Cerebroceno, entendido como a era em que o planeta se torna prótese cognitiva da inteligência coletiva socializada. Em contraste com leituras que reduzem a crise contemporânea a monopólios tecnológicos ou à economia da renda, a disciplina propõe compreender a mutação em curso como ontopolítica, na qual plataformas e IA operam como infraestruturas ativas do sensível, do conflito e da produção do real. É nesse horizonte que se inscreve a hipótese orientadora do curso: a possibilidade de imaginar e instituir formas de democracia aumentada para uma humanidade aumentada, capazes de reapropriar as potências tecnológicas e cognitivas da aceleração algorítmica e de reinventar os modos de convivência, decisão e criação coletiva na era do Cerebroceno.

Coordenação:

Giuseppe Cocco – Títular da Cátedra:

Atualmente é Professor Titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), vinculado aos Programas de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura e em Ciência da Informação (ECO-IBICT).  É graduado em Ciência Política pela Université de Paris 8, mestre em Ciência, Tecnologia e Sociedade pelo Conservatoire National des Arts et Métiers, e possui mestrado e doutorado em História Social pela Université de Paris I (Panthéon-Sorbonne). Realizou estágio pós-doutoral no Departamento de Estudos Psicossociais da Birkbeck, University of London (2017–2018). É “Cientista do Nosso Estado” (FAPERJ). Cocco coordena o Laboratório de Território e Comunicação (LABTeC) e é membro fundador da rede Universidade Nômade Brasil. Também é editor das revistas Lugar Comum e Multitudes (Paris). Sua pesquisa se concentra em trabalho, capitalismo digital, transformações urbanas e teoria política no Sul Global. Entre suas publicações estão GlobAL: Biopoder e lutas em uma América Latina globalizada (com Antonio Negri, 2005), MundoBraz (2009), KorpoBraz (2014) e New Neoliberalism and the Other: Biopower, Anthropophagy, and Living Money (com Bruno Cava, Lexington, 2018).


Felipe Fortes – Pesquisador Pós-Doutor:

É bacharel, mestre e doutor em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Brasil. Atualmente é pesquisador de pós-doutorado (FAPERJ) no Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde desenvolve pesquisa sobre o pensamento de Antonio Negri e sua relação com o Brasil e o Sul Global. É membro dos grupos de pesquisa Laboratório de Território e Comunicação (LABTeC) e da rede Universidade Nômade Brasil. Também é editor da revista Lugar Comum. 


Conteúdo programático:

Estudos da aceleração algorítmica como processo histórico que integra
cálculo, poder e vida, com foco na inteligência artificial conexionista, nas geopolíticas da IA e na reconfiguração do General Intellect. Análise do Cerebroceno como exteriorização planetária da inteligência e discussão das ambivalências da aceleração algorítmica, culminando na hipótese da democracia aumentada como horizonte de reinvenção política.

Vagas:

30 vagas presenciais, destinadas a estudantes de Pós-Graduação Níveis Mestrado e Doutorado. Vagas online serão ofertadas aos demais interessados, como ouvintes, a critério da Coordenação.

Período e carga horária:

De 12 de março a 25 de junho, às quintas-feiras, das 14h às 17h. Carga horária total de 60h (4 créditos), distribuidas em 15 encontros consecutivos.

Certificação:

Concedida aos participantes presenciais que cumprirem frequência mínima de 75% e apresentarem Trabalho de Conclusão de Curso. E certificação como ouvintes aos participantes online.

Ementa completa:

Versão para download (atualizada em 05/02/2026).

Presencial:

Espaço Castro, Lessa e Conceição do Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ, Av. Rui Barbosa, 762 – Flamengo, Rio de Janeiro.

Online:

Link Zoom enviado aos inscritos como ouvites

*Dúvidas relacionadas a assuntos educacionais: solangejorge@forum.ufrj.br


Aceleração Algorítmica, Democracia e Trabalho

Cátedra Francisco de Oliveira

Títulares: Giuseppe Cocco e Felipe Fortes

A proposta desta cátedra, apresentada por Giuseppe Cocco e Felipe Fortes, articula mais de três décadas de trajetória intelectual dedicada às transformações do trabalho, da democracia e do desenvolvimento à luz da globalização e da inovação tecnológica. Homenageando o sociólogo Francisco de Oliveira, o projeto parte da crítica à ideia de retorno a um modelo de bem-estar social nos moldes fordistas e se ancora na noção de capitalismo cognitivo, no qual o trabalho imaterial, disperso e comunicacional torna-se central à produção de valor. A proposta analisa como a aceleração algorítmica – por meio de big data, inteligência artificial e plataformas digitais – redefine os processos produtivos e desafia tanto a organização social do trabalho quanto os modelos institucionais da democracia. Também investiga os efeitos dessas dinâmicas sobre os territórios, destacando o papel das metrópoles como centros de mobilização social e disputas políticas. A Cátedra buscará aprofundar reflexões críticas sobre os limites do neoliberalismo, o esgotamento das políticas públicas tradicionais e os novos modos de luta e organização social emergentes diante da crise das instituições democráticas e da intensificação da automação e da vigilância algorítmica.

Proposta na íntegra


Universidade Latino-Americana, Soberania Regional e Desafios Atuais por Darcy Ribeiro – Curso Online

INSCRIÇÕES ENCERRADAS

O Fórum Brasileiro de Estudos Avançados – FOBREAV, no âmbito das atividades do Instituto de Estudos Avançados Transdisciplinares da UFMG e do Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ

APRESENTA

Tópicos em Estudos Transdisciplinares: Universidade latino-americana, soberania regional e desafios atuais por Darcy Ribeiro

Disciplina teórica, em formato virtual, dedicada à análise crítica da concepção de universidade latino-americana formulada por Darcy Ribeiro, examinando seus fundamentos teóricos, seus desdobramentos na América Latina na segunda metade do século XX e sua atualidade frente aos desafios das democracias contemporâneas. A disciplina aborda a noção de “universidade necessária”, compreendida como projeto contra-hegemônico de produção do conhecimento, articulando ensino, pesquisa, extensão e autonomia universitária, e investiga o papel das universidades públicas na disputa pela soberania, pela integração regional e pelo fortalecimento do Estado democrático de direito. O curso propõe uma problematização sistemática da obra de Darcy Ribeiro, com ênfase nas relações entre educação, ciência, tecnologia, inovação e democracia, estimulando a reflexão crítica sobre o tempo presente e sobre alternativas à crise democrática na América Latina, tendo a universidade e a produção científica como eixos centrais dessas disputas.

Sobre Darcy Ribeiro:

Darcy Ribeiro (1922–1997) foi um dos mais importantes intelectuais latino-americanos do século XX, com atuação decisiva nos campos da antropologia, da educação, da política pública e do pensamento crítico sobre a formação social e cultural do Brasil e da América Latina. Definia-se como um homem de “muitas peles”: etnólogo indigenista, antropólogo, educador, gestor público, político militante e romancista, articulando produção intelectual e intervenção direta na realidade social.

Sua trajetória acadêmica teve início na antropologia cultural, com forte atuação no campo indigenista. Participou da fundação do Museu do Índio, em 1953, e esteve envolvido na criação do primeiro curso de pós-graduação em antropologia cultural no Brasil. Atuou como professor na Escola Brasileira de Administração Pública da Fundação Getulio Vargas e, posteriormente, na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Nesse período, estabeleceu colaboração decisiva com Anísio Teixeira, cuja concepção de educação pública, democrática e integral marcaria profundamente seu pensamento e sua prática.

O golpe civil-militar de 1964 levou Darcy Ribeiro ao exílio, experiência que teve papel estruturante em sua inflexão intelectual. Foi nesse contexto que amadureceu uma leitura mais complexa da América Latina como espaço histórico, cultural e civilizacional próprio, afastando-se de matrizes eurocêntricas e evolucionistas. No exílio, consolidou sua reflexão sobre integração regional, soberania cultural e o papel estratégico da universidade latino-americana na superação das heranças coloniais e das desigualdades estruturais.

Sua obra educacional é central para o debate universitário contemporâneo. Em livros como A universidade necessária e La universidad latinoamericana, Darcy Ribeiro formulou um projeto de universidade baseado na interdisciplinaridade, na autonomia universitária e de cátedra, no investimento em ciência e tecnologia de ponta, no compromisso social e na participação ativa do corpo discente. Para ele, a universidade deveria ser instrumento de democratização do conhecimento, formação crítica e afirmação da soberania nacional e regional.

Como gestor público, foi responsável por projetos estruturantes na área da educação, entre eles a concepção dos Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs), implantados no Rio de Janeiro nos anos 1980, reafirmando a educação integral como política de Estado. Sua atuação política e intelectual esteve sempre orientada por uma visão estratégica de desenvolvimento, na qual ciência, tecnologia, cultura e educação ocupam papel central.

Nos últimos anos de vida, Darcy Ribeiro dedicou-se à síntese de seu pensamento em O povo brasileiro (1995), obra que considerava o coroamento de sua trajetória intelectual. Mesmo reconhecendo os limites e fracassos de seus projetos, manteve até o fim uma postura utópica no sentido forte do termo: a capacidade de projetar futuros possíveis para o Brasil e para a América Latina, tomando a universidade como eixo fundamental de transformação social, democrática e civilizatória.


Estrutura Curricular por Tópicos:

  • Tópico 1 – Apresentação da disciplina;
  • Tópico 2 – A integração latino-americana proposta por Darcy Ribeiro e seus legados;
  • Tópico 3 – O exílio de Darcy Ribeiro e sua atuação intelectual para a integração regional do debate universitário;
  • Tópico 4 – A questão universitária latino-americana;
  • Tópico 5 – A universidade latino-americana de Darcy Ribeiro;
  • Tópico 6 – Autonomia universitária e de cátedra como constitutivas do projeto universitário;
  • Tópico 7 – Ciência, tecnologia e inovação para um projeto universitário necessário;
  • Tópico 8 – A extensão como pilar da universidade ribeiriana;
  • Tópico 9 – Democratização da universidade para um projeto de soberania;
  • Tópico 10 – Gênero, raça e classe na construção da universidade necessária para a América Latina;
  • Tópico 11 – O papel da ciência e da tecnologia para a soberania nacional;
  • Tópico 12 – A universidade na integração regional e iniciativas como a AUGM;
  • Tópico 13 – Universidade latino-americana, soberania regional e desafios atuais;
  • Tópico 14 – Políticas públicas necessárias para a universidade e a educação diante dos desafios da democracia contemporânea;
  • Tópico 15 – Avaliação da disciplina e entrega de relatórios.

Professoras Responsáveis: 

Adriane Vidal Costa (IEAT-UFMG):

Adriane Aparecida Vidal Costa – professora responsável e coordenadora da disciplina, é Professora Associada do Departamento de História da Universidade Federal de Minas Gerais, doutora em História pela UFMG, com pós-doutorado em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas. Atua em História das Américas, com ênfase em história intelectual, exílios latino-americanos e circulação transnacional de ideias, tendo desenvolvido pesquisas sobre Darcy Ribeiro e as redes intelectuais latino-americanas. Integra a Comissão Gestora da Cátedra Darcy Ribeiro: Soberania, Educação e Política, no IEAT/UFMG.

Stella Ferreira Gontijo (IEAT-UFMG):

Stella Ferreira Gontijo – também professora responsável e coordenadora da disciplina, é doutora em História pela Universidade Federal de Minas Gerais, com atuação em História Intelectual, Estudos de Gênero, Epistemologias do Sul e Teoria Decolonial, com foco na América Latina. Foi pesquisadora visitante na University of New Mexico (2023–2024), com apoio da Fulbright, e integra a Cátedra Darcy Ribeiro: Soberania, Educação e Política, em residência pós-doutoral no IEAT/UFMG.

Ana Célia Castro (CBAE-UFRJ):

Professora Titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Diretora do Colégio Brasileiro de Altos Estudos UFRJ. Vice-Coordenadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento (INCT/PPED). Presidente do FOBREAV (Fórum Brasileiro de Estudos Avançados). Secretariado do Conselho Consultivo Nacional do T20 Brasil. Membro do IBRACH (Instituto de Estudos Brasil – China). Senior Fellow do CEBRI (Centro Brasileiro de Relações Internacionais).


Informações do curso:

Público alvo:

Estudantes da graduação e pós-graduação; público em geral como ouvinte.

Carga Horária:

30h/2 créditos / 15 módulos.

Período e Horário:

Semanalmente, às quartas-feiras, das 19h às 20h30h;

Início e término:

18/03/2026 a 24/06/2026.

Ementa completa:

Versão para download (atualizada em 22/10/2025)

*Dúvidas relacionadas a assuntos educacionais: solangejorge@forum.ufrj.br

Pedagogia Universitária e Docência no Ensino Superior

INSCRIÇÕES ENCERRADAS

Cátedra Anísio Teixeira Complexo de Formação de Professores

APRESENTA

Pedagogia Universitária e Docência no Ensino Superior

11 MAR A 24 JUN 2026

Apresentação:

A disciplina Pedagogia Universitária e Docência no Ensino Superior tem como objetivo analisar criticamente a docência universitária no contexto contemporâneo, compreendendo seus fundamentos epistemológicos, pedagógicos, sociais e institucionais, com vistas a desenvolver práticas de ensino coerentes com a diversidade, a complexidade e os desafios do ensino superior. É destinada a professores universitários que desejam aprofundar sua prática pedagógica e pós-graduandos que se preparam para a docência, além de pesquisadores com interesse no desenvolvimento profissional docente.

Coordenação:

Giseli Barreto da Cruz (PPGE/UFRJ):

Professora Associada da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da UFRJ. Professora visitante no Centro de Investigação Avançada em Educação da Universidad de Chile, onde desenvolve pesquisa pós-doutoral com o apoio Capes PrInt (2022…). Possui Estágio Pós-Doutoral em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP) com o apoio do CNPq (PDJ); Doutorado e Mestrado em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio); Especialização em Supervisão, Orientação e Administração Escolar pela Universidade Federal Fluminense (UFF); e Licenciatura em Pedagogia pela Universidade Santa Úrsula (USU). Líder do Grupo de Estudos e Pesquisas em Didática e Formação de Professores (GEPED) e pesquisadora fundadora do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Didática e Formação de Professores (LEPED). É bolsista de produtividade de pesquisa do CNPq e Cientista do Nosso Estado/FAPERJ. Membro da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd), da Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação (ANFOPE) e da Associação Nacional de Didática e Prática de Ensino (ANDIPE). Atualmente exerce a função de vice coordenadora do GT 8 ? Formação de Professores da ANPEd. Coordenou o curso de Pedagogia da Faculdade de Educação da UFRJ (2013-2015) e o PIBID/Pedagogia da UFRJ (2012-2018). Foi organizadora do XX ENDIPE – Rio 2020: Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino. Anteriormente atuou na educação básica exercendo as funções de docente e de pedagoga em redes públicas de ensino. Reúne significativa experiência na área de Educação, como professora e pedagoga. Suas pesquisas recentes, financiadas pelo CNPq e FAPERJ, se inscrevem no campo da pesquisa com professores focalizando a articulação entre didática e conhecimento profissional docente, com particular interesse nos processos de indução docente de professores em situação de inserção profissional.


Programação:

#01 Encontro – 11/03:

  • A Universidade, o conhecimento e a docência no contexto atual. Transformações sociais, políticas e culturais da universidade; funções sociais; produção do conhecimento; saberes acadêmicos e saber docente; disputas de sentido.

#02 Encontro – 18/03:

  • A Universidade, o conhecimento e a docência no contexto atual. Continuidade e aprofundamento do eixo temático.

#03 Encontro – 25/03:

  • Pedagogia universitária e docência no ensino superior. Conceito de pedagogia universitária; didática no ensino superior.

#04 Encontro – 08/04:

Ensino como prática social e política; especificidades do ensinar na universidade; docência como profissão; ética, compromisso social e autonomia docente.

#05 Encontro – 15/04:

  • Ser e tornar-se professor universitário: formação, carreira e complexidade da docência; desenvolvimento profissional; condições de trabalho; avaliação docente e produtivismo; identidade e mal-estar docente.

#06 Encontro – 22/04:

  • Ser e tornar-se professor universitário: continuidade do eixo formação e carreira docente.

#07 Encontro – 29/04:

  • Articulações entre ensino, pesquisa e extensão. Indissociabilidade; princípio constitucional; tensões e desafios; possibilidades insurgentes.

#08 Encontro – 06/05:

  • Articulações entre ensino, pesquisa e extensão. Continuidade do eixo.

#09 Encontro – 13/05:

  • Juventude, diversidade e inclusão no ensino superior. Perfil dos estudantes; culturas juvenis; gênero, raça, classe, deficiência e interculturalidade; políticas de inclusão; sala de aula inclusiva.

#10 Encontro – 20/05:

  • Juventude, diversidade e inclusão no ensino superior. Continuidade do eixo.

#11 Encontro – 27/05:

  • Estudantes universitários e suas relações com o conhecimento, o trabalho e a formação profissional. Sentidos da formação; projeto de vida; universidade e empregabilidade; formação crítica.

#12 Encontro – 03/06:

  • Estudantes universitários e suas relações com o conhecimento, o trabalho e a formação profissional. Continuidade do eixo.

#13 Encontro – 10/06:

  • A aula e seus sentidos. Da transmissão à ensinagem; perspectivas colaborativas, participativas e investigativas; metodologia e avaliação no ensino superior.

#14 Encontro – 17/06:

  • A aula e seus sentidos. Continuidade e aprofundamento.

#15 Encontro – 24/06:

  • Encerramento do curso.

Informações sobre o curso:

Objetivo Geral:

Analisar criticamente a docência universitária no contexto contemporâneo, compreendendo seus fundamentos epistemológicos, pedagógicos, sociais e institucionais, com vistas a desenvolver práticas de ensino coerentes com a diversidade, a complexidade e os desafios do ensino superior.

Vagas:

30 vagas presenciais, destinadas a estudantes de Pós-Graduação Níveis Mestrado e Doutorado. Vagas online serão ofertadas aos demais interessados, como ouvintes, a critério da Coordenação.

Período e carga horária:

De 11/03 a 24/06/2026, às quartas-feiras, das 17:30 às 20:30, 45 horas/15 encontros de 3h.

Certificação:

Concedida aos participantes presenciais que cumprirem frequência mínima de 75% e apresentarem Trabalho de Conclusão de Curso. E certificação como ouvintes aos participantes online.

Ementa e programação completa:

Versão para download (atualizada em 19/02/2026)

Presencial:

Espaço Castro, Lessa e Conceição do Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ, Av. Rui Barbosa, 762 – Flamengo, Rio de Janeiro.

Online:

Link Zoom enviado aos inscritos como ouvites

*Dúvidas relacionadas a assuntos educacionais: solangejorge@forum.ufrj.br

III Seminário de Integração das Cátedras de Educação Básica dos Institutos de Estudos Avançados da UFMG, UFRJ e USP

16 MAR – QUI – 9H

As Cátedras Alfredo Bosi de Educação Básica (IEA-USP), Anísio Teixeira de Formação de Professores (CBAE-UFRJ), e FUNDEP Magda Soares de Educação Básica (IEAT-UFMG) realizam, no dia 16 de março de 2026, o III Seminário de Integração das Cátedras de Educação Básica e de Formação de Professores dos Institutos de Estudos Avançados da UFMG, UFRJ e USP. Com o tema “Educação Básica e Conhecimento Escolar”, o evento propõe um espaço de diálogo e articulação entre pesquisadores e docentes, promovendo a reflexão sobre os desafios e perspectivas da educação básica e da formação de professores no país.

Transmissão: Canal YouTube da Cátedra

Leia a ementa completa: iea.usp.br/eventos/III-seminario-catedras-ufmg-ufrj-usp

Evento público | Sem inscrição prévia

Global Hybrid Classroom: cursos da Universidade de Tsinghua para UFRJ

INSCRIÇÕES ATÉ 13 JAN

Estão abertas as inscrições para docentes e alunos da UFRJ interessados nas disciplinas do primeiro semestre de 2026 oferecidas pela Universidade de Tsinghua no âmbito do Programa Global Hybrid Classroom (GHC).

As inscrições devem ser feitas até 13 de janeiro pela plataforma do programa https://ghc.yuketang.cn/pro/portal/trainprojectdetail/200. O resultado do processo de inscrição será divulgado na plataforma dia 21 de janeiro e as aulas terão início em 25 de fevereiro.

O Programa Global Hybrid Classroom visa conectar estudantes e professores de diferentes países, proporcionando uma experiência de aprendizado intercultural e expandindo os horizontes acadêmicos através do compartilhamento de disciplinas de graduação e pós-graduação entre instituições parceiras. A iniciativa da Universidade de Tsinghua conta com a colaboração da UFRJ, por meio da parceria com o Colégio Brasileiro de Altos Estudos (CBAE), além de outras universidades de prestígio ao redor do mundo.

Confira a lista de cursos e as ementas disponíveis para o 1º semestre de 2026.

Veja o passo a passo para o seu registro na plataforma do GHC.

A plataforma do GHC é utilizada exclusivamente para o processo de inscrição nos cursos. Os estudantes ainda precisarão participar das aulas de forma síncrona por meio de outras ferramentas on-line.

Há duas modalidades de participação no programa: com créditos e como ouvinte.

– Com créditos: os estudantes deverão cumprir todas as provas e requisitos de avaliação dos cursos. Após a concluí-los, receberão um histórico escolar oficial emitido pela Universidade Tsinghua.

– Como ouvinte: os estudantes precisam apenas assistir às aulas, não sendo obrigados a realizar provas ou avaliações, e não será emitido histórico escolar.

O número de vagas com créditos e como ouvinte indicado na lista de cursos acima refere-se ao total de vagas disponíveis para todas as universidades parceiras do programa. Considerando a capacidade limitada de algumas turmas, nem todas as inscrições poderão ser atendidas, e agradecemos a compreensão nesse sentido.

Desafios Contemporâneos da Governança Global e os Novos BRICS – Lançamento de livro e debate

04 MAR – QUA – 16H30

Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ

APRESENTA

Global and Regional Governance in a Multi-Centric World

Os Novos BRICS: Potencialidades e Perspectivas

O livro aborda as principais características e desafios da coexistência entre duas formas de governança (a decorrente de Bretton Woods, por um lado, e, por outro, aquela relacionada aos mecanismos, acordos e instituições que vêm formando a plataforma liderada pelos países emergentes) e como esse processo tem impactado as principais macrorregiões do cenário internacional. Considerando a complexidade e as múltiplas dimensões que permeiam o tema, o livro apresenta as principais iniciativas sob uma perspectiva multicêntrica, na qual os atores se reposicionam dinamicamente para enfrentar um contexto internacional em transformação.

Baseado nas tendências mais recentes das relações internacionais, este livro oferece uma investigação incisiva dos novos modelos de governança que emergem em um mundo “multicêntrico”. Levanta questões prementes sobre a estabilidade global, como as seguintes: Essas potências emergentes conseguirão transformar a ordem global? Como elas vislumbram a cooperação internacional? Suas ideias podem coexistir com as potências ocidentais estabelecidas?

Por meio desta obra, os leitores poderão obter uma compreensão detalhada das forças que moldam o mundo de amanhã e dos potenciais caminhos para a sua reforma.

Editada em julho de 2025 por ocasião da 17ª Conferência de Cúpula dos BRICS, a obra, que vem à baila pela Editora Processo, oferece uma análise crítica e atual sobre as novas realidades dos BRICS, em um momento de forte transformação nas relações internacionais, em particular no que tange à atual crise do multilateralismo e da governança global. Estimulando o debate crítico, fruto de debates e pesquisas nessa seara, a obra busca contribuir para uma compreensão mais acurada da coalizão BRICS, tendo em vista o constante processo de transformação na arena internacional contemporânea.

Sobre Gabriel Rached:

É Pesquisador Acadêmico e Professor em Economia Política Internacional (Universidade Federal Fluminense). Membro Executivo do Núcleo de Estudos dos Países BRICS (NUBRICS/UFF). Possui doutorado em Economia Política Internacional (Universidade Federal do Rio de Janeiro) com tese sobre Organizações Multilaterais e Desenvolvimento Econômico. Desenvolve pesquisa e leciona sobre o tema Governança Global e está envolvido em atividades de graduação e pós-graduação. Nos últimos anos, tem realizado pesquisa de Pós-Doutorado (Università degli Studi di Milano) trabalhando com as mudanças no âmbito global e o novo arcabouço institucional conduzido por países emergentes no cenário internacional. Desde então, tem estudado temáticas relacionadas à Nova Ordem Mundial e às mudanças contemporâneas nas Instituições Internacionais, discutindo em particular novos acordos para o desenvolvimento e os desafios para coordenação e aumento da representatividade no cenário internacional.


Presencial:

Espaço Castro, Lessa e Conceição do Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ, Av. Rui Barbosa, 762 – Flamengo, Rio de Janeiro.

Novos institutos ingressam no FOBREAV e ampliam a cooperação acadêmica no país

NOTÍCIA

O Fórum Brasileiro de Estudos Avançados (FOBREAV), atualmente presidido pelo Colégio Brasileiro de Altos Estudos (CBAE-UFRJ), em nome de sua diretora-geral, Ana Célia Castro, inicia um novo ciclo de trabalhos com a incorporação de quatro novos membros à sua rede nacional de cooperação acadêmica. As adesões foram aprovadas em assembleia recente do Fórum e reforçam o papel dos estudos avançados como espaço estratégico de reflexão interdisciplinar sobre os grandes desafios científicos, sociais e institucionais do Brasil.

Passam a integrar o FOBREAV o Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz, a Diretoria de Altos Estudos da ENAP, responsável por seus programas de pós-graduação stricto sensu, o Núcleo de Estudos Avançados do Instituto Oswaldo Cruz e o Núcleo de Estudos Avançados da UNESP. A entrada desses novos integrantes amplia a diversidade institucional do Fórum e fortalece o diálogo entre universidade, ciência aplicada, saúde pública e políticas públicas.

Criado em 2015, a partir da articulação entre institutos e centros de estudos avançados vinculados a universidades e instituições de pesquisa, o FOBREAV consolidou-se como um espaço singular de ação e reflexão crítica sobre pesquisas prospectivas de caráter inter e transdisciplinar. Sua atuação parte do entendimento de que problemas complexos — como desigualdades sociais, transformações tecnológicas, desafios ambientais, saúde coletiva e governança democrática — exigem abordagens que transcendam fronteiras disciplinares e promovam a circulação qualificada de ideias, saberes e experiências.

A incorporação dos novos membros reafirma essa vocação. Instituições com trajetórias distintas, mas convergentes no compromisso com a produção de conhecimento avançado e socialmente responsável, passam a compartilhar agendas, debates e iniciativas no âmbito do Fórum. Trata-se de um movimento que reconhece a maturidade do campo dos estudos avançados no Brasil e, ao mesmo tempo, projeta novas possibilidades de cooperação acadêmica, institucional e intersetorial.

Nesse processo, o papel do CBAE-UFRJ, que exerce a presidência do FOBREAV, tem sido o de articulação e cuidado institucional: garantir um espaço de escuta, pluralidade e convergência, no qual diferentes tradições acadêmicas possam dialogar em pé de igualdade. Essa condução coletiva e discreta tem permitido que o Fórum se afirme não apenas como uma rede formal, mas como uma comunidade intelectual comprometida com o futuro da universidade brasileira e com sua responsabilidade pública.

Ao iniciar este novo ciclo, o FOBREAV reúne hoje um conjunto expressivo de institutos e centros de estudos avançados de diferentes regiões do país, consolidando-se como um ponto de encontro entre ciência, cultura, tecnologia e reflexão crítica. A chegada dos novos membros sinaliza boas novas para o campo: mais vozes, mais perspectivas e mais capacidade de pensar, de forma compartilhada, os rumos do conhecimento e da sociedade brasileira.