Aceleração Algorítmica e General Intellect: das Geopolíticas da Inteligência Artificial às Novas Interfaces do Cerebroceno

Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia – IBICT/UFRJ

Cátedra Francisco de Oliveira – Aceleração Algorítmica, Democracia e Trabalho

APRESENTAM

Aceleração Algorítmica e General Intellect: das Geopolíticas da Inteligência Artificial às Novas Interfaces do Cerebroceno

12 DE MAR A 25 DE JUN 2026

Apresentação:

A disciplina investiga o conceito de aceleração algorítmica como força histórica que atravessa simultaneamente a tecnologia, a política e a vida, reorganizando as formas de governo, de conflito e de produção da inteligência no século XXI. Parte-se da hipótese de que Big Data, megainfraestruturas de cálculo e a inteligência artificial conexionista constituem hoje um terreno conflitivo no qual se redefinem o lugar do humano, as formas institucionais e os modos de produção de crença, decisão e engajamento coletivo. Nesse contexto, a inteligência artificial emerge como tecnologia planetária e operador geopolítico central, articulando cadeias de semicondutores, data centers e fluxos globais de cérebros, e deslocando a política para o plano da disputa pelas infraestruturas, pelos ritmos cognitivos e pelos regimes de verdade que modulam a experiência social. A aceleração algorítmica expressa essa convergência ao integrar cálculo, poder e vida em um mesmo processo, reconfigurando o General Intellect e intensificando a exteriorização histórica da cognição até a formulação do Cerebroceno, entendido como a era em que o planeta se torna prótese cognitiva da inteligência coletiva socializada. Em contraste com leituras que reduzem a crise contemporânea a monopólios tecnológicos ou à economia da renda, a disciplina propõe compreender a mutação em curso como ontopolítica, na qual plataformas e IA operam como infraestruturas ativas do sensível, do conflito e da produção do real. É nesse horizonte que se inscreve a hipótese orientadora do curso: a possibilidade de imaginar e instituir formas de democracia aumentada para uma humanidade aumentada, capazes de reapropriar as potências tecnológicas e cognitivas da aceleração algorítmica e de reinventar os modos de convivência, decisão e criação coletiva na era do Cerebroceno.

Coordenação:

Giuseppe Cocco – Títular da Cátedra:

Atualmente é Professor Titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), vinculado aos Programas de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura e em Ciência da Informação (ECO-IBICT).  É graduado em Ciência Política pela Université de Paris 8, mestre em Ciência, Tecnologia e Sociedade pelo Conservatoire National des Arts et Métiers, e possui mestrado e doutorado em História Social pela Université de Paris I (Panthéon-Sorbonne). Realizou estágio pós-doutoral no Departamento de Estudos Psicossociais da Birkbeck, University of London (2017–2018). É “Cientista do Nosso Estado” (FAPERJ). Cocco coordena o Laboratório de Território e Comunicação (LABTeC) e é membro fundador da rede Universidade Nômade Brasil. Também é editor das revistas Lugar Comum e Multitudes (Paris). Sua pesquisa se concentra em trabalho, capitalismo digital, transformações urbanas e teoria política no Sul Global. Entre suas publicações estão GlobAL: Biopoder e lutas em uma América Latina globalizada (com Antonio Negri, 2005), MundoBraz (2009), KorpoBraz (2014) e New Neoliberalism and the Other: Biopower, Anthropophagy, and Living Money (com Bruno Cava, Lexington, 2018).


Felipe Fortes – Pesquisador Pós-Doutor:

É bacharel, mestre e doutor em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Brasil. Atualmente é pesquisador de pós-doutorado (FAPERJ) no Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde desenvolve pesquisa sobre o pensamento de Antonio Negri e sua relação com o Brasil e o Sul Global. É membro dos grupos de pesquisa Laboratório de Território e Comunicação (LABTeC) e da rede Universidade Nômade Brasil. Também é editor da revista Lugar Comum


Conteúdo programático:

Estudos da aceleração algorítmica como processo histórico que integra
cálculo, poder e vida, com foco na inteligência artificial conexionista, nas geopolíticas da IA e na reconfiguração do General Intellect. Análise do Cerebroceno como exteriorização planetária da inteligência e discussão das ambivalências da aceleração algorítmica, culminando na hipótese da democracia aumentada como horizonte de reinvenção política.

Vagas:

30 vagas presenciais, destinadas a estudantes de Pós-Graduação Níveis Mestrado e Doutorado. Vagas online serão ofertadas aos demais interessados, como ouvintes, a critério da Coordenação.

Período e carga horária:

De 12 de março a 25 de junho, às quintas-feiras, das 14h às 17h. Carga horária total de 60h (4 créditos), distribuidas em 15 encontros consecutivos.

Certificação:

Concedida aos participantes presenciais que cumprirem frequência mínima de 75% e apresentarem Trabalho de Conclusão de Curso. E certificação como ouvintes aos participantes online.

Ementa completa:

Versão para download (atualizada em 05/02/2026).

Presencial:

Espaço Castro, Lessa e Conceição do Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ, Av. Rui Barbosa, 762 – Flamengo, Rio de Janeiro.

Online:

Link Zoom enviado aos inscritos como ouvites

*Dúvidas relacionadas a assuntos educacionais: solangejorge@forum.ufrj.br


Aceleração Algorítmica, Democracia e Trabalho

Cátedra Francisco de Oliveira

Títulares: Giuseppe Cocco e Felipe Fortes

A proposta desta cátedra, apresentada por Giuseppe Cocco e Felipe Fortes, articula mais de três décadas de trajetória intelectual dedicada às transformações do trabalho, da democracia e do desenvolvimento à luz da globalização e da inovação tecnológica. Homenageando o sociólogo Francisco de Oliveira, o projeto parte da crítica à ideia de retorno a um modelo de bem-estar social nos moldes fordistas e se ancora na noção de capitalismo cognitivo, no qual o trabalho imaterial, disperso e comunicacional torna-se central à produção de valor. A proposta analisa como a aceleração algorítmica – por meio de big data, inteligência artificial e plataformas digitais – redefine os processos produtivos e desafia tanto a organização social do trabalho quanto os modelos institucionais da democracia. Também investiga os efeitos dessas dinâmicas sobre os territórios, destacando o papel das metrópoles como centros de mobilização social e disputas políticas. A Cátedra buscará aprofundar reflexões críticas sobre os limites do neoliberalismo, o esgotamento das políticas públicas tradicionais e os novos modos de luta e organização social emergentes diante da crise das instituições democráticas e da intensificação da automação e da vigilância algorítmica.

Proposta na íntegra


Vencedores do China-Latin America Challenge to Alleviate Poverty 2025 reunidos em Pequim

NOTÍCIA

Vencedores do China-Latin America Challenge to Alleviate Poverty 2025 reunidos em Pequim.

Para saber mais sobre o desafio de 2025, clique aqui: https://cbae.ufrj.br/2025/08/01/competicao-reune-estudantes-do-brasil-chile-peru-e-china-para-desenvolver-solucoes-contra-a-pobreza/

Fique ligado, pois em breve divulgaremos a edição de 2026!

Tópicos Especiais em Inteligência Artificial II  –  Interfaces com outras Áreas do Conhecimento

INSCRIÇÕES ABERTAS ATÉ 9/3

Cátedra Fredric Michael Litto

APRESENTA

Tópicos Especiais em Inteligência Artificial II  –  Interfaces com outras Áreas do Conhecimento

20 DE MAR A 12 DE JUN 2026

Apresentação:

O curso abordará o impacto das novas Inteligências Artificiais na sociedade, destacando tanto as potenciais oportunidades quanto os riscos associados. O conteúdo visa proporcionar uma compreensão dessas tecnologias e suas implicações nas diversas áreas de conhecimento, preparando os participantes para se aprofundarem no tema, ao mesmo tempo que estarão capacitados para debater criticamente os assuntos correlatos.

Coordenação:

Ronaldo Mota – Titular da Cátedra:

Titular da Cátedra em Inteligência Artificial e Metacognição e Pesquisador Visitante Emérito/FAPERJ do Colégio Brasileiro de Altos Estudos (CBAE/UFRJ); Professor Titular aposentado de Física da Universidade Federal de Santa Maria; Diretor-Secretário da Academia Brasileira de Educação e Membro do Comitê de Assuntos Estratégicos do BNDES. Possui Pós-Doutorado nas Universidades de Utah, nos Estados Unidos, e de British Columbia, no Canadá. Foi Chanceler e Reitor da Universidade Estácio de Sá, além de Pesquisador nível 1 do CNPq. Trabalhou como Professorial Visiting Fellow no Instituto de Educação da Universidade de Londres (Reino Unido), além de ter desempenhado cargos públicos como Secretário Nacional de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, Secretário Nacional de Educação a Distância, Secretário Nacional de Educação Superior e foi Ministro Interino do Ministério da Educação. Foi condecorado pelo Presidente da República do Brasil com a Ordem Nacional do Mérito Científico, na Classe Grã-Cruz, como Comendador.

Gabriel Goldmeier – Pesquisador Pós-doutor:

Pesquisador associado (pós-doutor) da Cátedra em Inteligência Artificial e Metacognição do Colégio Brasileiro de Altos Estudos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (CBAE/UFRJ). Licenciado em Matemática e Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, é mestre em Filosofia Política pela UFRGS, doutor em Filosofia e Educação pelo Institute of Education da University College London (Reino Unido) e realizou pós-doutorado em Ciência da Informação pela UFRGS. Atua há mais de duas décadas na educação básica e superior, com experiência docente nas áreas de Matemática e Filosofia e atuação em políticas públicas educacionais, incluindo a coordenação da Comissão Técnica de Humanidades do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD/MEC). Sua pesquisa e atuação concentram-se na interface entre educação, filosofia, matemática e inteligências artificiais, com foco em projetos pedagógicos e formação continuada de professores.


Curso Tópicos Especiais em Inteligência Artificial II

(Estrutura Curricular por Tópicos)

Tópico #1: 20/03:

  • Atualização do Olhar Sobre a Era das IAs (um balanço do TEIA 1

Tópico #2: 27/03:

  • As Linguagens e as IAs

Tópico #3: 10/04:

  • As IAs Para Além dos Grandes Modelos de Linguagem 

Tópico #4: 17/04:

  • Educação na Era das IAs 

Tópico #5: 08/05:

  • Políticas Públicas para a Era das IAs 

Tópico #6: 15/05:

  • Adaptando a Legislação à Era das IAs 

Tópico #7: 22/05:

  • O Desenvolvimento das Ciências na Era das IAs 

Tópico #8: 29/05:

  • Relações Comerciais na Era das IAs 

Tópico #9: 05/06:

  • Artes e Criatividade na Era das IAs 

Avaliação:  12/06:

  • Data Final Para Apresentação dos Trabalhos de Conclusão

Informações do curso:

Vagas:

30 vagas presenciais, sendo 10 destinadas prioritariamente a estudantes de Pós-Graduação da UFRJ e 20 a candidatos com perfis aderentes à proposta do curso. Vagas online serão ofertadas aos demais interessados, como ouvintes, a critério da Coordenação.

Período e carga horária:

De 20 de março a 12 de junho de 2026, às sextas-feiras, das 15h às 18h.
Carga horária total de 30 horas (2 créditos), distribuídas em 11 encontros consecutivos.

Certificação:

Concedida exclusivamente aos participantes presenciais que cumprirem frequência mínima de 75% e apresentarem Trabalho de Conclusão de Curso.

Metodologia:

As aulas são organizadas com uma etapa inicial de contextualização, seguida, sempre que possível, da participação de convidados especialistas subsequentemente.

Trabalho de Conclusão de Curso:

Entrega até 12 de junho de 2026. O tema deverá estar relacionado aos conteúdos do curso e será submetido à aprovação dos docentes responsáveis.

Pré-requisito:

A participação no curso Tópicos Especiais em Inteligência Artificial I – O Papel das IAs na Sociedade não constitui pré-requisito para esta segunda edição. Os cursos são independentes, ainda que correlacionados.

Ementa completa:

Versão para download (atualizada em 27/01/2026).

Presencial:

Espaço Castro, Lessa e Conceição do Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ, Av. Rui Barbosa, 762 – Flamengo, Rio de Janeiro.

Online:

Link Zoom enviado aos inscritos como ouvites

Transmissão:

Canal do Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ no YouTube

*Dúvidas relacionadas a assuntos educacionais: solangejorge@forum.ufrj.br


Cátedra Inclusão Digital no Contexto das Inteligências Artificiais: a Abordagem Metacognitiva:

Patronesse Lena Vania Ribeiro Pinheiro e patrono Fredric Michael Litto

Titular Ronaldo Mota e Gabriel Goldmeier – Pesquisador Pós-doutor

A proposta de Ronaldo Mota e Gabriel Goldmeier se dedica à análise crítica e multidisciplinar da relação entre tecnologias digitais, inteligência artificial e inclusão educacional, com foco no desenvolvimento da metacognição e da aprendizagem independente. A partir de uma trajetória acadêmica que transita entre a física, a política pública e a educação tecnológica, Mota propõe uma Cátedra voltada para o fortalecimento da racionalidade pública diante dos desafios e incertezas das inteligências artificiais. O projeto prevê ações concretas, como seminários, redes colaborativas nacionais e internacionais, além de parcerias com instituições públicas, como a Secretaria Municipal de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, por meio das Naves do Conhecimento. A Cátedra aposta na formação de um ecossistema de experimentação que integre educação, inovação e cidadania digital, buscando promover a democratização do acesso ao conhecimento e o desenvolvimento de competências críticas para o século XXI.

Proposta na íntegra


Conferência de lançamento Cátedra Lena Vania Ribeiro Pinheiro e Fredric Michael Litto de Inteligência Artificial e Metacognição:

Confira a apresentação dos planos de atividades para 2025 e 2026, voltados à integração entre educação, IA e cidadania:

I Simpósio de Estágio Supervisionado e Práticas de Ensino abre chamada para submissão de trabalhos

SUBMISSÃO DE TRABALHOS ATÉ 6/2

A Faculdade de Educação e o Complexo de Formação de Professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro

APRESENTAM

I Simpósio de Estágio Supervisionado e Práticas de Ensino – SESPE-UFRJ 2026

DE 3 A 5 DE MARÇO – CAMPUS PRAIA VERMELHA UFRJ

O simpósio convida professores da educação básica e superior, estudantes de licenciatura, pesquisadores e gestores educacionais a submeterem trabalhos que abordem o estágio supervisionado e as práticas de ensino como dimensões centrais da formação docente, articulando ensino, pesquisa e extensão em contextos reais e diversos de escolarização.

O SESPE-UFRJ 2026 se constitui como um espaço acadêmico-pedagógico de socialização de experiências, estudos e pesquisas, voltado ao fortalecimento da formação inicial e continuada de professores e à ampliação das parcerias entre universidade, escola e comunidade. A programação do evento será organizada em mesas e rodas de conversa simultâneas, promovendo o diálogo horizontal e a reflexão coletiva sobre os desafios contemporâneos da docência e da escola pública.

Prazo para submissão de trabalhos:

17 de novembro de 2025 a 6 de fevereiro de 2026

Áreas temáticas:

  • As Práticas de Ensino e o Estágio Supervisionado: a formação docente inclusiva em destaque;
  • Estágio e Práticas de Ensino: por uma formação de professores comprometida com a equidade e a valorização da diversidade;
  • Experiências formativas insurgentes nos estágios supervisionados: uma imersão na cultura escolar;
  • Linguagens, diversidade e subjetividade na formação de professores;
  • Parceria Universidade–Escola: cultura, conhecimento e docência.

O SESPE-UFRJ 2026 se insere em um movimento de fortalecimento da formação docente comprometida com a equidade, a diversidade, a inclusão e a defesa da escola pública, reafirmando o estágio supervisionado e as práticas de ensino como espaços privilegiados de aprendizagem da docência.

Universidade Latino-Americana, Soberania Regional e Desafios Atuais por Darcy Ribeiro – Curso Online

INSCRIÇÕES ABERTAS

O Fórum Brasileiro de Estudos Avançados – FOBREAV, no âmbito das atividades do Instituto de Estudos Avançados Transdisciplinares da UFMG e do Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ

APRESENTA

Tópicos em Estudos Transdisciplinares: Universidade latino-americana, soberania regional e desafios atuais por Darcy Ribeiro

Disciplina teórica, em formato virtual, dedicada à análise crítica da concepção de universidade latino-americana formulada por Darcy Ribeiro, examinando seus fundamentos teóricos, seus desdobramentos na América Latina na segunda metade do século XX e sua atualidade frente aos desafios das democracias contemporâneas. A disciplina aborda a noção de “universidade necessária”, compreendida como projeto contra-hegemônico de produção do conhecimento, articulando ensino, pesquisa, extensão e autonomia universitária, e investiga o papel das universidades públicas na disputa pela soberania, pela integração regional e pelo fortalecimento do Estado democrático de direito. O curso propõe uma problematização sistemática da obra de Darcy Ribeiro, com ênfase nas relações entre educação, ciência, tecnologia, inovação e democracia, estimulando a reflexão crítica sobre o tempo presente e sobre alternativas à crise democrática na América Latina, tendo a universidade e a produção científica como eixos centrais dessas disputas.

Sobre Darcy Ribeiro:

Darcy Ribeiro (1922–1997) foi um dos mais importantes intelectuais latino-americanos do século XX, com atuação decisiva nos campos da antropologia, da educação, da política pública e do pensamento crítico sobre a formação social e cultural do Brasil e da América Latina. Definia-se como um homem de “muitas peles”: etnólogo indigenista, antropólogo, educador, gestor público, político militante e romancista, articulando produção intelectual e intervenção direta na realidade social.

Sua trajetória acadêmica teve início na antropologia cultural, com forte atuação no campo indigenista. Participou da fundação do Museu do Índio, em 1953, e esteve envolvido na criação do primeiro curso de pós-graduação em antropologia cultural no Brasil. Atuou como professor na Escola Brasileira de Administração Pública da Fundação Getulio Vargas e, posteriormente, na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Nesse período, estabeleceu colaboração decisiva com Anísio Teixeira, cuja concepção de educação pública, democrática e integral marcaria profundamente seu pensamento e sua prática.

O golpe civil-militar de 1964 levou Darcy Ribeiro ao exílio, experiência que teve papel estruturante em sua inflexão intelectual. Foi nesse contexto que amadureceu uma leitura mais complexa da América Latina como espaço histórico, cultural e civilizacional próprio, afastando-se de matrizes eurocêntricas e evolucionistas. No exílio, consolidou sua reflexão sobre integração regional, soberania cultural e o papel estratégico da universidade latino-americana na superação das heranças coloniais e das desigualdades estruturais.

Sua obra educacional é central para o debate universitário contemporâneo. Em livros como A universidade necessária e La universidad latinoamericana, Darcy Ribeiro formulou um projeto de universidade baseado na interdisciplinaridade, na autonomia universitária e de cátedra, no investimento em ciência e tecnologia de ponta, no compromisso social e na participação ativa do corpo discente. Para ele, a universidade deveria ser instrumento de democratização do conhecimento, formação crítica e afirmação da soberania nacional e regional.

Como gestor público, foi responsável por projetos estruturantes na área da educação, entre eles a concepção dos Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs), implantados no Rio de Janeiro nos anos 1980, reafirmando a educação integral como política de Estado. Sua atuação política e intelectual esteve sempre orientada por uma visão estratégica de desenvolvimento, na qual ciência, tecnologia, cultura e educação ocupam papel central.

Nos últimos anos de vida, Darcy Ribeiro dedicou-se à síntese de seu pensamento em O povo brasileiro (1995), obra que considerava o coroamento de sua trajetória intelectual. Mesmo reconhecendo os limites e fracassos de seus projetos, manteve até o fim uma postura utópica no sentido forte do termo: a capacidade de projetar futuros possíveis para o Brasil e para a América Latina, tomando a universidade como eixo fundamental de transformação social, democrática e civilizatória.


Estrutura Curricular por Tópicos:

  • Tópico 1 – Apresentação da disciplina;
  • Tópico 2 – A integração latino-americana proposta por Darcy Ribeiro e seus legados;
  • Tópico 3 – O exílio de Darcy Ribeiro e sua atuação intelectual para a integração regional do debate universitário;
  • Tópico 4 – A questão universitária latino-americana;
  • Tópico 5 – A universidade latino-americana de Darcy Ribeiro;
  • Tópico 6 – Autonomia universitária e de cátedra como constitutivas do projeto universitário;
  • Tópico 7 – Ciência, tecnologia e inovação para um projeto universitário necessário;
  • Tópico 8 – A extensão como pilar da universidade ribeiriana;
  • Tópico 9 – Democratização da universidade para um projeto de soberania;
  • Tópico 10 – Gênero, raça e classe na construção da universidade necessária para a América Latina;
  • Tópico 11 – O papel da ciência e da tecnologia para a soberania nacional;
  • Tópico 12 – A universidade na integração regional e iniciativas como a AUGM;
  • Tópico 13 – Universidade latino-americana, soberania regional e desafios atuais;
  • Tópico 14 – Políticas públicas necessárias para a universidade e a educação diante dos desafios da democracia contemporânea;
  • Tópico 15 – Avaliação da disciplina e entrega de relatórios.

Professoras Responsáveis: 

Adriane Vidal Costa (IEAT-UFMG):

Adriane Aparecida Vidal Costa – professora responsável e coordenadora da disciplina, é Professora Associada do Departamento de História da Universidade Federal de Minas Gerais, doutora em História pela UFMG, com pós-doutorado em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas. Atua em História das Américas, com ênfase em história intelectual, exílios latino-americanos e circulação transnacional de ideias, tendo desenvolvido pesquisas sobre Darcy Ribeiro e as redes intelectuais latino-americanas. Integra a Comissão Gestora da Cátedra Darcy Ribeiro: Soberania, Educação e Política, no IEAT/UFMG.

Stella Ferreira Gontijo (IEAT-UFMG):

Stella Ferreira Gontijo – também professora responsável e coordenadora da disciplina, é doutora em História pela Universidade Federal de Minas Gerais, com atuação em História Intelectual, Estudos de Gênero, Epistemologias do Sul e Teoria Decolonial, com foco na América Latina. Foi pesquisadora visitante na University of New Mexico (2023–2024), com apoio da Fulbright, e integra a Cátedra Darcy Ribeiro: Soberania, Educação e Política, em residência pós-doutoral no IEAT/UFMG.

Ana Célia Castro (CBAE-UFRJ):

Professora Titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Diretora do Colégio Brasileiro de Altos Estudos UFRJ. Vice-Coordenadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento (INCT/PPED). Presidente do FOBREAV (Fórum Brasileiro de Estudos Avançados). Secretariado do Conselho Consultivo Nacional do T20 Brasil. Membro do IBRACH (Instituto de Estudos Brasil – China). Senior Fellow do CEBRI (Centro Brasileiro de Relações Internacionais).


Informações do curso:

Público alvo:

Estudantes da graduação e pós-graduação; público em geral como ouvinte.

Carga Horária:

30h/2 créditos / 15 módulos.

Período e Horário:

Semanalmente, às quartas-feiras, das 19h às 20h30h;

Início e término:

18/03/2026 a 24/06/2026.

Ementa completa:

Versão para download (atualizada em 22/10/2025)

*Dúvidas relacionadas a assuntos educacionais: solangejorge@forum.ufrj.br

Global Hybrid Classroom: cursos da Universidade de Tsinghua para UFRJ

INSCRIÇÕES ATÉ 13 JAN

Estão abertas as inscrições para docentes e alunos da UFRJ interessados nas disciplinas do primeiro semestre de 2026 oferecidas pela Universidade de Tsinghua no âmbito do Programa Global Hybrid Classroom (GHC).

As inscrições devem ser feitas até 13 de janeiro pela plataforma do programa https://ghc.yuketang.cn/pro/portal/trainprojectdetail/200. O resultado do processo de inscrição será divulgado na plataforma dia 21 de janeiro e as aulas terão início em 25 de fevereiro.

O Programa Global Hybrid Classroom visa conectar estudantes e professores de diferentes países, proporcionando uma experiência de aprendizado intercultural e expandindo os horizontes acadêmicos através do compartilhamento de disciplinas de graduação e pós-graduação entre instituições parceiras. A iniciativa da Universidade de Tsinghua conta com a colaboração da UFRJ, por meio da parceria com o Colégio Brasileiro de Altos Estudos (CBAE), além de outras universidades de prestígio ao redor do mundo.

Confira a lista de cursos e as ementas disponíveis para o 1º semestre de 2026.

Veja o passo a passo para o seu registro na plataforma do GHC.

A plataforma do GHC é utilizada exclusivamente para o processo de inscrição nos cursos. Os estudantes ainda precisarão participar das aulas de forma síncrona por meio de outras ferramentas on-line.

Há duas modalidades de participação no programa: com créditos e como ouvinte.

– Com créditos: os estudantes deverão cumprir todas as provas e requisitos de avaliação dos cursos. Após a concluí-los, receberão um histórico escolar oficial emitido pela Universidade Tsinghua.

– Como ouvinte: os estudantes precisam apenas assistir às aulas, não sendo obrigados a realizar provas ou avaliações, e não será emitido histórico escolar.

O número de vagas com créditos e como ouvinte indicado na lista de cursos acima refere-se ao total de vagas disponíveis para todas as universidades parceiras do programa. Considerando a capacidade limitada de algumas turmas, nem todas as inscrições poderão ser atendidas, e agradecemos a compreensão nesse sentido.

Novos institutos ingressam no FOBREAV e ampliam a cooperação acadêmica no país

NOTÍCIA

O Fórum Brasileiro de Estudos Avançados (FOBREAV), atualmente presidido pelo Colégio Brasileiro de Altos Estudos (CBAE-UFRJ), em nome de sua diretora-geral, Ana Célia Castro, inicia um novo ciclo de trabalhos com a incorporação de quatro novos membros à sua rede nacional de cooperação acadêmica. As adesões foram aprovadas em assembleia recente do Fórum e reforçam o papel dos estudos avançados como espaço estratégico de reflexão interdisciplinar sobre os grandes desafios científicos, sociais e institucionais do Brasil.

Passam a integrar o FOBREAV o Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz, a Diretoria de Altos Estudos da ENAP, responsável por seus programas de pós-graduação stricto sensu, o Núcleo de Estudos Avançados do Instituto Oswaldo Cruz e o Núcleo de Estudos Avançados da UNESP. A entrada desses novos integrantes amplia a diversidade institucional do Fórum e fortalece o diálogo entre universidade, ciência aplicada, saúde pública e políticas públicas.

Criado em 2015, a partir da articulação entre institutos e centros de estudos avançados vinculados a universidades e instituições de pesquisa, o FOBREAV consolidou-se como um espaço singular de ação e reflexão crítica sobre pesquisas prospectivas de caráter inter e transdisciplinar. Sua atuação parte do entendimento de que problemas complexos — como desigualdades sociais, transformações tecnológicas, desafios ambientais, saúde coletiva e governança democrática — exigem abordagens que transcendam fronteiras disciplinares e promovam a circulação qualificada de ideias, saberes e experiências.

A incorporação dos novos membros reafirma essa vocação. Instituições com trajetórias distintas, mas convergentes no compromisso com a produção de conhecimento avançado e socialmente responsável, passam a compartilhar agendas, debates e iniciativas no âmbito do Fórum. Trata-se de um movimento que reconhece a maturidade do campo dos estudos avançados no Brasil e, ao mesmo tempo, projeta novas possibilidades de cooperação acadêmica, institucional e intersetorial.

Nesse processo, o papel do CBAE-UFRJ, que exerce a presidência do FOBREAV, tem sido o de articulação e cuidado institucional: garantir um espaço de escuta, pluralidade e convergência, no qual diferentes tradições acadêmicas possam dialogar em pé de igualdade. Essa condução coletiva e discreta tem permitido que o Fórum se afirme não apenas como uma rede formal, mas como uma comunidade intelectual comprometida com o futuro da universidade brasileira e com sua responsabilidade pública.

Ao iniciar este novo ciclo, o FOBREAV reúne hoje um conjunto expressivo de institutos e centros de estudos avançados de diferentes regiões do país, consolidando-se como um ponto de encontro entre ciência, cultura, tecnologia e reflexão crítica. A chegada dos novos membros sinaliza boas novas para o campo: mais vozes, mais perspectivas e mais capacidade de pensar, de forma compartilhada, os rumos do conhecimento e da sociedade brasileira.

Programa de Cátedras 2026 – Chamada Pública e Cronograma Atualizado

CHAMADA PÚBLICA – PROGRAMA DE CÁTEDRAS DO CBAE – EDITAL Nº 1/2025

Prorrogação do prazo de submissão de propostas

A Diretora do Colégio Brasileiro de Altos Estudos (CBAE/UFRJ), no uso de suas atribuições regimentais, informa a prorrogação do prazo de envio das propostas referentes ao Edital nº 1/2025 – Chamada Pública para Seleção de Candidatos ao Programa de Cátedras para o ano de 2026.

O edital estabelece as normas para a seleção de até oito Cátedras, destinadas a professores titulares há mais de cinco anos, ou equivalentes, com reconhecida liderança em seu campo de atuação, conforme requisitos descritos no documento oficial. As propostas devem apresentar projeto de atividades de ensino, pesquisa, ciclos temáticos ou inovações acadêmicas, além da indicação de patrono(a) e demais itens previstos no edital.

O Programa de Cátedras visa fomentar atividades acadêmicas de excelência, articulando disciplinas transversais, redes de especialistas, oficinas temáticas e ciclos de conferências, abrangendo áreas como sustentabilidade, inteligência artificial, culturas e artes, desigualdades, futuros desejáveis, saúde, juventude, combate à fome, entre outras temáticas contempladas no Regulamento (Anexo I).

Cronograma atualizado:

A Diretora do Colégio Brsileiro de Altos Estudos, no uso das suas atribuições, decidiu postergar a entrega das propostas das Cátedras definidas no Edital 1 de 2025.

  • Data limite para envio das propostas: 5 de janeiro de 2026
  • Resultado da seleção: 10 de março de 2026
  • Início das Cátedras: a partir de 15 de março de 2026

Edital completo:

A íntegra do edital, contendo requisitos, orientações para submissão e áreas temáticas, está disponível para consulta no anexo desta publicação. Download do Edital competo.

Sobre o Programa e edições anteriores:

Programa de Cátedras 2020-2025

Contato:

Romancistas Brasileiras Negras no Século XXI

24 NOV – SEG – 17H – ONLINE

 Cátedra Machado de Assis de Literatura

APRESENTA

Romancistas Brasileiras Negras no Século XXI: Construções Ana Maria Gonçalves/ Ana Paula Maia/ Conceição Evaristo/ Eliana Alves Cruz

Contanto o romance brasileiro de autoria feminina negra remonte ao século XIX, com Úrsula, de Maria Firmina dos Reis, não há dúvida de que é no alvorecer do novo milênio a Literatura do nosso país vê a multiplicação de escritoras negras, com suas particularidades, perspectivas, subjetividades e singularidades. Esse fenômeno, fruto de múltiplas condições intra e extraliterárias, será objeto da mesa-redonda “Romancistas Brasileiras Negra no Século XXI: Construções”, que abordará as obras das escritoras Ana Maria Gonçalves, Ana Paula Maia, Conceição Evaristo e Eliana Alves Cruz, a partir da análise dos romances de estreia de cada uma delas.

Debatedores:

Jorge Marques:

Possui graduação em Letras pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Possui mestrado em Letras (Letras Vernáculas – Literatura Brasileira) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e doutorado pelo mesmo programa de pós-graduação. É professor titular do Colégio Pedro II, onde atualmente exerce a função de Assessor de Ações Afirmativas e Direitos Humanos. Sua área de estudo é Letras, com ênfase em Literatura Brasileira. É autor de obras de crítica literária e literatura juvenil. Atua principalmente nos seguintes temas: letramento literário, ensino de Literatura, estudos de gênero.

Luciano Nascimento:

Natural de São Gonçalo/ RJ, Luciano Nascimento é pai, filho, marido, tio, mangueirense… e Professor Titular do Colégio Pedro II. É licenciado em Letras (Unipli), especialista em Leitura e Produção de Textos (UFF) e em Psicopedagogia Clínica e Institucional (Unicarioca), mestre em Língua Portuguesa (UFRJ) e doutor em Literaturas (UFSC). Além de publicações individuais (Edições Cândido, Autografia e Imperial) articipa de antologias de textos ficionais (Ed. Mórula, Ed. Malê, Selo Off-Flip, Oficina Raquel e Conexão7) e de publicações científicas. Sua publicação mais recente é “A re-partilha do comum – reflexões e práticas para uma sala de aula empática” (Ed. Mauad, 2025), ensaio teórico-metodológico que resulta de pesquisa realizada no estágio pós-doutoral na Escola de Comunicação (ECO) da UFRJ.

Jucilene Nogueira:

Doutora em Ciência da Literatura na UFRJ, tornou-se mestra pelo mesmo programa e instituição em 2011. Atualmente, é professora EBTT do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literatura Brasileira e Língua Portuguesa. É pesquisadora da poesia contemporânea brasileira, ensino de literatura e das questões de gênero, raciais e de sexualidade. É membra do Laboratório de Teorias e Práticas Feministas da UFRJ e do NIELM (Núcleo Interdisciplinar de Estudos da Mulher na Literatura).

Flavia Amparo:

Professora Associada de Literatura Brasileira da Universidade Federal Fluminense e Professora Titular de Português e Literaturas do Colégio Pedro II. Atua no Programa de Pós-Graduação em Estudos de Literatura da UFF e no Mestrado em Práticas de Educação Básica do Colégio Pedro II. Possui graduação em Letras pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Mestrado em Letras (Literatura Brasileira) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e Doutorado em Letras pelo mesmo programa de Pós-Graduação. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literatura Brasileira, e na área de Ensino, principalmente nos seguintes temas: Formação do leitor na Educação Básica, Interdisciplinaridade e Ensino, Literatura e outras artes.

Coordenação:  

Godofredo de Oliveira Neto – Titular da Cátedra Machado de Assis

Titular da Cátedra Machado de Assis do CBAE-UFRJ – é escritor, professor universitário e membro titular da Academia Brasileira de Letras, onde ocupa a Cadeira 35 desde setembro de 2022, sucedido por Ana Maria Machado. Professor Titular de Literatura Brasileira na UFRJ, possui graduação e mestrado em Letras pela Université de Paris III – Sorbonne-Nouvelle e doutorado pela UFRJ, com pós-doutorado na Georgetown University (EUA). Autor de 21 livros entre romances e contos – alguns traduzidos para o inglês, francês, espanhol, italiano, vietnamita e búlgaro – foi premiado com o Jabuti em 2006 e tem obras adotadas em diversas universidades brasileiras. Atua como pesquisador com foco no Modernismo e na literatura contemporânea, tendo orientado dezenas de dissertações e teses, participado de centenas de bancas e congressos e ocupado cargos de gestão acadêmica, como Pró-Reitor de Graduação da UFRJ e Diretor do Departamento de Política do Ensino Superior no MEC. Integra ainda o PACC-UFRJ, a Cátedra Machado de Assis, o comitê da Collection Archives/UNESCO e diversos conselhos e grupos de pesquisa nacionais e internacionais.

Apenas online:

Canal do Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ no YouTube

#11. Economia de Dados e as políticas governamentais brasileiras – Marcelo Mattos

27 NOV – QUI – 18H – HÍBRIDO

Cátedra Álvaro Vieira Pinto

APRESENTAÇÃO

O curso Economia Política de Dados e Soberania Digital discute o papel estratégico dos dados digitais na economia e na geopolítica contemporânea. Em 13 aulas-palestra *híbridas, de 11 de setembro a 11 de dezembro de 2025, às quintas-feiras, especialistas analisam fundamentos conceituais, dilemas regulatórios enfrentados por diferentes países e possíveis caminhos para o Brasil. A iniciativa é organizada pelo Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ, por meio da Cátedra Álvaro Vieira Pinto, com apoio da RedeSist, ComMarx, PPGCOM/ECO-UFRJ e PPGCI/IBICT.

Coordenação: Prof. Dr. Marcos Dantas (ECO-UFRJ) e Helena Lastres (RedeSist-UFRJ) 

*Formato híbrido, com ênfase na riqueza da participação presencial e a alternativa online igualmente garantida. Pós-graduandos e ouvintes são bem-vindos, podendo acompanhar integralmente ou em aulas-palestras específicas. Para certificação, é necessária inscrição e presença mínima de 75%, via Zoom; sem inscrição, o acompanhamento pode ser feito pelo YouTube.

Sobre o curso

A centralidade dos dados digitais na economia contemporânea transformou as grandes plataformas em atores de peso geopolítico, capazes de influenciar políticas nacionais e internacionais. Essa nova forma de poder, baseada na coleta e uso massivo de informações, coloca em questão a soberania de países como o Brasil, que enfrentam desafios para regular corporações globais e lidar com problemas associados, como desinformação, discursos de ódio e vigilância.

O curso propõe uma reflexão crítica sobre esse cenário. Em 13 aulas-palestras, serão discutidos os fundamentos conceituais da economia política de dados, os dilemas regulatórios e políticos enfrentados em diferentes regiões do mundo e, por fim, os caminhos possíveis para o Brasil. A programação reúne pesquisadores que, nos últimos anos, se dedicaram ao tema e cujos estudos resultaram em notas técnicas e no livro Economia Política de Dados e Soberania Digital: Conceitos, Desafios e Experiências no mundo, publicado pela editora Contracorrente em parceria com a RedeSist e o Centro Internacional Celso Furtado.

Ao abrir esse debate ao público, o curso reafirma a importância de pensar o desenvolvimento científico e tecnológico a partir de perspectivas críticas e brasileiras, inspiradas na tradição de Álvaro Vieira Pinto.


PROGRAMAÇÃO

MÓDULO 1: Definições e importância da Economia Política de Dados

11 SET- Aula inaugural – Soberania Digital em Disputa – Renata Mielli

Professora: Dra. Renata Mielli (Coordenadora CGI.Br). Moderação Prof. Marcos Dantas.

A exposição tratará do papel central que as tecnologias digitais adquiriram no cenário econômico e geopolítico atual. Apresentará as relações entre a questão da soberania nacional e as demais possibilidades de soberania, demonstrando as disputas pelo sentido e significado da soberania digital. Indicará um conjunto de medidas de emergência para garantir a soberania digital do Estado e da sociedade.

Renata Mielli, Jornalista. É coordenadora do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e Assessora Especial da Ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação. Presidente do Conselho de Administração do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). Doutora em Ciências da Comunicação (ECA-USP).

18 SET- Aula 2. Economia Política de Dados: desafios de conceituação e mensuração – Helena Lastres

Professora: Helena Lastres. Moderação: Caíque Apolônio.

Apontar a falta de definições e sistemas de medição consistentes e seguros sobre a economia de dados e a influência negativa dessa ausência na compreensão do fenômeno e na implementação de políticas. Daí a relevância de buscar abordagens contextualizadas e condizentes com a compreensão e análise da Economia Política de Dados e Digital, capazes de identificar os fundamentos essenciais para orientar políticas efetivas e apropriadas para a transformação digital inclusiva, soberana e sustentável. 

Helena Maria Martins Lastres é Economista pela FEA-UFRJ, Mestre em Economia da Tecnologia pela COPPE/UFRJ, PhD em Desenvolvimento Industrial e Política de CT&I, SPRU, Sussex University, (Inglaterra) e pós-doutora em Inovação e Sistemas Produtivos Locais pela Université Pierre Mendès-France, Grenoble (França). É pesquisadora associada ao Programa de Pós-graduação do IE/UFRJ, onde ajudou a criar e atualmente coordena a Rede de Pesquisa em Sistemas e Arranjos Produtivos e Inovativos Locais. É Pesquisadora Titular (aposentada) do Ministério da Ciência e Tecnologia. É membro do Conselho Deliberativo do Centro Internacional Celso Furtado (Cicef). Integra o Conselho Consultivo para a Transformação Digital (CCTD) do Comitê Interministerial para a Transformação Digital (CITDigital).


25 SET- Aula 3. As comunicações e O Capital – Marcos Dantas

Professor: Marcos Dantas. Moderação: Larissa Ormay

Examinar aspectos da economia de dados à luz de conceitos e elaborações encontrados n’O Capital de Karl Marx. O ciclo de rotação do capital e as plataformas sociodigitais. Dados, capital financeiro, juros.

Marcos Dantas é Professor Titular (aposentado) da Escola de Comunicação da UFRJ. Mestre em Ciência da Informação pela ECO-IBICT/UFRJ e Doutor em Engenharia de Produção pela COPPE-UFRJ, é professor do Programa de Pós Graduação em Comunicação e Cultura da ECO-UFRJ e do Programa de Pós Graduação em Ciência da Informação do IBICT. Integra o Conselho de Administração da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). Foi membro do Conselho de Administração do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.Br) e do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.Br).


02 OUT – Aula 4. Grandes corporações digitais e financeirização – José Cassiolato

Professor: José Cassiolato. Moderação: Dra. Nahema Falleiros

Propor uma reflexão sobre a importância de alcançar a soberania digital no Brasil. Focalizam-se as articulações da digitalização com a financeirização e as formas resultantes de aprisionamento das inovações digitais em trajetórias tecnológicas, não apenas de baixa eficácia econômica, mas principalmente produtoras de significativos efeitos negativos em termos sociais, políticos e ambientais. Argumenta-se, que,  longe de constituir-se em um novo paradigma, os desenvolvimentos associados à digitalização representam apenas uma intensificação do paradigma das TICs e que os discursos sobre as tecnologias digitais foram historicamente construídos em torno de mitos com grandes referências a mundos e possibilidades utópicas. Daí, entre outras conclusões, percebe-se crescente preocupação na sociedade sobre a necessidade de maior controle público das atividades digitais. A busca de soberania digital por parte dos diferentes países tem crescentemente feito parte da agenda de políticas públicas.

José Cassiolato é Economista pela Universidade de São Paulo (USP), mestre e doutor em Economia pela Universidade de Sussex (Inglaterra), com Pós-doutorado na Universidade Pierre Mendes-França (França). É professor de Economia da Inovação no Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IE/UFRJ). É Coordenador da Rede de Pesquisa em Sistemas e Arranjos Produtivos e Inovativos Locais (RedeSist, IE/UFRJ). É Membro do Conselho Superior da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). É associado fundador do Centro Internacional Celso Furtado (Cicef). Ocupa o sexto lugar em publicações em economia na América Latina do Latin America Scientist and University Rankings 2024.

Nahema Falleiros é doutora em Ciência da Informação pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) e pela Escola de Comunicação da UFRJ, mestre em Sociologia e bacharel em Ciências Sociais pela USP. É pesquisadora associada ao InternetLab e atualmente integra a Cátedra Oscar Sala do Instituto de Estudos Avançados da USP em estágio pós-doutoral. Sua trajetória combina atuação acadêmica e institucional, incluindo passagens pelo CEBRAP, pelo Museu do Futebol (CRFB) e pela Controladoria-Geral do Município de São Paulo, onde coordenou a Divisão de Ética. Suas pesquisas investigam as dimensões culturais, políticas e econômicas da ciência e da tecnologia no capitalismo contemporâneo, com foco na plataformização do trabalho, nas desigualdades em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PDI) na indústria de software e de inteligência artificial, e nos desafios da governança da Internet e das infraestruturas públicas digitais na América Latina e Caribe, a partir de métodos mistos e etnografia, dialogando com a sociologia do trabalho, a economia política da informação e os estudos de ciência e tecnologia.


MÓDULO 2: Experiências de países selecionados

09 OUT – Aula 5. Tendências e desafios da economia de dados nos Estados Unidos e Canadá – Jorge Britto

Professor: Jorge Britto. Moderação: Dr. Guilherme Preger

Apresentar e discutir conceitos relacionados à caraterização da Economia de Dados, procedimentos para medir sua participação no conjunto da economia e algumas implicações normativas do conceito em termos de políticas públicas, a partir da apresentação das experiências dos Estados Unidos e do Canadá.

Jorge Nogueira de Paiva Brito é Economista pela UFRJ. Tem Mestrado e Doutorado em Economia da Indústria e da Tecnologia, também pela UFRJ, com doutorado-sanduíche no SPRU da Universidade de Sussex (Inglaterra). É professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) e pesquisador colaborador da RedeSist e da UFRJ. Tem larga experiência na área de Economia da Tecnologia e da Inovação, com ênfase em Organização e Política Industrial e Tecnológica atuando principalmente nos seguintes temas: arranjos e sistemas produtivos, cooperação interindustrial, redes de firmas e sistemas setoriais e regionais de inovação. 


16 OUT – Aula 6. Economia de dados: planejamento e regulação na União Europeia (15h/17h) – Maria Lúcia Falcón

Professor: Maria Lúcia Falcón. Moderação: Bruna Távora

Principais estratégias, políticas e instrumentos para o planejamento, o investimento e a regulação da transição digital da economia na União Européia: planos Next Generation, fundos RRF, Digital Compass e Digital Decade. Soberania, infraestrutura digital e financiamento. Legislação de proteção de dados, regulação de mercados de dados e IA.

Maria Lúcia de Oliveira Falcón é Agrônoma pela Universidade Federal da Bahia. Mestre em Economia pela Universidade Federal da Bahia. Doutora em Sociologia pela Universidade de Brasília. Fez Especialização em Gestão em Qualidade e Produtividade pelo MCT/Missão no Japão e em Blockchain e Fintech pelo IEBS/Espanha. É Pesquisadora Visitante na Universidade de Santiago de Compostela, Faculdade de Ciências Econômicas, Espanha. Professora Associada (aposentada) pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). Atualmente desenvolve Pós-Doutorado na ENSP/Fiocruz na área de Complexo Econômico-Industrial da Saúde/Economia de Dados. É pesquisadora da RedeSist do Instituto de Economia da UFRJ e Professora Colaboradora no Mestrado Profissional de Economia (Propec) da UFS com as disciplinas Macroeconomia e Transformação Digital do Sistema Financeiro.

 

23 OUT – Aula 7. A Economia Política dos Dados na perspectiva dos (B)RICS – Ana Arroio

Professora: Ana Arroio. Moderação: Dra. Monique Figueira

Os sistemas produtivos e inovativos digitais da Rússia, Índia, China e África do Sul – RICS. O impacto das questões geopolíticos e  geoeconômicas, e o papel do Estado no desenho de políticas públicas para prosperar na economia digital. As lições de iniciativas bem-sucedidas, localmente apropriadas e que endogenizam partes importantes do sistema produtivo digital. Reflexão e recomendações para uma agenda de políticas no Brasil.

Ana Arroio é Jornalista pela Carleton University (Canadá), Mestre em Relações Internacionais pela PUC-RJ (1989) e Ph.D. em Desenvolvimento Industrial e Política de CT&I, SPRU, Sussex University (Inglaterra). Tem Pós-doutorado em Relações Internacionais pela Oxford University e Princeton University – Woodrow Wilson School of International and Public Affairs (Inglaterra e Estados-Unidos). É pesquisadora associada da RedeSist, do Instituto de Economia da UFRJ.

30 OUT – Aula 8. Economia de dados na África, Ásia e Oceania – Cristina Lemos

Professora: Cristina Lemos. Moderação: Dr. Miguel Papi

Examinar as experiências de políticas relacionadas à chamada transformação digital e à acelerada expansão da economia de dados em países que não estão na liderança no mundo. A análise é centrada em políticas  governamentais para oportunidades de inserção soberana na era digital em sete países selecionados: Austrália, Coreia do Sul, Indonésia, Japão, Vietnam, Etiópia e Quênia. São observados conceitos, marcos regulatórios, esforços de mensuração e estratégias de desenvolvimento, especialmente relacionadas à constituição de infraestrutura digital, sistemas de produção e inovação e governos digitais, visando contribuições para a formulação de políticas digitais e de dados soberanas e inclusivas no Brasil.

Cristina Ribeiro Lemos é Economista pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Mestre e Doutora em Engenharia de Produção pela Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe/UFRJ). É pesquisadora associada da Rede de Pesquisa em Sistemas e Arranjos Produtivos e Inovativos (RedeSist/IE/UFRJ), desde sua criação em 1997. É pesquisadora aposentada do Instituto Nacional de Tecnologia do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (1986/2016).

06 NOV- Aula 9. China: o big data a serviço de políticas pública – Isis Paris Maia

Professora: Isis Paris Maia. Moderação: Ana Maria Ribeiro.

Será apresentado e discutido como a China estruturou seu ecossistema de internet nacional, abrangendo desde a infraestrutura física até os marcos regulatórios que o sustentam, e como esse ecossistema digital viabiliza o que a literatura denomina governança 4.0 e quais são seus impactos sobre as políticas sociais do país. Para ilustrar, será analisado o caso do cadastro unificado de famílias vulneráveis.

Isis Paris Maia – Historiadora (2020), Mestre (2023) e Doutoranda em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É professora colaboradora da Pós-Graduação em China Contemporânea da PUC-Minas e co-fundadora do projeto de difusão científica Fios de China no Instagram. Atualmente pesquisa instituições na China, com ênfase em governança digital e tecnologias em políticas públicas.


13 NOV – Aula 10. América Latina y la Economía de Datos – Carina Borrastero e Manuel Gonzalo

Professores: Carina Borrastero e Manuel Gonzalo. Moderação: Adriane Carrera.

El objetivo de la sesión es presentar una revisión crítica de los debates contemporáneos vinculados a la economía de datos en América Latina. A partir de una sistematización de las contribuciones de la CEPAL, el Banco de Desarrollo de América Latina y el Caribe (CAF) y los planes y estrategias de política digital de Argentina, Chile y México, se identificarán y discutirán los avances, pendientes y hojas de ruta en materia de economía de datos en la región. Lo és evidente la necesidad de avanzar sobre una agenda regional en materia de datos que contemple las especificidades contextuales, emule buenas prácticas y regulaciones evitando la copia lineal y acrítica de abordajes del Norte Global, y apunte a potenciar actores, tecnologías e infraestructuras locales.

Carina Borrastero é Doutora em Ciências Sociais (UBA), Mestrado em Ciência, Tecnologia e Sociedade (UNQ) e Licenciada em Ciências da Comunicação (UNC). Professora de Economia Industrial na Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Nacional de Córdoba (Argentina) e pesquisadora do CONICET (Argentina).

Manuel Gonzalo é Licenciado em Economia magna cum laude pela Universidad de Buenos Aires (UBA), Mestre en Economia y Desenvolvimento Industrial pela Universidad Nacional de General Sarmiento (UNGS) e Doutor em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Professor-Investigador de Economia do Desenvolvimento na Universidad Nacional de Quilmes (UNQUI) e em Economia na UNDEC (Universidad Nacional de Chilecito). Coordenador do grupo de trabalho sobre Índia e membro do Grupo de trabalho sobre BRICS+ do Conselho Argentino para as Relaciones Internacionais (CARI). Investigador associado da RedeSist/IE-UFRJ.


MÓDULO 3: A experiência brasileira

27 NOV – Aula 11. Economia de Dados e as políticas governamentais brasileiras – Marcelo Mattos

Professor: Marcelo Mattos. Moderação: Dra. Ana Maria Ribeiro.

A conferência terá como foco o Nordeste brasileiro e apresentará os resultados da pesquisa realizada no âmbito do projeto “Medição da Economia de Dados: um Estudo de Caso sobre o Brasil”. A discussão se concentrará na capacidade instalada de ciência e tecnologia na região voltada à economia de dados. O debate partirá da indagação sobre a importância de uma primorosa rede de universidades e instituições de C&T no Nordeste, desde que estimuladas por uma política estratégica de investimentos no campo da ‘revolução digital’ e enraizada no território. Ainda, será apresentada uma agenda de pesquisa que visa ampliar a reflexão e o debate sobre o tema.

Marcelo Gerson Pessoa Matos é Economista. Doutor em Economia pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Professor adjunto do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IE/UFRJ) e do Programa de Pós-graduação em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento (PPED-IE/UFRJ). Pesquisador da RedeSist. 

04 DEZ – Aula 12. O Nordeste e a Economia de Dados – Severino José de Lima

Professor: Severino José de Lima. Moderação: Dr. Rodrigo Guedes.

Como foco o Nordeste brasileiro, a exposição se concentrará na capacidade instalada de ciência e tecnologia na região voltada à economia de dados. O debate partirá da indagação sobre a importância das universidades e instituições de C&T no Nordeste e seu potencial desde que estimuladas por uma política estratégica de investimentos no campo da ‘revolução digital’ e enraizada no território. Será apresentada uma agenda de pesquisa que visa ampliar a reflexão e o debate sobre o tema.

Severino José de Lima é Engenheiro Agrônomo pela Universidade Federal da Paraíba. Mestre em Sociologia Rural pela Universidade Federal da Paraíba e Doutor em Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Professor da Universidade Federal de Campina Grande. Estágio Pós-Doutoral pela Redesist/IE/UFRJ. Pesquisador colaborador da Redesist. 



11 DEZ – Aula 13. Encerramento: Para uma política soberana – Sergio Amadeu da Silveira

Professor: Sergio Amadeu da Silveira (UFABC). Moderação:  Profª Helena Lastres

Apresentar o papel central que as tecnologias digitais adquiriram no cenário econômico e geopolítico atual. Mostrar as relações entre a questão da soberania nacional e as demais possibilidades de soberania, demonstrando as disputas pelo sentido e significação da soberania digital. Sugerir um conjunto de medidas de emergência para garantir a soberania digital do Estado e da sociedade.

Sergio Amadeu da Silveira é doutor em Ciência Política. Professor da UFABC e membro do Conselho Científico da Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura (ABCiber). Integrou o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.Br). Presidiu o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação – ITI. É pesquisador de produtividade do CNPq.

Helena Maria Martins Lastres é Economista pela FEA-UFRJ, Mestre em Economia da Tecnologia pela COPPE/UFRJ, PhD em Desenvolvimento Industrial e Política de CT&I, SPRU, Sussex University, (Inglaterra) e pós-doutora em Inovação e Sistemas Produtivos Locais pela Université Pierre Mendès-France, Grenoble (França). É pesquisadora associada ao Programa de Pós-graduação do IE/UFRJ, onde ajudou a criar e atualmente coordena a Rede de Pesquisa em Sistemas e Arranjos Produtivos e Inovativos Locais. É Pesquisadora Titular (aposentada) do Ministério da Ciência e Tecnologia. É membro do Conselho Deliberativo do Centro Internacional Celso Furtado (Cicef). Integra o Conselho Consultivo para a Transformação Digital (CCTD) do Comitê Interministerial para a Transformação Digital (CITDigital).



Ementa completa – atualizada em 19/09/2025


Presencial:

Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ, Av. Rui Barbosa, 762 – Flamengo, Rio de Janeiro

Online:

Link Zoom Meeting – inscrições encerradas. Participe como ouvinte pelo YouTube.

Transmissão:

PLAYLIST – Canal do Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ no YouTube

*Inscrições abertas até 11/09.


PARCEIROS INSTITUCIONAIS

RedeSist – Rede de Pesquisa em Arranjos e Sistemas Produtivos e Inovativos Locais

ComMarx – Grupo Marxiano de Pesquisa em Informação, Comunicação e Cultura

PPGCOM – Programa de Pós Graduação em Comunicação e Cultura (ECO-UFRJ)

PPGCI – Programa de Pós Graduação em Ciência da Informação (PPGCI-IBICT)