Programa Futuros – Cursos com inscrições abertas

4º Bimestre 2024 – inscrições abertas

O Programa Futuros, do Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ foi criado em setembro de 2022, durante a celebração do bicentenário da Independência do Brasil. Ele surgiu como resposta às discussões da Conferência Internacional dos Amanhãs Desejáveis e das reflexões do Programa de Cátedras do CBAE. O Programa Futuros oferece o Programa de Formação e Transformação em Futuros, que integra disciplinas de pós-graduação para atender à demanda de formação de profissionais de nível superior, incluindo empresas públicas. Aberto à comunidade acadêmica da UFRJ e outras universidades, o programa também é destinado a estudantes de pós-graduação, recém-doutores, graduandos, profissionais e gestores públicos, bem como a profissionais de empresas públicas ou privadas que buscam atualização na reflexão sobre Futuros.

Disciplinas stricto sensu – mestrado e doutorado:

4º Bimestre – previsto para outubro

Fronteiras e Futuros da Biologia e Medicina – inscrições abertas

Futuros Regenerativos – inscrições abertas

História da Tecnologia – inscrições abertas

Políticas de Segurança / Geopolítica – inscrições abertas

Mudanças Climáticas e Gases de Efeito Estufa – inscrições abertas

Governança e a Agenda Socioambiental no Brasil – inscrições abertas

*Os cursos, disciplinas e debates oferecidos pelo Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ são financiados com recursos públicos e sem custos aos mestrandos, doutorandos e ouvintes, inscreva-se com responsabilidade. Embora disponibilizemos transmissões online, recomendamos fortemente a participação presencial.

Dúvidas e outras informações:

Entre em contato: cbae@forum.ufrj.br

Global Hybrid Classroom: cursos da Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM) para UFRJ

INSCRIÇÕES ABERTAS

Estão abertas as inscrições para docentes e alunos da UFRJ interessados nas disciplinas do primeiro semestre de 2026 oferecidas pela UNAM no âmbito do Programa Global Hybrid Classroom (GHC). As inscrições devem ser feitas até 20 de março pela plataforma do programa https://ghc.yuketang.cn/pro/portal/trainprojectdetail/200.

Veja o passo a passo para o seu registro na plataforma do GHC.

Para informações adicionais sobre os cursos da UNAM, os interessados podem contatar a Professora Guadalupe Vadillo (guadalupe.vadillo@gmail.com).

O Programa Global Hybrid Classroom visa conectar estudantes e professores de diferentes países, proporcionando uma experiência de aprendizado intercultural e expandindo os horizontes acadêmicos através do compartilhamento de disciplinas de graduação e pós-graduação entre instituições parceiras. A iniciativa da Universidade de Tsinghua conta com a colaboração da UFRJ, por meio da parceria com o Colégio Brasileiro de Altos Estudos (CBAE), além de outras universidades de prestígio ao redor do mundo.

Cultura Negra, Religiosidades e Princípio Feminino

INSCRIÇÕES ABERTAS

Cátedra Maria Firmina dos Reis

APRESENTA

Cultura Negra, Religiosidades e Princípio Feminino

DE 17 MAR a 7 JUL 2026

Apresentação:

A cultura negra apresenta uma estreita relação entre Arte e Vida, fazendo com que exista uma profunda ligação entre as diversas formas de manifestação artística com os fatores sociais, históricos, religiosos e culturais específicos das comunidades em que surgiram e onde se desenvolveram. As mulheres negras tiveram e continuam tendo um papel relevante. A cultura  brasileira vai se formar com uma vasta contribuição das culturas europeia e negra, sendo que, seja no mercado, na cozinha , no barracão, na equipe de costura ou na organização de  festas e recepções, as mulheres negras cumpriram os seus papéis arquetípicos segundo os mitos africanos: nutrindo, protegendo, organizando e criando.  Segundo vários autores, a reconstrução da identidade africana no Brasil vai se caracterizar pela ocupação de espaços e constituição de instituições africanas adequadas à nova realidade. A contribuição dos baianos se eternizou na  umbanda carioca, que recria os cultos bantos sob o panteon dos orixás iorubá, permitindo que uma estrutura de aldeia se preserve na cidade, enraizada na sua cultura , no inconsciente coletivo de seu povo e no samba, transformado em música síntese da brasilidade.

Coordenação: 

Helena Theodoro:

Possui graduação de Bacharel em Ciências Juridicas e Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1967), graduação em Pedagogia- Faculdade de Educação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1970), mestrado em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1978) e doutorado em Filosofia pela Universidade Gama Filho (1985). Pós-doutorado no IFCS/UFRJ /PPGHC (Programa de Pós Graduação em História Comparada) – 2018. Atualmente é Professora visitante do Programa de Pós-Graduação em Filosofia do IFCS/UFRJ, de 6/10/23 até 5/10/24, além de responsável pela cátedra Maria Firmina dos Reis por Helena Theodoro pelo Colégio Brasileiro de Altos Estudos – CBAE/ UFRJ, presidente do Conselho do FUNDO ELAS e Coordenadora da Liga Universitária de Pesquisadores e artistas do Carnaval. Foi Coordenadora do Comitê Pró-equidade de Gênero, Raça e Etnia da Casa da Moeda do Brasil até junho de 2016. Foi Professora Auxiliar da Universidade Estácio de Sá. Atuou como Coordenadora da Pós-graduação de Figurino e Carnaval da Universidade Veiga de Almeida(UVA). Participou da Comissão Julgadora do Prêmio Nacional Jornalista Abdias Nascimento nas três edições 2011, 2012 e 2013, produzido pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro/Cojira-Rio. Foi Vice-presidente do Conselho Estadual dos Direitos do Negro – CEDINE. Atuou como Vice-presidente do Fundo ELAS e como Jurada do Estandarte de Ouro do Jornal O Globo durante 27 anos. Coordenou o Núcleo de Estudos Afro-brasileiros (NEAB) da FAETEC. É coautora dos livros didáticos da série “É hora de comunicar” da Bloch Editores, ( 03 volumes) 1977, do livro Negro e Cultura no Brasil, 1986. Autora dos livros: Mito e Espiritualidade: Mulheres Negras(1996); Os Ibéjis e o Carnaval (2009); Caderno de Cultura Afro-brasileira(2009); Iansã, rainha dos ventos e tempestades (2010); e, Martinho da Vila – Reflexos no Espelho 2018. Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Teorias da Aprendizagem; Atua principalmente nos seguintes temas: identidade – valores, cultura afro-brasileira, religião, comunidade – ritos – sexualidade, – educação – processos culturais – comportamento, comunidade- e cidadania – direitos humanos – comportamento sexual.


Programação:

1. A tradição africana no Brasil

  • O papel  de homens negros  e  mulheres negras na sociedade brasileira; Mulheres negras religiosas e líderes.

2. Religião tradicional africana 

  • A natureza do universo; A questão do tempo; Os princípios do universo; A função das comunidades-terreiro e organizações do carnaval.

3. Arte , Vida e Religiosidade  no Rio de Janeiro

  • Os Cordões e ranchos; Os Blocos; O Jongo; O samba de roda; O samba carioca; Os reizados; A capoeira.  

4. O Carnaval e as tradições africanas

  • As nuances do samba versus jongo, capoeira e samba de roda; A simbologia do Mestre-sala e porta-bandeira; O terreiro e as quadras das escolas; As baianas e seus quitutes; Os compositores e seus caminhos.

5. Religião e Identidade no Rio de Janeiro

  • Religiosidade no Rio: cristãos, muçulmanos e judeus; A pequena África e Madureira: bantos e nagôs.

6. Aceitação das tradições africanas

  • O Estado Laico, legislação e as instituições sociais; Intolerância religiosa e educação.

Bibliografia:

  • CANDEIA & ISNARD. Escola de samba, árvores que esqueceu a raiz.
    Rio de Janeiro: Lidador/SEEC,1978.
  • COSTA, Haroldo. Salgueiro, academia do samba. Rio de Janeiro:
    Record,1984.
  • FARIAS, Julio Cesar: Para tudo não se acabar na Quarta-feira: a
    linguagem do samba-enrêdo. Rio de Janeiro: Litteris,2002
  • LIMA, Lana Lage et alii. História e Religião. Rio: FAPERJ;Mauad,2002
  • LODY, Raul. Santo também come. Rio, Pallas, 1998.
  • LOPES,Nei. Sambeabá: o samba que não se aprende na escola. Rio de Janeiro: Casa da palavra / Folha Seca,2003.
  • THEODORO, Helena. Mito e espiritualidade: mulheres negras. Rio deJaneiro:Pallas, 1996
  • SANTOS ,.Babalawô Ivanir . et alii Intolerância Religiosa no Brasil: relatório e balanço. Rio de Janeiro: Kline: CEAP, 2017

Informações do curso:

Conteúdo programático:

O conteúdo programático propõe a revisão dos conceitos da religião tradicional africana a partir da história das populações negras no Rio de Janeiro (bantos) e na Bahia (nagôs), examinando suas trocas, tensões e reelaborações no contexto da sociedade carioca. Analisa as manifestações culturais negras e seus processos de transformação do século XX à contemporaneidade, com ênfase nas expressões de religiosidade e na articulação entre o princípio feminino africano e matrizes eurocentradas. Reflete, ainda, sobre a presença da população negra nos espaços urbanos do Rio de Janeiro, discutindo os processos de reconhecimento e aceitação social, bem como o protagonismo das mulheres negras em diferentes campos culturais, religiosos e sociais.

Vagas:

30 vagas presenciais, destinadas a estudantes de Pós-Graduação Níveis Mestrado e Doutorado. Vagas serão ofertadas a estudantes de graduação e aos demais interessados na filosofia africana, como ouvintes, a critério da Coordenação.

Período e carga horária:

De 17/03 a 7/07/2026, às terças-feiras, das 15h às 18h. Carga Horária de 45h/ 3 créditos.

Avaliação e Certificação:

Concedida aos participantes presenciais que cumprirem frequência mínima de 75% e apresentarem artigo com foco na reflexão sobre os conceitos discutidos, com vistas a uma publicação sobre o tema. E certificação especifica aos inscritos como ouvintes.

Ementa completa:

Versão para download (atualizada em 03/03/2026).

Presencial:

Laboratório de Filosofias Ancestrais, 3º andar do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais – IFCS/UFRJ – Largo São Francisco de Paula, 1 – Centro, Rio de Janeiro

Online:

Informações de participação e transmissão on-line serão enviadas aos inscritos.

*Dúvidas relacionadas a assuntos educacionais: solangejorge@forum.ufrj.br


Cátedra Maria Firmina dos Reis – Formação Cultural

Titular: Profa. Helena Theodoro

A proposta da Cátedra é discutir as interações pluralistas de matrizes africanas na cultura brasileira. A cátedra se insere na Década Internacional dos Afrodescendentes, proclamada pela ONU para o período entre 2015 e 2024, a qual convoca o Estado e a sociedade civil  para que incorporem o movimento pelo fim do racismo no Brasil e no mundo, buscando ampliar o número de atores e de ações pela promoção da igualdade racial, com vistas à superação das desigualdades, como contribuição para o desenvolvimento pleno e democrático de todos os países.

III Seminário de Integração das Cátedras de Educação Básica dos Institutos de Estudos Avançados da UFMG, UFRJ e USP

16 MAR – QUI – 9H

As Cátedras Alfredo Bosi de Educação Básica (IEA-USP), Anísio Teixeira de Formação de Professores (CBAE-UFRJ), e FUNDEP Magda Soares de Educação Básica (IEAT-UFMG) realizam, no dia 16 de março de 2026, o III Seminário de Integração das Cátedras de Educação Básica e de Formação de Professores dos Institutos de Estudos Avançados da UFMG, UFRJ e USP. Com o tema “Educação Básica e Conhecimento Escolar”, o evento propõe um espaço de diálogo e articulação entre pesquisadores e docentes, promovendo a reflexão sobre os desafios e perspectivas da educação básica e da formação de professores no país.

Transmissão: Canal YouTube da Cátedra

Leia a ementa completa: iea.usp.br/eventos/III-seminario-catedras-ufmg-ufrj-usp

Evento público | Sem inscrição prévia

Seminário Empresas Estatais e Missões para o Desenvolvimento: Reflexões e Estudos de Caso

16 e 17 MAR 2026

Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia – INCT/PPED

Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq

Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais – SEST/MGI

APRESENTAM

Seminário Empresas Estatais e Missões para o Desenvolvimento: Reflexões e Estudos de Caso

O seminário integra o debate contemporâneo da economia política acerca do papel das empresas estatais e das distintas formas de presença do Estado na economia, apresentando os resultados de um projeto de pesquisa dedicado às missões das empresas estatais federais no Brasil. A partir da análise da trajetória dessas instituições nos séculos XX e XXI, o estudo examina as funções estratégicas que vêm desempenhando no desenvolvimento nacional e investiga a contribuição de organizações como a Petrobras, a Embrapa, bancos públicos e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) para a consolidação da infraestrutura energética, do sistema financeiro e do desenvolvimento agrícola. Realizada ao longo de 2025 por pesquisadores de diversas universidades públicas e centros de pesquisa, sob coordenação do INCT/PPED, no Rio de Janeiro, e com apoio do CNPq por meio de bolsas e recursos de custeio, a investigação apresenta neste encontro seus resultados finais, que também serão sistematizados em livro e artigos acadêmicos a serem divulgados em conferências nacionais e internacionais, configurando uma contribuição brasileira qualificada ao debate internacional em retomada no campo da economia política.

Inscrições e informações:

Site Oficial: https://inctpped.org/seminario-empresas-estatais

Presencial:

Salão Nobre do Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ, Av. Rui Barbosa, 762 – Flamengo, Rio de Janeiro.

Transmissão ao vivo:

Canal do Colégio Brasileiro de Altos Estudos no YouTube

Educação Superior, Modelos Institucionais e Democratização – Online

INSCRIÇÕES ABERTAS

Conjunto/Seminários CeLapes – PPGSA/CBAE/UFRJ + UNISO

APRESENTAM

Educação Superior, Modelos Institucionais e Democratização

5 MAR A 11 JUN DE 2026

Apresetação:

O curso visa discutir as tendências da Educação Superior na situação atual de incertezas e reorganização da vida acadêmica. Um mundo marcado pela confrontação política, pela ruptura tecnológica, pelas pressões demográficas, propõe desafios importantes aos modelos institucionais de funcionamento da Educação Superior, redefinindo cursos, formas didáticas, modos de qualificação e certificação. Neste quadro, o curso propõe discutir questões relativas ao sentido socialmente atribuído à Educação Superior no século XXI, compreendendo desde a definição do que é superior na Educação Superior e como os diferentes grupos sociais estabelecem diferentes perspectivas e usos para esse nível de ensino.

Coordenação:

Maria Ligia Barbosa:

Titular da Cátedra Carlos Hasenbalg, do Colégio Brasileiro de Altos Estudos (CBAE/UFRJ), onde coordena os projetos de pesquisa sobre Educação Superior na América Latina (CeLapes). Professor associado da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde coordena o LAPES (Laboratório de Pesquisa em Ensino Superior/UFRJ/CNPq). Membro do Conselho Diretor da Society for Research into Higher Education (SRHE) Possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais (1977) e doutorado em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (1993). Tem experiência na área de Sociologia, com ênfase em Sociologia da Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: desigualdades sociais, hierarquias sociais, ensino superior e profissões, politicas públicas. Vice-Presidente para América Latina do RC04 – Sociology of Education – da ISA (International Sociological Association) 2010-2014 e 2014-2018. Vice Presidente da Sociedade Brasileira de Sociologia 2015-2017.

André Pires:

Professor do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade de Sorocaba (Uniso) e membro do Grupo de Estudos e Pesquisa sobre Políticas de Educação Superior – GEPES. É membro do Laboratório de Pesquisa em Ensino Superior (Lapes) e vice coordenador do Centro Latino-Americano de Pesquisa em Educação Superior (Celapes) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É bolsista Produtividade em Pesquisa do CNPq. Desenvolveu Pós-Doutorado na Universidade de Princeton (Estados Unidos) em 2017 e na Universidade Federal do Rio de Janeiro (2022). Tem experiência em sociologia da educação, com ênfase nos estudos sobre desigualdades, pobreza, políticas de inclusão e de permanência no ensino superior da América Latina


Programação:

#01 Encontro – 05/03:

  • O que é Educação Superior? Para que serve a Educação Superior? Por que pesquisar a ES e suas bases de legitimidade.

#02 Encontro – 12/03:

  • O que é Democratização do Ensino Superior?

#03 Encontro – 19/03:

  • Quem quer fazer ensino superior no Brasil?

#04 Encontro – 26/03:

  • Modelos Institucionais da Educação Superior: a diversidade do sistema brasileiro.

#05 Encontro – 02/04:

  • Pesquisa, Ensino, Extensão: o ideal de universidade no Brasil.

#06 Encontro – 09/04:

  • Avaliação e Regulação: o quadro normativo para o sistema ES brasileiro.

#07 Encontro – 16/04:

  • Governança / Sistema / Instituições.

#08 Encontro – 23/04:

  • Lógicas Institucionais e a Financeirização da Educação Superior.

#09 Encontro presencial – 30/04:

  • Seminário 1 – Educação Superior na América do Sul: Modelos Institucionais e Práticas Sociais.

#10 Encontro – 07/05:

  • Formas Institucionais num sistema diverso: funcionamento do SES Chinês.

#11 Encontro – 14/05:

  • Educação Superior, Credenciais e Mercado de Trabalho 1: Currículos, Certificados, Profissões.

#12 Encontro – 21/05:

  • Educação Superior, Credenciais e Mercado de Trabalho 2: Egressos e empregabilidade/trabalhabilidade.

#13 Encontro – 28/05:

  • Formas Didáticas, Tecnologias, EaD, Aprendizado.

#14 Encontro – 04/06:

  • Comparação Internacional: Brasil e Argentina.

#15 Encontro – 11/06:

  • Discussão sobre os trabalhos.

Informações do curso:

Período e carga horária:

De 5 de março a 11 de junho de 2026, às quintas-feiras das 18h às 21h. Carga horária de 45 horas/ 3 créditos. Curso online, apenas o encontro do dia 30 de abril será presencial.

Ementa e programação completa:

Versão para download (atualizada em 19/02/2026)

Online:

Link Zoom enviado aos inscritos.

Presencial:

Espaço Castro, Lessa e Conceição do Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ, Av. Rui Barbosa, 762 – Flamengo, Rio de Janeiro.

*Apenas o encontro do dia 30 de abril será presencial.

*Dúvidas relacionadas a assuntos educacionais: solangejorge@forum.ufrj.br

Pedagogia Universitária e Docência no Ensino Superior

INSCRIÇÕES ABERTAS

Cátedra Anísio Teixeira Complexo de Formação de Professores

APRESENTA

Pedagogia Universitária e Docência no Ensino Superior

11 MAR A 24 JUN 2026

Apresentação:

A disciplina Pedagogia Universitária e Docência no Ensino Superior tem como objetivo analisar criticamente a docência universitária no contexto contemporâneo, compreendendo seus fundamentos epistemológicos, pedagógicos, sociais e institucionais, com vistas a desenvolver práticas de ensino coerentes com a diversidade, a complexidade e os desafios do ensino superior. É destinada a professores universitários que desejam aprofundar sua prática pedagógica e pós-graduandos que se preparam para a docência, além de pesquisadores com interesse no desenvolvimento profissional docente.

Coordenação:

Giseli Barreto da Cruz (PPGE/UFRJ):

Professora Associada da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da UFRJ. Professora visitante no Centro de Investigação Avançada em Educação da Universidad de Chile, onde desenvolve pesquisa pós-doutoral com o apoio Capes PrInt (2022…). Possui Estágio Pós-Doutoral em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP) com o apoio do CNPq (PDJ); Doutorado e Mestrado em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio); Especialização em Supervisão, Orientação e Administração Escolar pela Universidade Federal Fluminense (UFF); e Licenciatura em Pedagogia pela Universidade Santa Úrsula (USU). Líder do Grupo de Estudos e Pesquisas em Didática e Formação de Professores (GEPED) e pesquisadora fundadora do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Didática e Formação de Professores (LEPED). É bolsista de produtividade de pesquisa do CNPq e Cientista do Nosso Estado/FAPERJ. Membro da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd), da Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação (ANFOPE) e da Associação Nacional de Didática e Prática de Ensino (ANDIPE). Atualmente exerce a função de vice coordenadora do GT 8 ? Formação de Professores da ANPEd. Coordenou o curso de Pedagogia da Faculdade de Educação da UFRJ (2013-2015) e o PIBID/Pedagogia da UFRJ (2012-2018). Foi organizadora do XX ENDIPE – Rio 2020: Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino. Anteriormente atuou na educação básica exercendo as funções de docente e de pedagoga em redes públicas de ensino. Reúne significativa experiência na área de Educação, como professora e pedagoga. Suas pesquisas recentes, financiadas pelo CNPq e FAPERJ, se inscrevem no campo da pesquisa com professores focalizando a articulação entre didática e conhecimento profissional docente, com particular interesse nos processos de indução docente de professores em situação de inserção profissional.


Programação:

#01 Encontro – 11/03:

  • A Universidade, o conhecimento e a docência no contexto atual. Transformações sociais, políticas e culturais da universidade; funções sociais; produção do conhecimento; saberes acadêmicos e saber docente; disputas de sentido.

#02 Encontro – 18/03:

  • A Universidade, o conhecimento e a docência no contexto atual. Continuidade e aprofundamento do eixo temático.

#03 Encontro – 25/03:

  • Pedagogia universitária e docência no ensino superior. Conceito de pedagogia universitária; didática no ensino superior.

#04 Encontro – 08/04:

Ensino como prática social e política; especificidades do ensinar na universidade; docência como profissão; ética, compromisso social e autonomia docente.

#05 Encontro – 15/04:

  • Ser e tornar-se professor universitário: formação, carreira e complexidade da docência; desenvolvimento profissional; condições de trabalho; avaliação docente e produtivismo; identidade e mal-estar docente.

#06 Encontro – 22/04:

  • Ser e tornar-se professor universitário: continuidade do eixo formação e carreira docente.

#07 Encontro – 29/04:

  • Articulações entre ensino, pesquisa e extensão. Indissociabilidade; princípio constitucional; tensões e desafios; possibilidades insurgentes.

#08 Encontro – 06/05:

  • Articulações entre ensino, pesquisa e extensão. Continuidade do eixo.

#09 Encontro – 13/05:

  • Juventude, diversidade e inclusão no ensino superior. Perfil dos estudantes; culturas juvenis; gênero, raça, classe, deficiência e interculturalidade; políticas de inclusão; sala de aula inclusiva.

#10 Encontro – 20/05:

  • Juventude, diversidade e inclusão no ensino superior. Continuidade do eixo.

#11 Encontro – 27/05:

  • Estudantes universitários e suas relações com o conhecimento, o trabalho e a formação profissional. Sentidos da formação; projeto de vida; universidade e empregabilidade; formação crítica.

#12 Encontro – 03/06:

  • Estudantes universitários e suas relações com o conhecimento, o trabalho e a formação profissional. Continuidade do eixo.

#13 Encontro – 10/06:

  • A aula e seus sentidos. Da transmissão à ensinagem; perspectivas colaborativas, participativas e investigativas; metodologia e avaliação no ensino superior.

#14 Encontro – 17/06:

  • A aula e seus sentidos. Continuidade e aprofundamento.

#15 Encontro – 24/06:

  • Encerramento do curso.

Informações sobre o curso:

Objetivo Geral:

Analisar criticamente a docência universitária no contexto contemporâneo, compreendendo seus fundamentos epistemológicos, pedagógicos, sociais e institucionais, com vistas a desenvolver práticas de ensino coerentes com a diversidade, a complexidade e os desafios do ensino superior.

Vagas:

30 vagas presenciais, destinadas a estudantes de Pós-Graduação Níveis Mestrado e Doutorado. Vagas online serão ofertadas aos demais interessados, como ouvintes, a critério da Coordenação.

Período e carga horária:

De 11/03 a 24/06/2026, às quartas-feiras, das 17:30 às 20:30, 45 horas/15 encontros de 3h.

Certificação:

Concedida aos participantes presenciais que cumprirem frequência mínima de 75% e apresentarem Trabalho de Conclusão de Curso. E certificação como ouvintes aos participantes online.

Ementa e programação completa:

Versão para download (atualizada em 19/02/2026)

Presencial:

Espaço Castro, Lessa e Conceição do Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ, Av. Rui Barbosa, 762 – Flamengo, Rio de Janeiro.

Online:

Link Zoom enviado aos inscritos como ouvites

*Dúvidas relacionadas a assuntos educacionais: solangejorge@forum.ufrj.br

Desafios Contemporâneos da Governança Global e os Novos BRICS – Lançamento de livro e debate

04 MAR – QUA – 16H30

Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ

APRESENTA

Global and Regional Governance in a Multi-Centric World

Os Novos BRICS: Potencialidades e Perspectivas

O livro aborda as principais características e desafios da coexistência entre duas formas de governança (a decorrente de Bretton Woods, por um lado, e, por outro, aquela relacionada aos mecanismos, acordos e instituições que vêm formando a plataforma liderada pelos países emergentes) e como esse processo tem impactado as principais macrorregiões do cenário internacional. Considerando a complexidade e as múltiplas dimensões que permeiam o tema, o livro apresenta as principais iniciativas sob uma perspectiva multicêntrica, na qual os atores se reposicionam dinamicamente para enfrentar um contexto internacional em transformação.

Baseado nas tendências mais recentes das relações internacionais, este livro oferece uma investigação incisiva dos novos modelos de governança que emergem em um mundo “multicêntrico”. Levanta questões prementes sobre a estabilidade global, como as seguintes: Essas potências emergentes conseguirão transformar a ordem global? Como elas vislumbram a cooperação internacional? Suas ideias podem coexistir com as potências ocidentais estabelecidas?

Por meio desta obra, os leitores poderão obter uma compreensão detalhada das forças que moldam o mundo de amanhã e dos potenciais caminhos para a sua reforma.

Editada em julho de 2025 por ocasião da 17ª Conferência de Cúpula dos BRICS, a obra, que vem à baila pela Editora Processo, oferece uma análise crítica e atual sobre as novas realidades dos BRICS, em um momento de forte transformação nas relações internacionais, em particular no que tange à atual crise do multilateralismo e da governança global. Estimulando o debate crítico, fruto de debates e pesquisas nessa seara, a obra busca contribuir para uma compreensão mais acurada da coalizão BRICS, tendo em vista o constante processo de transformação na arena internacional contemporânea.

Sobre Gabriel Rached:

É Pesquisador Acadêmico e Professor em Economia Política Internacional (Universidade Federal Fluminense). Membro Executivo do Núcleo de Estudos dos Países BRICS (NUBRICS/UFF). Possui doutorado em Economia Política Internacional (Universidade Federal do Rio de Janeiro) com tese sobre Organizações Multilaterais e Desenvolvimento Econômico. Desenvolve pesquisa e leciona sobre o tema Governança Global e está envolvido em atividades de graduação e pós-graduação. Nos últimos anos, tem realizado pesquisa de Pós-Doutorado (Università degli Studi di Milano) trabalhando com as mudanças no âmbito global e o novo arcabouço institucional conduzido por países emergentes no cenário internacional. Desde então, tem estudado temáticas relacionadas à Nova Ordem Mundial e às mudanças contemporâneas nas Instituições Internacionais, discutindo em particular novos acordos para o desenvolvimento e os desafios para coordenação e aumento da representatividade no cenário internacional.


Presencial:

Espaço Castro, Lessa e Conceição do Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ, Av. Rui Barbosa, 762 – Flamengo, Rio de Janeiro.

O Fim do Desejo

Programa de Pós-Graduação em Ciência da Literatura da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ

Cátedra Patricia Acioli

APRESENTAM

O Fim do Desejo

11 DE MAR A 22 DE JUN 2026

Fim, além de término ou ocaso, tem também o sentido de finalidade, e a duplicidade evoca e se nutre -nesse caso, decisivamente- de linguagens estruturadas por arquiteturas duplas, que se processem em dinâmica hesitante, ambígua, plurívoca e especulativa: literatura; arte; cinema. O campo da cultura seria o outro interpelado pela escrita literária e pelas artes, pelo cinema. O ponto de partida da reflexão que a disciplina propõe é a constatação (evidentemente controversa) do declínio do desejo, enquanto móvel individual e coletivo, cujo horizonte é político, e o percurso, histórico. O fim, ou declínio, do desejo “político” provocaria (ou expressaria) o fenômeno que Mark Fisher denomina “realismo capitalista”: as paixões estacionadas no pátio das lamentações, o hipermercado das perdas e gozos compulsivos, capturados pela gravitação funcionalizante-utilitária. Como pensar, conceber e narrar a passagem da cosmologia lisérgica hippie da era de Aquarius à tormenta niilista neoliberal yuppie do aparentemente paradoxal anarquismo neofascista (soi disant “libertário”). Como foi embotado pelo patriarcalismo o desejo pós-capitalista na luta de classes do antropoceno? Como se ajustou o regime moral-afetivo, da compaixão à indiferença, e da relação, mesmo hierárquica, ao indivíduo? Por que se tornou urgente repensar o conceito de hegemonia? E ainda: o que têm a literatura escrita por mulheres latino-americanas e a ficção científica a ver com essa encrenca? Quais poderiam ser as sutis conexões entre novas interpretações da violência (sobretudo contra as mulheres), via leitura crítica da irrealização estética do mundo, e o eventual revival do desejo de realização de outro mundo? A disciplina pretende desenrolar esse novelo, ampliando o interesse para alcançar os processos criativos, e debatendo com autoras-interlocutoras jovens, que têm pesquisado a produção literária de mulheres latino-americanas (e participarão da disciplina).

A bibliografia será selecionada com a turma, privilegiando as seguintes obras:

(A bibliografia indicada pode ser encontrada no site do PPG-CL)

  • ALBINO, Chiara; OLIVEIRA, Jainara; MELO, Mariana (org.). Neoliberalismo, neoconservadorismo e crise em tempos sombrios. Recife: Editora Seriguela, 2021.
  • ALMEIDA, Mauro. Caipora e outros conflitos ontológicos. São Paulo: Ubu, 2021.
  • BROWN, Wendy. Nas ruínas do neoliberalismo: a ascensão da política antidemocrática no Ocidente. Edição padrão (ebook), 2019.
  • CÁMARA, Gabriela Cabezón. As aventuras de China Iron. Trad. Silvia Massimi Feliz. Belo Horizonte: Moinhos, 2021.
  • CLIFFORD, James. “Sobre o surrealismo etnográfico” In A Experiência etnográfica: antropologia e literatura no século XX. RJ: Editora UFRJ, 1998.
  • COUTINHO, Rafael; SOARES, Luiz Eduardo. 2066. São Paulo: Narval.
  • DAS, Veena – “O ato de testemunhar: violência, gênero e subjetividade” In Cadernos Pagu (37), julho-dezembro de 2011:9-41. [Tradução: Plínio Dentzien] (“The Act of Witnessing: Violence, Gender, and Subjectivity” In Veena Das, Life and Words: Violence and the Descent into the Ordinary. Published by the University of California Press, 2007). 
  • DIDION, Joan. “Rastejando até Belém” In Rastejando até Belém; ensaios. SP: Todavia, 2021.
  • GALLARDO, Sara. Eisejuaz. Trad. Mariana Sanchez. Belo Horizonte: Relicário, 2021.
  • GALERA, Daniel. “Tokio” in O deus das avencas. São Paulo: Companhia das Letras, 2021.
  • GARZA, Cristina Rivera. O invencível verão de Liliana. São Paulo: Autêntica Contemporânea, 2022.
  • GERSTEL, Gary. The Rise and fall of the neoliberal order; America and the world in the free market era. New York: Oxford University Press, 2022.
  • HERR, Michael. Despachos do front. Rio de Janeiro: Objetiva, 2005.
  • HESTER, Helen. Xenofeminism. Cambridge: Polity Press, 2018.
  • HESTER, Helen; SRNICEK, Nick. After work; a history of the home and the fight for free time. Londres, NY: Verso, 2023.
  • FISHER, Mark. Desejo pós-capitalista: últimas aulas. SP: Autonomia Literária, 2025.
  • FUEGO, Andréa Del. Os malaquias. São Paulo: Companhia das Letras, 2022.
  • LUISELLI, Valeria. Arquivo das crianças perdidas. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2019.
  • MACHADO, Carmen Maria. O corpo dela e outras farras. Trad. Gabriel Oliva Brum. São Paulo: Planeta, 2018. 
  • MADRUGA, Elaine Vilar. O céu da selva. São Paulo: Editora Instante, 2025. 
  • MANIGLIER, Patrice. A Vida enigmática dos signos. Florianópolis: Cultura e Barbárie, 2023.
  • MERUANE, Lina. Tornar-se palestina. Belo Horizonte: Relicário, 2019.
  • OJEDA, Mónica. Mandíbula. São Paulo: Autêntica Contemporânea, 2022.
  • PASSÔ, Grace. Mata teu pai. Rio de Janero: Cobogó, 2023.
  • (Mata teu pai – ideo: https://www.youtube.com/watch?v=ftMOty5adVQ)
  • PASSÔ, Grace. Vaga Carne. Belo Horizonte: Javali, 2021.
  • (Vaga  Carne – média metragem  https://embaubaplay.com/catalogo/vaga-carne/)
  • PASSÔ, Grace. Repúblic, IMS, 2020  (curta: https://ims.com.br/convida/grace-passo/ )
  • RODRIGUES, Carol. Sem vista para o mar. São Paulo: Edith, 2014.
  • RODRIGUES, Carol. O melindre nos dentes da besta. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2019.
  • RODRIGUES, Carol. A mulher do padre. São Paulo: Todavia, 2023.
  • SCHWBLIN, Samanta. Pássaros na boca e Sete casas vazias: contos reunidos. São Paulo: Fósforo, Editora, 2022.
  • SOARES, Luiz Eduardo. Maré e a longa gestação do novo mundo. Rio de Janeiro: People’s Palace Projects do Brasil, 2021.
  • TERRON, Joca Reiners. Noite dentro da noite. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.
  • TERRON, Joca Reiners. A morte e o meteoro. São Paulo: Todavia, 2019.
  • VILAÇA, Aparecida, Francisco Vilaça Gaspar. Ficções amazônicas. São Paulo: Todavia, 2022.
  • VILAÇA, Aparecida. Paletó e eu. São Paulo: Todavia, 2022.
  • VILLADA, Camila Sosa. As malditas. São Paulo: Companhia das Letras, 2025.
  • WISNIK, José Miguel. Viagem do recado. São Paulo: Companhia das Letras, 2025.

Coordenação e docentes responsáveis:

  • Luiz Eduardo Soares
  • Felipe Lima
  • Leandro Saraiva (UFSCar & Pós-doutorando na CPA/CBAE/UFRJ)

Conteúdo programático:

Análise do declínio histórico do desejo político e de suas implicações estéticas, culturais e institucionais. Estudo das transformações dos regimes morais-afetivos no capitalismo contemporâneo, das relações entre patriarcalismo, antropoceno e luta de classes, e das reconfigurações do conceito de hegemonia. Leitura crítica da literatura escrita por mulheres latino-americanas e da ficção científica como dispositivos de interpretação da violência, da irrealização do mundo e das possibilidades de imaginação política e criação de outros horizontes de vida coletiva.

Vagas:

Não há limitação do número de vagas.

Período e carga horária:

De 11 de março a 22 de junho, às quartas-feiras, das 14h às 17h.
Carga horária total de 60 horas (4 créditos), distribuídas em 16 aulas.

Modalidade:

Presencial.

Inscrições:

Acadêmicos (níveis mestrado e doutorado): a inscrição deve ser realizada junto à Secretaria do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Literatura (PPGCL/UFRJ). O prazo final de inscrição é definido pelo PPGCL/UFRJ e deve ser consultado diretamente com a secretaria do programa.

Ouvintes:

Público em geral interessado em participar como ouvinte: entrar em contato pelo e-mail solangejorge@forum.ufrj.br – Técnica em Assuntos Educacionais

Ementa completa:

Versão para download (atualizada em 11/02/2026)

Presencial:

Espaço Castro, Lessa e Conceição do Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ, Av. Rui Barbosa, 762 – Flamengo, Rio de Janeiro.

*Dúvidas relacionadas a assuntos educacionais: solangejorge@forum.ufrj.br

Chamada 2026 do Programa Formação e Transformação em Futuros – Lato Sensu

Colégio Brasileiro de Altos Estudos – Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Curso de Pós-Graduação Lato Sensu – Formação e Transformação em Futuros

Em um mundo marcado por transformações aceleradas a capacidade de antecipar cenários e agir estrategicamente tornou-se essencial.  Governos, empresas, organizações sociais e indivíduos enfrentam ambientes mais complexos, onde tendências fortes convivem com incertezas críticas. Nesse contexto, a Formação em Futuros passou a ser um requisito estruturante para decisões de longo prazo. Para responder a essa demanda anunciamos a Chamada 2026 do Programa Futuros. Criado com a missão de ampliar a visão sobre políticas públicas, governança, sustentabilidade e inovação, o Programa articula metodologias avançadas de Letramento em Futuros e Prospectiva Social, Cenários e Conjunturas, Futuros Regenerativos, Futuros do Planeta,  Futuros do Estado, das Políticas Sociais, da Geopolítica, das Inovações Desruptivas.

Confira o Catálogo de Disciplinas (atualizado em 9/02/2026)

O Programa Futuros é único porque opera a partir de uma abordagem que conecta conhecimento prático e ciência contemporânea, inteligência artificial e capacitações. O Programa forma profissionais capazes de antecipar mudanças e construir alternativas concretas para desafios do desenvolvimento, sociais, ambientais e institucionais.

Ao longo do curso, os participantes desenvolvem competências que permitem:

  • interpretar e projetar cenários futuros;
  • navegar ambientes de alta volatilidade com base em tendências globais e evidências;
  • integrar sustentabilidade, inovação e governança em decisões estratégicas;
  • construir soluções criativas e práticas;
  • fortalecer redes profissionais e interinstitucionais.

O CBAE/UFRJ oferece uma formação de excelência, conduzida por professores, pesquisadores e especialistas reconhecidos, articulando ensino, pesquisa e implementação. A modalidade não presencial síncrona amplia o acesso e permite que profissionais de todo o Brasil participem de uma formação de altíssimo nível, com a qualidade acadêmica e a tradição pública da UFRJ, instituição que há mais de duas décadas desenvolve programas inovadores em Educação a Distância.

A UFRJ abre suas portas para formar uma nova geração de agentes de futuro.

Uma geração preparada para antecipar, imaginar e transformar — com rigor analítico, sensibilidade estética, inteligência coletiva e compromisso com a vida, o planeta e as próximas gerações.

Inscreva-se. Participe. Transforme futuros.

Faça o dowload do Catálogo de Disciplinas (atualizado em 9/02/2026)

Quer saber mais?

Entre em contato conosco pelo e-mail posfuturoscbae@forum.ufrj.br e descubra como este curso pode transformar sua visão de futuro!

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Aceleração Algorítmica e General Intellect: das Geopolíticas da Inteligência Artificial às Novas Interfaces do Cerebroceno

Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia – IBICT/UFRJ

Cátedra Francisco de Oliveira – Aceleração Algorítmica, Democracia e Trabalho

APRESENTAM

Aceleração Algorítmica e General Intellect: das Geopolíticas da Inteligência Artificial às Novas Interfaces do Cerebroceno

12 DE MAR A 25 DE JUN 2026

Apresentação:

A disciplina investiga o conceito de aceleração algorítmica como força histórica que atravessa simultaneamente a tecnologia, a política e a vida, reorganizando as formas de governo, de conflito e de produção da inteligência no século XXI. Parte-se da hipótese de que Big Data, megainfraestruturas de cálculo e a inteligência artificial conexionista constituem hoje um terreno conflitivo no qual se redefinem o lugar do humano, as formas institucionais e os modos de produção de crença, decisão e engajamento coletivo. Nesse contexto, a inteligência artificial emerge como tecnologia planetária e operador geopolítico central, articulando cadeias de semicondutores, data centers e fluxos globais de cérebros, e deslocando a política para o plano da disputa pelas infraestruturas, pelos ritmos cognitivos e pelos regimes de verdade que modulam a experiência social. A aceleração algorítmica expressa essa convergência ao integrar cálculo, poder e vida em um mesmo processo, reconfigurando o General Intellect e intensificando a exteriorização histórica da cognição até a formulação do Cerebroceno, entendido como a era em que o planeta se torna prótese cognitiva da inteligência coletiva socializada. Em contraste com leituras que reduzem a crise contemporânea a monopólios tecnológicos ou à economia da renda, a disciplina propõe compreender a mutação em curso como ontopolítica, na qual plataformas e IA operam como infraestruturas ativas do sensível, do conflito e da produção do real. É nesse horizonte que se inscreve a hipótese orientadora do curso: a possibilidade de imaginar e instituir formas de democracia aumentada para uma humanidade aumentada, capazes de reapropriar as potências tecnológicas e cognitivas da aceleração algorítmica e de reinventar os modos de convivência, decisão e criação coletiva na era do Cerebroceno.

Coordenação:

Giuseppe Cocco – Títular da Cátedra:

Atualmente é Professor Titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), vinculado aos Programas de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura e em Ciência da Informação (ECO-IBICT).  É graduado em Ciência Política pela Université de Paris 8, mestre em Ciência, Tecnologia e Sociedade pelo Conservatoire National des Arts et Métiers, e possui mestrado e doutorado em História Social pela Université de Paris I (Panthéon-Sorbonne). Realizou estágio pós-doutoral no Departamento de Estudos Psicossociais da Birkbeck, University of London (2017–2018). É “Cientista do Nosso Estado” (FAPERJ). Cocco coordena o Laboratório de Território e Comunicação (LABTeC) e é membro fundador da rede Universidade Nômade Brasil. Também é editor das revistas Lugar Comum e Multitudes (Paris). Sua pesquisa se concentra em trabalho, capitalismo digital, transformações urbanas e teoria política no Sul Global. Entre suas publicações estão GlobAL: Biopoder e lutas em uma América Latina globalizada (com Antonio Negri, 2005), MundoBraz (2009), KorpoBraz (2014) e New Neoliberalism and the Other: Biopower, Anthropophagy, and Living Money (com Bruno Cava, Lexington, 2018).


Felipe Fortes – Pesquisador Pós-Doutor:

É bacharel, mestre e doutor em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Brasil. Atualmente é pesquisador de pós-doutorado (FAPERJ) no Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde desenvolve pesquisa sobre o pensamento de Antonio Negri e sua relação com o Brasil e o Sul Global. É membro dos grupos de pesquisa Laboratório de Território e Comunicação (LABTeC) e da rede Universidade Nômade Brasil. Também é editor da revista Lugar Comum


Conteúdo programático:

Estudos da aceleração algorítmica como processo histórico que integra
cálculo, poder e vida, com foco na inteligência artificial conexionista, nas geopolíticas da IA e na reconfiguração do General Intellect. Análise do Cerebroceno como exteriorização planetária da inteligência e discussão das ambivalências da aceleração algorítmica, culminando na hipótese da democracia aumentada como horizonte de reinvenção política.

Vagas:

30 vagas presenciais, destinadas a estudantes de Pós-Graduação Níveis Mestrado e Doutorado. Vagas online serão ofertadas aos demais interessados, como ouvintes, a critério da Coordenação.

Período e carga horária:

De 12 de março a 25 de junho, às quintas-feiras, das 14h às 17h. Carga horária total de 60h (4 créditos), distribuidas em 15 encontros consecutivos.

Certificação:

Concedida aos participantes presenciais que cumprirem frequência mínima de 75% e apresentarem Trabalho de Conclusão de Curso. E certificação como ouvintes aos participantes online.

Ementa completa:

Versão para download (atualizada em 05/02/2026).

Presencial:

Espaço Castro, Lessa e Conceição do Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ, Av. Rui Barbosa, 762 – Flamengo, Rio de Janeiro.

Online:

Link Zoom enviado aos inscritos como ouvites

*Dúvidas relacionadas a assuntos educacionais: solangejorge@forum.ufrj.br


Aceleração Algorítmica, Democracia e Trabalho

Cátedra Francisco de Oliveira

Títulares: Giuseppe Cocco e Felipe Fortes

A proposta desta cátedra, apresentada por Giuseppe Cocco e Felipe Fortes, articula mais de três décadas de trajetória intelectual dedicada às transformações do trabalho, da democracia e do desenvolvimento à luz da globalização e da inovação tecnológica. Homenageando o sociólogo Francisco de Oliveira, o projeto parte da crítica à ideia de retorno a um modelo de bem-estar social nos moldes fordistas e se ancora na noção de capitalismo cognitivo, no qual o trabalho imaterial, disperso e comunicacional torna-se central à produção de valor. A proposta analisa como a aceleração algorítmica – por meio de big data, inteligência artificial e plataformas digitais – redefine os processos produtivos e desafia tanto a organização social do trabalho quanto os modelos institucionais da democracia. Também investiga os efeitos dessas dinâmicas sobre os territórios, destacando o papel das metrópoles como centros de mobilização social e disputas políticas. A Cátedra buscará aprofundar reflexões críticas sobre os limites do neoliberalismo, o esgotamento das políticas públicas tradicionais e os novos modos de luta e organização social emergentes diante da crise das instituições democráticas e da intensificação da automação e da vigilância algorítmica.

Proposta na íntegra