4 SET – SEX – 9H/18H
Cátedra Francisco de Oliveira – Aceleração Algorítmica, Democracia e Trabalho
APRESENTA
O Making da Metrópole no Turbilhão da Crise da Globalização – O Rio de Janeiro: 30 Anos depois do Planejamento Estratégico e 10 anos depois das Olimpíadas, entre catástrofe e adaptação.
Em meados dos anos 1990, o Rio de Janeiro começou a enfrentar o desafio de se situar em um mundo cada vez mais globalizado, no qual as grandes metrópoles passavam a ocupar um lugar central nas estratégias de desenvolvimento. Importou-se o método do planejamento estratégico inspirado na experiência da Barcelona pós-franquista, enquanto o conceito de Cidade Global parecia alimentar um pensamento único sobre o futuro urbano. Vieram o Favela-Bairro, o Rio Cidade e os megaeventos, acompanhados das grandes infraestruturas de sempre: o Porto de Sepetiba, o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (COMPERJ), o Arco Metropolitano e, mais tarde, o PAC e a tentativa de “pacificação”. Em 2013, o megamovimento das jornadas de junho abalou esse modelo de gestão da cidade, sem, contudo, conseguir se institucionalizar. O seminário propõe fazer um balanço desse ciclo e perguntar se parte significativa dos problemas dramáticos que o Rio enfrenta hoje não decorre justamente das falhas daquelas escolhas.
Ao longo do seminário, serão lançados e apresentados os livros Poder, Cidade e Mercadoria: a disputa pelo espaço no Rio de Janeiro Olímpico, de William Bueno (Appris, 2026); O Making da Metrópole, de Barbara Szaniecki e Giuseppe Cocco (RioBooks, 2021); Uma Floresta de Imagens, de Barbara Szaniecki (RioBooks, 2025); A luta contra as remoções, de Alexandre Mendes e Giuseppe Cocco (Revan, 2016); e Vertigens de Junho, de Alexandre Mendes (Autografia, 2018).
Coordenação:
Giuseppe Cocco – Títular da Cátedra:
Atualmente é Professor Titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), vinculado aos Programas de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura e em Ciência da Informação (ECO-IBICT). É graduado em Ciência Política pela Université de Paris 8, mestre em Ciência, Tecnologia e Sociedade pelo Conservatoire National des Arts et Métiers, e possui mestrado e doutorado em História Social pela Université de Paris I (Panthéon-Sorbonne). Realizou estágio pós-doutoral no Departamento de Estudos Psicossociais da Birkbeck, University of London (2017–2018). É “Cientista do Nosso Estado” (FAPERJ). Cocco coordena o Laboratório de Território e Comunicação (LABTeC) e é membro fundador da rede Universidade Nômade Brasil. Também é editor das revistas Lugar Comum e Multitudes (Paris). Sua pesquisa se concentra em trabalho, capitalismo digital, transformações urbanas e teoria política no Sul Global. Entre suas publicações estão GlobAL: Biopoder e lutas em uma América Latina globalizada (com Antonio Negri, 2005), MundoBraz (2009), KorpoBraz (2014) e New Neoliberalism and the Other: Biopower, Anthropophagy, and Living Money (com Bruno Cava, Lexington, 2018).
Felipe Fortes – Pesquisador Pós-Doutor:
É bacharel, mestre e doutor em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Brasil. Atualmente é pesquisador de pós-doutorado (FAPERJ) no Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde desenvolve pesquisa sobre o pensamento de Antonio Negri e sua relação com o Brasil e o Sul Global. É membro dos grupos de pesquisa Laboratório de Território e Comunicação (LABTeC) e da rede Universidade Nômade Brasil. Também é editor da revista Lugar Comum.
Carolina Salomão – LABTeC/UFRJ:
Doutora e mestre em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), onde também graduou-se em Comunicação Social. Foi bolsista CAPES (20082010), CNPq (20102012) e Nota 10 FAPERJ (20142016).Atua no Laboratório Território e Comunicação (LABTeC/UFRJ) e integra a Rede Universidade Nômade, desenvolvendo pesquisas sobre trabalho, subjetividade, democracia, tecnologia, plataformas digitais, inteligência artificial, aceleração algorítmica e transformações contemporâneas do capitalismo. Participa da formulação e coordenação de projetos de pesquisa e cooperação acadêmica nacional e internacional, articulando dimensões investigativas, institucionais e de comunicação pública da ciência.Integra desde 2018 a equipe editorial da revista Lugar Comum Estudos de mídia, cultura e democracia, onde atua em todas as etapas do processo editorial da interlocução com autores e pareceristas à diagramação e divulgação contribuindo para a circulação ampliada de debates em comunicação, cultura e democracia.Tem experiência nas áreas de comunicação, ciências humanas e estudos críticos da tecnologia, com interesse em trabalho, democracia, subjetividade, inteligência artificial e metodologias em ciências humanas. Em 2018, publicou pela Editora PUC o livro Precariedade e resistência: a metrópole como palco das lutas sociais, derivado de sua tese de doutorado.
Programação:
10h–11h – Mesa 1 – A Cidade-Floresta
- A floresta vai virar cidade, a cidade vai virar floresta.
- Barbara Szaniecki (Esdi/UERJ)
- Oficina de Cartografia Coletiva em Paraty: mudanças climáticas, territórios e sustentabilidade.
- Mariana Costard (Esdi/UERJ)
- Jardins em carne viva: o comum como cultivo.
- Guto Santos (PROURB/UFRJ)
11h–13h – Mesa 2 – O Rio de Janeiro no turbilhão da desglobalização
- A disputa pelo espaço no Rio de Janeiro.
- William Bueno (UFF e Círculo Laranja)
- Aspiro ao grande labirinto: reflexão sobre os descaminhos urbanísticos do Rio de Janeiro no século XXI.
- Clarissa Moreira (Departamento de Urbanismo/UFF)
- Do you remember… o Porto de Sepetiba?
- Gerardo Silva (UFABC)
14h–15h – Mesa 3 – A Metrópole como cérebro coletivo
- O chip e a metrópole: litografia, diagrama e inteligência artificial.
- Felipe Fortes (PPGCOM/UFRJ)
- Entre Baltimore e Nova Orleans: imagens-cidade da crise metropolitana em The Wire e Treme.
- Luís Felipe Teves (UNIFESO e UNISUAM)
15h–16h – Mesa 4 – A Cidade e a Crise da Democracia
- Brasil: a importância da cidade para a sua democracia.
- Marcelo Burgos (PUC-Rio)
- Confrontos contemporâneos: entre urbanismo de guerra e circuitos de sobrevivência.
- Pedro Cláudio Cunca Bocayuva (UFRJ)
- Democracia, direitos e territórios: uma análise crítica das propostas de reforma urbana da década de 1980 e as tensões sociais atuais.
- Clarissa Naback
17h–19h – Mesa 5 – Da resistência à remoção de favelas a Junho de 2013: balanço crítico em dois livros
- Giuseppe Cocco (UFRJ)
- Alexandre F. Mendes (UERJ)
- Adriano Pilatti (PUC-Rio)
- Carolina Salomão (LABTeC/UFRJ)
Presencial:
Espaço Castro, Lessa e Conceição do Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ, Av. Rui Barbosa, 762 – Flamengo, Rio de Janeiro.
Online:
As informações de participação e acesso às atividades on-line serão enviadas aos inscritos.
Transmissão:
O Making da Metrópole no Turbilhão da Crise da Globalização – parte 1
O Making da Metrópole no Turbilhão da Crise da Globalização – parte 2
O Making da Metrópole no Turbilhão da Crise da Globalização – parte 3
Playlist da Cátedra Francisco Oliveira

